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19/09 - Após 20 dias, estudantes começam a desocupar reitoria da UFFS, em Chapecó
Alunos iniciaram saída logo após decisão em assembleia, no final da noite de quarta-feira (18). Prazo para desocupação é 10h de sexta (20). Estudantes começam a deixar prédio da reitoria da UFFS, em Chapecó Letícia Ferrari/NSC TV Os estudantes que ocupavam o prédio da reitoria da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), em Chapecó, no Oeste catarinense, começaram a sair do local, segundo alunos que participam do movimento. Uma assembleia na noite de quarta-feira (18) decidiu que eles vão deixar o prédio. A desocupação começou logo após essa reunião, por volta das 23h. Os alunos ocupavam o local desde 30 de agosto. Eles protestam contra a nomeação de Marcelo Recktenvald para reitor da universidade. Ele foi nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), mesmo sendo o terceiro colocado dos votos para o cargo. Os estudantes disseram à NSC TV que a manifestação é por considerar a postura do presidente antidemocrática. Estudantes ocupam a reitoria da UFFS após posse de reitor Fernanda Moro/NSC TV De acordo com a comunicação do movimento estudantil, os alunos decidiram na assembleia pela desocupação imediata. O prazo para entregar o prédio é 10h desta sexta (20), para que dê tempo de os estudantes limparem o espaço e doarem os alimentos que sobraram. Eles já tiraram faixas e cartazes que foram colocados na fachada do prédio. A assembleia ocorreu após a reunião ordinária do Conselho Universitário (Consuni) da UFFS. Nesse encontro, os conselheiros aprovaram os pedidos feitos pelos estudantes que estavam na ocupação. Por isso, os alunos aceitaram deixar o prédio da reitoria. Impasse No domingo (15), integrantes do Consuni apresentaram uma carta com pedido de renúncia a Marcelo Recktenvald do cargo de reitor da instituição. Os conselheiros, entre titulares e suplentes, exigem a renúncia por entenderem que "sua nomeação, feita pelo Presidente da República, por meio de Decreto publicado no Diário Oficial da União em 30 de agosto de 2019, representa clara violação à autonomia da UFFS e desrespeito para com a comunidade universitária". Recktenvald tomou posse como reitor em cerimônia em Brasília ocorrida em 4 de setembro. Lista tríplice Recktenvald assume o lugar de Jaime Giolo, que ocupava o cargo de reitor eleito da UFFS desde 2015, quando ocorreu o primeiro processo de consulta previa à comunidade universitária e a votação do Consuni. Antes disso, desde 2009, o próprio Giolo estava à frente do cargo como reitor pro tempore, ou seja, que foi designado temporariamente pelo Ministério da Educação (MEC). O processo de escolha de composição da lista tríplice para reitoria da universidade - o segundo em sua história - teve o primeiro turno realizado em 29 de abril deste ano. O processo de consulta prévia contou com quatro chapas inscritas e participação de mais de 6 mil pessoas. Recktenvald teve 21,40% do total de votantes, ficando em terceiro lugar. O reitor nomeado por Bolsonaro não chegou a participar do segundo turno do processo, realizado em 28 de maio. Participaram as duas chapas mais votadas. O resultado foi Anderson André Genro Alves Ribeiro em primeiro lugar, com 54,1%; e Antônio Inácio Andrioli, com 45,9%. Segundo a UFFS, não há hierarquia na lista tríplice, ou seja, qualquer um dos três indicados pelo Conselho Universitário pode ser nomeado. Conforme a legislação vigente, “o reitor e o vice-reitor de universidade federal serão nomeados pelo Presidente da República e escolhidos entre professores dos dois níveis mais elevados da carreira ou que possuam título de doutor, cujos nomes figurem em listas tríplices organizadas pelo respectivo colegiado máximo, ou outro colegiado que o englobe, instituído especificamente para este fim, sendo a votação uninominal”. O reitor recém-empossado da UFFS foi nomeado por meio do Decreto de 29 de agosto de 2019. A UFFS atualmente tem campi em seis cidades, entre os três estados do Sul. Em Santa Catarina está o maior deles, em Chapecó. No Rio Grande do Sul, são três campi, em Passo Fundo, Erechim e Cerro Largo. Há dois também no Paraná, em Laranjeiras do Sul e Realeza. Veja mais notícias do estado no G1 SC
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19/09 - MEC retira apoio de proposta que prevê Fundeb permanente com 40% de recursos da União
Ministro da Educação diz que percentual de 15% seria suficiente e que discorda dos critérios incluídos na prévia da proposta da relatora Dorinha Rezende (DEM-TO). Abraham Weintraub Divulgação O Ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou nesta quinta-feira (19) que não apoiará, no Congresso, a proposta da deputada Dorinha Rezende (DEM-TO) para o novo modelo do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A parlamentar, relatora do tema na Câmara dos Deputados, defendeu nesta quarta (18) o aumento da participação da União, dos atuais 10%, para 40% no longo prazo. O MEC defende um percentual máximo menor, de 15%. Ministro defende Fundeb, metas e mensalidade na pós MEC propõe aumentar repasse do Fundeb para 15% “A gente não concorda. Considera uma proposta que fere o equilíbrio fiscal, não é solvente no longo prazo. A gente vai buscar uma outra solução”, disse o ministro. “Tecnicamente apresenta alguns erros, não tem nosso apoio. (...) Temos pouco menos de 1 ano e meio para buscar uma solução para o problema. Tem vários aspectos técnicos que apareceram, sem a gente estar ciente. Nos surpreendeu. Nós somos contra”, disse. O Fundeb é repassado pela União às secretarias estaduais e municipais. Os recursos são uma complementação para a educação básica, que vai do ensino infantil ao médio. A lei atual prevê o fim do fundo em 2020 e, por isso, o Congresso discute um novo formato para restabelece-lo. O tema é analisado em uma comissão especial da Câmara e, em seguida, terá de ser aprovado no plenário da Casa e no Senado Federal. O projeto é de emenda à Constituição (PEC) e, por isso, precisa do aval de 3/5 dos deputados e dos senadores para entrar em vigor. Cálculos divergentes Para chegar aos 40%, a proposta de Dorinha prevê que novas fontes de arrecadação sejam destinadas ao Fundeb. A lista inclui 75% de tudo que União, estados, municípios e DF arrecadarem em royalties de extração mineral – inclusive, petróleo e gás. Segundo Weintraub, o governo federal discorda dessa possibilidade. O MEC se baseia em estudos que estabelecem um investimento mínimo de R$ 4,3 mil por aluno, por ano, e diz que os 15% de verbas federais são suficientes para atingir esse patamar. “A previsão do preço do petróleo é muito volátil. Quando ela introduz critérios como esse, e ainda dá um exponencial de trazer 40% em vez de 15%, ela aumenta essa volatilidade, trazendo mais instabilidade. Tecnicamente, foi uma surpresa. e a gente está retirando o apoio”, disse o ministro. Estratégia em estudo O MEC não informou como essa mudança de postura será colocada em prática no Congresso. O governo pode enviar um novo texto, com os 15% defendidos pela equipe econômica, ou pode só pedir que a base aliada rejeite o relatório da deputada Dorinha Rezende. “Estamos abertos ao diálogo com o parlamento, respeitamos o parlamento. Falando em nome do Ministério da Economia e do governo federal, a proposta não está alinhada com o equilíbrio fiscal, a solvência fiscal a longo prazo do país”, disse Weintraub. Nos últimos meses, equipes do Ministério da Economia e do MEC fizeram diversas reuniões com parlamentares ligados à educação para debater o novo Fundeb. Há, no Congresso, pelo menos três projetos simultâneos sobre o tema – o percentual de 40% é o mais ambicioso dentre eles. Como funciona? Atualmente, o Fundeb reúne percentuais fixos da arrecadação de impostos de estados e municípios. Depois que esse valor é calculado, o governo federal complementa o fundo com 10% adicionais do montante. Esses 10% servem para complementar o orçamento de Estados e municípios que arrecadam menos, diminuindo as desigualdades regionais. Mas, especialistas argumentam que o valor é insuficiente e, por isso, alunos do Centro-Sul recebem mais verbas para educação pública que os do Norte e Nordeste. O Ministério da Educação defende que esse percentual chegue aos 15%, gradativamente e com cláusulas de desempenho dos governos beneficiados. Já a proposta elaborada pela deputada Dorinha prevê 15% no ano seguinte à entrada em vigor das novas regras, 25% no quinto ano e 40% no décimo primeiro ano. O governo federal diz que, se isso acontecer, todo o esforço de economia da Reforma da Previdência pode “escoar” para bancar esse repasse à educação básica. Durante a apresentação do relatório na quarta, a deputada apresentou números da consultoria legislativa da Câmara que apontam impacto de R$ 279 bilhões para a União em 10 anos. Ela, no entanto, não soube informar a base do cálculo e nem se esses valores foram corrigidos pela inflação.
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19/09 - Uso excessivo de tecnologia pode afetar capacidade das crianças de escrever, avaliam professores
Alunos apresentam dificuldades para escrever à mão devido ao costume de utilizar tablets e smartphones. O impacto da tecnologia afeta a aprendizagem das crianças nas escolas Unsplash Cada vez mais alunos apresentam dificuldades para escrever à mão. A constatação parece ser unânime entre professores e pais, seja na França ou no Brasil. O principal motivo: o uso excessivo de novas tecnologias, como tablets e smartphones, que acostumaram crianças e adolescentes à escrita digital. Em entrevista à RFI, especialistas alertam para os perigos deste fenômeno que tem graves consequências na capacidade da escrita.  “Ele não consegue segurar um lápis direito”, diz Luana, mãe de um menino de 6 anos que enfrenta dificuldades para aprender a escrever na escola. À RFI, a brasileira radicada na França contou que a criança se acostumou desde pequena a manipular o tablet e controles de videogames, o que acabou afetando sua coordenação motora. Segundo Luana, o garoto reconhece as letras, tem forte habilidade para cálculo, mas sua interação manual é inteiramente voltada para suportes digitais, cuja utilização domina com destreza. “Para ele, é mais fácil digitar algo do que segurar uma caneta. Afinal, essas tecnologias facilitam tudo. Utilizando apenas um dedo você pode escrever. Até pintar fica mais fácil”, observa. A dificuldade que Luana enfrenta com o filho, e que tem tentado solucionar com a ajuda de pedagogos e psicólogos, não é uma exceção. O fenômeno parece estar se tornando uma regra nas salas de aula, como contou à RFI a professora francesa Roxanne, que leciona para turmas do 5° ao 9° ano. “Percebo que os alunos não apenas estão mais lentos para escrever, mas que a prática os incomoda muito. Por exemplo, quando eles têm que copiar lições curtas, com cerca de dez linhas, frequentemente vários reclamam e me perguntam se ainda precisarão escrever muito mais”, relata a professora. Para piorar a situação, a professora percebe que há uma diminuição da prática da escrita durante as aulas. “Responsabilizo o sistema escolar francês por isso. Diante de programas cada vez mais densos, classes sobrecarregadas, a alunos com perfis diversos e com diferentes problemas de aprendizagem, os educadores têm menos tempo para treinar a escrita”, lamenta. Por que você deve parar de acreditar que 'não nasceu pra matemática' Menino que sofreu bullying por camiseta improvisada de universidade nos EUA ganha bolsa de estudos Exercícios de caligrafia para o 4° ano do ensino básico Nas escolas do Brasil, o panorama não é muito diferente. Flávia Machado é professora do 4° ano do ensino básico em Tubarão (SC). Percebendo a dificuldade dos alunos para escrever, ela diz que se viu obrigada a passar exercícios de caligrafia – uma técnica que antigamente era empregada para crianças no início da alfabetização. “Eles simplesmente não sabem escrever as letras corretamente. Nós sabemos, por exemplo, que quando queremos escrever à mão, começamos de baixo para cima, da esquerda para a direita. Mas tenho alunos que não obedecem essa sequência linear para escrever. Eles desenham as letras de forma incoerente”, afirma. Flávia diz que exige a escrita à mão em trabalhos em sala de aula e em deveres, mas as próprias famílias são resistentes à estratégia. “Se envio uma pesquisa para as crianças fazerem em casa, os pais começam a me mandar mensagens perguntando: ‘eles podem digitar, porque assim terminam mais rápido?’”, conta. Proibição de smartphones nas escolas francesas Desde o início do ano escolar de 2018, a França proibiu o uso de smartphones pessoais nas escolas, para o alívio dos professores. Além disso, após vários alertas a Organização Mundial da Saúde (OMS), muitas famílias também tiveram a iniciativa de limitar o uso de novas tecnologias por crianças e adolescentes em casa. É o caso de Patricia, brasileira radicada na França, mãe de duas meninas, de 11 e 14 anos. Muitas famílias também tiveram a iniciativa de limitar o uso de novas tecnologias por crianças e adolescentes em casa. Unsplash “Minhas filhas não têm dificuldade ou resistência para escrever porque elas foram acostumadas desde cedo a não utilizar novas tecnologias. Elas também sempre foram incentivadas a se ocuparem com livros, com desenhos à mão, com jogos não eletrônicos, como dominó e quebra-cabeça. Para mim, sempre foi óbvio que quanto mais tarde elas tivessem contato com telas portáteis, melhor”, diz. Engenheira especializada em Ciência da Educação, Patricia é professora em um liceu particular profissional no sul da França, onde leciona para alunos de 13 a 21 anos. Para ela, o importante é saber utilizar as novas tecnologias, mas sem proibi-las. “Eu transmito isso para minhas filhas e meus alunos: existem outras maneiras de a gente passar nosso tempo que não seja diante de telas portáteis e virtuais. Mas não sou a favor de proibir as novas tecnologias. Elas são um aliado de peso na escolaridade para pessoas com deficiência, por exemplo. O importante é saber tornar as novas tecnologias em algo positivo na sua vida”, aconselha. Nem demonizar, nem idealizar Especialistas ouvidas pela RFI estão de acordo com a postura de Patricia. “Acho que não devemos nem demonizar, nem idealizar. Para mim, é realmente importante utilizar as duas alternativas no aprendizado. É preciso saber equilibrar”, avalia a grafoterapeuta Agnès Daubricourt. Autora do livro “Jeux d’Éveil à l’Écriture” (“Jogos Para Despertar para a Escrita”), a especialista elabora e aplica técnicas personalizadas para ensinar crianças a aprender e a melhorar a escrita. Segundo ela, a dificuldade para escrever faz cada vez mais parte do cotidiano de professores e pais. “É comum hoje vermos crianças que não conseguem segurar um lápis de forma ergonômica, que têm dificuldade para escrever”, observa. Segundo Daubricourt, além das novas tecnologias, outros fatores podem contribuir para dificultar o processo de aprendizagem da escrita, como a falta de estímulos ou exercícios físicos. “As crianças não usam suficientemente as mãos quando brincam, não manipulam suficientemente: são os efeitos da modernidade. Antes deixávamos os bebês brincando no chão, eles engatinhavam, escalavam… Mas hoje temos medo de micróbios, de sujeira, então os bebês ficam estáticos nos carrinhos. O que acontece é que os reflexos arcaicos não são ativados, os músculos não se tonificam e isso vai influenciar no aprendizado da escrita no futuro”, avalia. Por que é importante saber escrever à mão A psicopedagoga Larissa Fonseca, especialista em comportamento e desenvolvimento infantil e adolescente, defende a evolução da educação em paralelo com as inovações e as características das novas gerações. Entretanto, lembra que a escrita à mão não deve ser deixada de lado porque implica na aprendizagem de habilidades psicomotoras fundamentais para o desenvolvimento saudável e completo da criança. “A prática e o exercício da escrita não trazem apenas o aprendizado da grafia. São habilidades que vão muito além do decodificar as letras e as palavras”, salienta. De acordo com a especialista, diversas capacidades são desenvolvidas através da escrita no papel, como a memorização, a compreensão e a psicomotricidade. “Quando uma criança escreve à mão, ela registra melhor, ela pensa melhor, ela elabora as ideias de forma mais organizada. Então, a aprendizagem se torna mais significativa e efetiva”, reitera. Por isso, Fonseca aconselha a professores resgatarem o recurso dos livros físicos, da leitura, do exercício da escrita e da significação deste exercício. “A importância da escrita se perdeu hoje. Muita gente pensa que como se comunica através de e-mails ou WhatsApp, não faz mais sentido saber escrever à mão. Por isso é essencial retomar o significado da escrita como algo prazeroso e significativo”, considera. Para as famílias, a psicopedagoga sugere que pais e mães incentivem os filhos à escrever com mais frequência de forma lúdica e sem que esse exercício tenha o peso de uma obrigação. “Redijam em cartões postais, cartões de aniversário, façam listas de supermercado, bilhetes. A resinificação da escrita à mão como uma atividade prazerosa ajuda a auxiliar a familiaridade e a conexão com essa prática”, conclui.  Alfabetização: saiba as diferenças entre método fônico e método global
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19/09 - Governo do RS anuncia que Alvorada e Caxias do Sul vão receber escolas cívico-militares em 2020
Cada escola prevê investimento de cerca de R$ 1 milhão. Instituições que serão contempladas ainda precisam ser escolhidas por consulta pública. Definição deve ocorrer até o dia 27 de setembro. Secretaria Estadual de Educação divulgou os dois municípios que vão receber o Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares Divulgação/Piratini O governo do Rio Grande do Sul anunciou nesta quinta-feira (19) que duas escolas da rede estadual serão contempladas pelo Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares, lançado pelo Ministério da Educação. As cidades escolhidas são Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e Caxias do Sul, na serra gaúcha. O formato piloto já deve começar em 2020, e prevê investimento de cerca de R$ 1 milhão por escola. As instituições que serão contempladas ainda precisam ser escolhidas por consulta pública. A definição deve ocorrer até o dia 27 de setembro. Como critérios, o governo federal exige que as instituições escolhidas pelos estados tenham de 500 a mil alunos, e contemplem estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e/ou o Ensino Médio. “Nossa prioridade são os municípios que integram o programa transversal do Governo, o RS Seguro. Também consideramos importante contemplar escolas localizadas em zonas de vulnerabilidade social”, explica o secretário estadual da Educação, Faisal Karam. Programa para incentivar criação O modelo cívico-militar é diferente do modelo das escolas militares mantidas pelas Forças Armadas. De acordo com o MEC, as secretarias estaduais de educação continuariam responsáveis pelos currículos escolares e caberia aos militares a atuação como monitores na gestão educacional. A ideia do governo federal é ofertar 216 escolas cívico-militares no país até 2023. Atualmente, o Brasil tem 203 escolas desse tipo, em 23 unidades da federação. O ministério destacou que esse modelo de escola será implantando, preferencialmente, em região com situações de vulnerabilidade social e baixos Índices de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), indicador que mede a qualidade das escolas públicas. O governo pretende reduzir índices de violência, evasão, repetência e abandono escolar. O Ministério da Defesa utilizará militares da reserva das Forças Armadas para trabalhar nas escolas que aderirem ao novo programa. Os militares deverão ser contratados por meio de processo seletivo, com tempo mínimo de serviço de dois anos, prorrogável por até 10 anos. Os militares passarão por treinamento e receberão 30% da remuneração que recebiam antes da aposentadoria. Estados e municípios poderão destinar policiais e bombeiros militares para auxiliar na disciplina e organização das escolas.
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19/09 - Ensino superior a distância ofertou mais vagas que o presencial em 2018, aponta Censo da Educação Superior
Dados foram divulgados nesta quarta; tendência já era apontada em edições anteriores. Metade dos alunos não chega ao diploma; 'desperdício de recursos', diz ministro. Ao centro, o ministro da Educação Abraham Weintraub durante apresentação do Censo do Ensino Superior nesta quarta (19), em Brasília. À esquerda está Carlos Moreno, diretor de Estatísticas Educacionais do MEC e, à direita, Alexandre Lopes, presidente do Inep. Luis Fortes/MEC O número de vagas ofertadas pelo ensino superior a distância (EAD) superou em 2018, pela primeira vez, o número de oportunidades em cursos presenciais. No ano passado, foram 7.170.567 vagas remotas contra 6.358.534 vagas locais, respectivamente. O dado é do Censo do Ensino Superior, divulgado nesta quarta-feira (19) pelo Ministério da Educação e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Dados do Censo do Ensino Superior são divulgados O resultado das vagas em EAD é reflexo direto do aumento dos cursos de graduação a distância, constatado em edições anteriores. Em 2018, por exemplo, o Censo do Ensino Superior mostrou uma alta de 17,6% no número de alunos nesta modalidar. “É a primeira vez que você tem um maior ensino a distância do que presencial. Acho que é uma tendência nacional e mundial, só tende a se consolidar e ampliar”, declarou o ministro da Educação, Abraham Weintraub. Matrículas presenciais lideram Apesar disso, a rede presencial ainda recebeu mais alunos novos, em 2018, que a rede a distância. Segundo o censo, foram 2.072.614 matrículas em vagas presenciais (28,9% do total ofertado), e 1.373.321 nas vagas à distância (21,5% do total ofertado). Das vagas preenchidas em todas essas redes de ensino, 58% dos alunos se inscreveram em cursos de bacharelado. Outros 21% iniciaram cursos de licenciatura (formação de professores), e os demais 21%, em cursos tecnológicos. Ao todo, 8,4 milhões de alunos estavam matriculados em alguma modalidade de ensino superior em 2018. Desse total, 20% estudavam em instituições públicas, e o restante, na rede privada. Alta desistência Weintraub criticou, ao apresentar os dados, o elevado grau de desistência dos jovens que entram no ensino superior. Dados dos últimos anos apontam que, em média, só um terço dos alunos termina o curso “na época certa”, ou seja, no número de semestres previsto. Metade dos matriculados abandona a faculdade sem concluir o curso. “Qualquer atividade econômica, e o ensino, mesmo público, é uma atividade econômica, tem que ter critérios de eficiência. A gente é muito ineficiente no Brasil, sendo que há um elevado grau também de pessoas que ficam muito mais tempo que o previsto”, declarou. “A conclusão óbvia é que, se a gente reduzisse significativamente essa ineficiência, a gente conseguiria dobrar o número de pessoas com ensino superior completo no Brasil utilizando os mesmos recursos disponíveis. Antes de investir mais, temos que olhar para eficiência. Não adianta jogar mais dinheiro em lugar onde a gente tem tanto desperdício, público ou privado.” Assim como nas últimas apresentações à imprensa, o ministro deixou o local do anúncio sem responder às perguntas de jornalistas. O MEC não informou como pretende atuar para reverter esse cenário. Sem crise Na apresentação, Weintraub também voltou a criticar o que chamou de “terrorismo da imprensa” sobre a crise financeira no ministério. Segundo ele, tanto a coleta de dados do Censo, quanto a realização das provas sob tutela do Inep (incluindo Enem e Encceja) vêm sendo concluídos sem problemas. “A primeira conclusão que eu gostaria de chamar atenção, mais importante de todas, é que a despeito de ilações que saíram em alguns veículos sobre risco de paralisia do Inep, a gente não vê nenhum problema na prática”, disse. Censo da Educação Superior O Censo da Educação Superior é feito todos os anos pelo Inep para levantar dados sobre as instituições de ensino, alunos e professores dos cursos de graduação e sequencias de formação específica. A ideia é fornecer informações sobre o setor e as tendências desenhadas. Os dados abrangem também o número de vagas oferecidas, inscrições, matrículas, ingressantes e concluintes e informações sobre os professores.
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19/09 - Pedidos de isenção para vagas ociosas da UFJF começam na próxima semana
São 1.032 oportunidades em diversos cursos de graduação para os campi de Juiz de Fora e Governador Valadares. Saiba como se inscrever. Cursos presenciais de graduação no campus Juiz de Fora da UFJF estão com 766 vagas ociosas, segundo edital UFJF/Divulgação A Coordenadoria de Assuntos e Registros Acadêmicos (Cdara) publicou edital para o preenchimento de 1.032 vagas ociosas nos dois campi da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). O prazo para solicitação da taxa de isenção será nos dias 23 e 24. As inscrições serão nos dias 30 de setembro e 1º de outubro. A expectativa é de divulgação do resultado em janeiro de 2020. Conforme o edital 1/2019, os interessados podem concorrer às 766 vagas nos cursos presenciais de graduação oferecidas no campus de Juiz de Fora e às 266 em Governador Valadares. O documento informa as nove modalidades contempladas e a distribuição de vagas por cursos. As condições, os critérios de seleção de cada uma estão dispostos em cinco anexos na página da Coordenadoria de Assuntos e Registros Acadêmicos (Cdara). (confira abaixo a lista de cursos e de modalidades). Os excedentes dos processos seletivos originários (Pism e Sisu) devem acompanhar as publicações dos editais de reclassificação e as orientações da página da Cdara. No mesmo endereço online, os concorrentes às modalidades de reingresso, mudança de curso, transferência de IES e ingresso de graduado devem realizar a inscrição exclusivamente online. As modalidades de ingresso para as vagas ociosas são: ingresso de excedentes dos processos seletivos públicos originários; reinscrição ao curso de origem; mudança entre campi para curso de mesma nomenclatura; mudança de curso na mesma área (no mesmo campus ou entre campi); mudança de curso (no mesmo campus ou entre campi); transferência de instituição de ensino superior (IES) para curso de mesma nomenclatura; transferência de IES para curso de mesma área; ingresso para obtenção de outra graduação na mesma área; ingresso para obtenção de outra graduação. Cursos com vagas disponíveis no campus Juiz de Fora: Administração (diurno e noturno); Ciência da Computação (noturno); Ciência da Religião (Bacharelado e Licenciatura); Ciências Contábeis (diurno e noturno); Ciências Econômicas (diurno e noturno); Ciências Exatas; Enfermagem; Pedagogia – Licenciatura (noturno), Rádio, TV e Internet, Serviço Social (diurno), Serviço Social (noturno); Enfermagem, Medicina, Farmácia, Nutrição, Odontologia; Ciência da Computação (noturno), engenharias Ambiental e Sanitária; Computacional, Elétrica (habilitação em Energia); e Elétrica (habilitação em Telecomunicações); Estatística, Farmácia; Filosofia (Bacharelado/Licenciatura); Física (Bacharelado/Licenciatura – diurno); Física (Licenciatura, noturno); Geografia (Bacharelado/Licenciatura – diurno); Geografia (Licenciatura, noturno); História (Bacharelado/Licenciatura – diurno); Jornalismo (Diurno e Noturno); Letras Libras (Licenciatura); Letras (Licenciatura em Português/Licenciatura em Inglês, noturno); Matemática (Bacharelado/Licenciatura – diurno); Matemática (Licenciatura, noturno); Medicina; Medicina Veterinária; Nutrição; Odontologia; Pedagogia (Licenciatura, diurno); Psicologia; Química (Bacharelado/Licenciatura – diurno); Rádio, TV e Internet; Serviço Social (diurno e noturno); e Turismo (diurno e noturno). Cursos com vagas disponíveis no campus Governador Valadares: Administração; Ciências Contábeis; Ciências Econômicas; Direito; Educação Física (bacharelado); Farmácia; Fisioterapia; Medicina e Nutrição.
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19/09 - Vestibular Unicamp 2020: com História entre mais concorridos, coordenador atribui interesse ao tempo de crise
Comvest registrou 1.178 candidatos para 32 vagas e coordenador vê, no momento atual, uma explicação para maior "curiosidade dos jovens". Vista aérea da Unicamp, em Campinas Antoninho Perri/Ascom/Unicamp Com 1.178 candidatos na disputa por 32 vagas, o curso de História voltou a figurar entre os 10 mais concorridos no vestibular 2020 da Unicamp. Para José Alves de Freitas Neto, coordenador executivo da comissão responsável pelo exame, a Comvest, uma das explicações para o maior interesse na carreira tem relação com os "tempos de crise". Vestibular tem 3,4 mil inscrições a menos; índice de alunos da rede pública aumenta "As noções de crise fazem as pessoas se perguntarem mais sobre as origens, sobre os rumos em que estamos e consequentemente a procura pelo curso de História ajuda a explicar a curiosidade desses jovens em relação à história que fazemos e ao tempo presente em que estamos. São muitos os desafios, e consequentemente isso pode ter aumentado o interesse dos estudantes pelo curso." Presente na lista do top-10 no vestibular 2018, História deixou de figurar na relação dos cursos mais concorridos no exame do ano anterior, referente ao ingresso em 2019. Para 2020, o aumento entre os inscritos foi de 8,9%. "[O curso de História] emerge como um saber necessário e fundamental para compreender o mundo em que vivemos e estimular novas questões e respostas. O diálogo entre presente e passado torna-se ainda mais relevante", diz Neto. Outros fatores O coordenador do vestibular destaca que além do cenário de crise, há outros fatores que ajudam a explicar o maior interesse de estudantes pela área, em um ano que a universidade registrou queda de 3,4 mil candidatos em seu processo seletivo. "Os estudantes que optam por História, em geral, ouvem seus professores e a produção intelectual e acadêmica do departamento da Unicamp sempre foi de alto nível e de grande contribuição no debate nacional e internacional em temas variados: escravidão, gênero, patrimônio, religião, arte, cultura visual, dentre outros temas. Nesse sentido, há um reconhecimento como espaço de pesquisa e ensino bastante atuante", defende. Final da Olimpíada Nacional em História na Unicamp reúne 1,2 mil A realização da Olimpíada Nacional em História também é apontada como fator que estimula os jovens e ajuda na divulgação da área, além da "presença de docentes no debate nacional, seja pelas associações de especialistas, seja no espaço das redes sociais e mídias." Na contramão Enquanto a procura por História registrou aumento no vestibular 2020, a Comvest observa com atenção a redução de inscritos em outras áreas do conhecimento, principalmente as de licenciatura. "Faltam professores dessas áreas e há pouca gente querendo ser professor no Brasil atualmente", opina. De acordo com a organização, o total de inscritos para o curso noturno de licenciatura integrada de Química e Física caiu 50,2% em um ano - de 227 para 113 candidatos. Em Pedagogia, a queda foi de 13,7% (de 320 para 276 inscritos). Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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19/09 - Fuvest 2020: inscrições para o vestibular da USP terminam ao meio-dia desta sexta
Taxa de R$ 182 poderá ser paga até terça-feira (24). Primeira fase será dia 24 de novembro. Estudante confere sala onde fará prova da segunda fase da Fuvest em 2018 Celso Tavares/G1 As inscrições para o vestibular Fuvest 2020 que vai selecionar os candidatos para os cursos de graduação da Universidade de São Paulo (USP), terminam às 12h desta sexta-feira (20). As inscrições deverão ser feitas no site da Fuvest. Quem já se inscreveu também tem até o meio-dia desta sexta caso queira fazer alguma alteração, como a por exemplo, do curso escolhido. A taxa de inscrição custará R$ 182. O boleto deverá ser gerado até dia 20 de setembro e o pagamento até no máximo dia 24 de setembro. Não haverá devolução do dinheiro para quem não comparecer à prova. Ao todo serão disponibilizadas 8.317 vagas, sendo 5.424 pela ampla concorrência, 1.857 para alunos de escola pública, e 1.036 para candidatos pretos, pardos e indígenas (PPI) de escola pública. A primeira fase do vestibular ocorrerá no dia 24 de novembro e a segunda fase será nos dias 5 e 6 de janeiro de 2020. Assim como no ano passado, a segunda fase terá dois dias de provas, e não mais três, como era antigamente (veja o Manual do Candidato). Ao preencher o formulário de inscrição é necessário informar o CPF, o número do documento de identidade (RG) e anexar uma foto, cuja imagem deve ter fundo sem detalhes, destacando o rosto do candidato e sem acessórios. Essa imagem será comparada com a foto coletada nos dias de provas para reconhecimento facial. Os candidatos com deficiência precisam informar as necessidades de adaptação da prova no momento da inscrição. Eles também deverão anexar a documentação emitida por médico em formato digital até o dia 20 de setembro, quando terminam as inscrições. Serão reservadas 45% das vagas (5% a mais do que no ano passado) de cada curso para alunos que fizeram todo o ensino médio em escola pública. Também haverá seleção de vagas por meio do Sisu. Primeira fase Data: 24 de novembro Abertura dos portões: 12h30 Fechamento dos portões: 13h Duração: 5h Saída liberada a partir das: 17h Conteúdo: 90 questões de múltipla escolha, algumas interdisciplinares, de Biologia, Física, Geografia, História, Inglês, Matemática, Português e Química. Segunda fase Datas: 5 e 6 de janeiro Abertura dos portões: 12h30 Fechamento dos portões: 13h Duração: 4h por dia Saída liberada a partir das: 16h Conteúdo: 5/1- português (10 questões) e redação; 6/1 - 12 questões de duas, três ou quatro disciplinas, de acordo com a carreira escolhida. Para algumas carreiras, há prova de Habilidades Específicas de caráter eliminatório e classificatório. Livros (leitura obrigatória) Poemas Escolhidos – Gregório de Matos; Quincas Borba – Machado de Assis; O cortiço – Aluísio Azevedo; A relíquia – Eça de Queirós; Minha vida de menina – Helena Morley; Angústia – Graciliano Ramos; Claro enigma – Carlos Drummond de Andrade; Sagarana – João Guimarães Rosa; Mayombe – Pepetela
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19/09 - 'Próximo de acontecer', diz secretário do Ministério da Economia sobre liberação de verba para o CNPq
Secretário-executivo Marcelo dos Guaranys disse que acordo com STF sobre verba da Petrobras não contempla diretamente as bolsas. Ele conta que relatórios indicam melhoria na arrecadação e que vai enviar ao Congresso pedido de suplementação. Marcelo dos Guaranys diz que liberação de verba para a CNPq está perto de acontecer. Vinicius Loures/Câmara dos Deputados O secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Pacheco dos Guaranys, disse nesta quarta-feira (18) que a homologação de acordo no Supremo Tribunal Federal (STF) para utilização do fundo bilionário da Petrobras foi uma "boa notícia", juntamente com as prévias da arrecadação que sinalizam maior fôlego para descontingenciar o Orçamento da área de pesquisa. Segundo ele, a verba do Fundo Petrobras liberada para aplicação em pesquisa dentro do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC) não contempla diretamente as bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), mas que o dinheiro vai dar "fôlego" para a gestão dos recursos. O secretário-executivo ainda se disse otimista com a melhora na arrecadação e que será resolvida a liberação da verba para o pagamento dos bolsistas em 2019. "Estamos tendo notícias boas de que isso está próximo de acontecer. Como vai acontecer são aspectos técnicos que vamos ter que terminar de elaborar", disse durante audiência na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados. Guaranys disse que o governo está cumprindo e vai cumprir o acordo feito com os deputados. Isso porque, em 11 de junho, o Congresso Nacional aprovou por unanimidade que o governo pudesse contrair dívidas para abrir crédito suplementar e garantir o pagamento de contas públicas. Uma das condições era a liberação dos R$ 330 milhões que faltam ao CNPq para pagar as bolsas até o fim do ano. "Não estou afirmando que a gente vai usar os recursos do Supremo. (...) O que eu estou dizendo é que os R$ 330 milhões nós recomporemos. (...) Para cumprir acordos, a gente precisa de espaço orçamentário e precisa de receita. São duas coisas que estamos tentando viabilizar", disse. "Sobre o acordo do Supremo de ontem, que nos libera R$ 250 milhões sinalizados para a pesquisa, isso é importante para já nos gerar um aumento de fôlego, mas não só para isso, mas para outras áreas. O aumento de recursos necessários para a rubrica do CNPq é o que a gente está discutindo agora, não está no acordo (com o Supremo), a gente está discutindo como fazer", disse Guaranys. O secretário-executivo disse que o Ministério da Economia vai enviar ao Congresso Nacional um pedido formal para realizar a suplementação orçamentária de R$ 250 milhões. O valor é o mesmo liberado no acordo do fundo da Petrobras dentro do MCTIC. Além de celebrar o repasse do Fundo Petrobras, Guaranys destacou a perspectiva de números positivos na arrecadação. "Estamos na semana de fechamento de relatório das nossas execuções orçamentárias, as prévias que tivemos nos dão bons números de que poderemos respirar um pouco mais", disse Guaranys. “Nossa estimativa é a de que vamos ter os recursos necessários para que o CNPq tenha a recomposição orçamentária até o final do ano, garantindo que todos tenham suas bolsas”, disse o secretário-executivo. Presidente do CNPq diz que remanejamento de verbas para bolsas não é 'magia, caridade ou solução mirabolante' Pagamento ameaçado No começo do mês, o CNPq precisava de R$ 330 milhões para o pagamento das bolsas até o final deste ano. Uma parcela de R$ 82 milhões foi obtida com remanejamento de verbas dentro do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC), pasta à qual o CNPq é ligado. "A gente precisa recompor o orçamento que recebemos no ano passado (cerca de R$ 730 milhões) para quase R$ 1,1 bilhão. Havia um compromisso de R$ 330 milhões: nós já havíamos recomposto desde setembro R$ 80 milhões e agora precisamos de mais R$ 250 milhões", disse o secretário-executivo. "Precisamos de ajuda da Casa para suplementação orçamentária. Os recursos para isso dependem sempre de uma realização da receita, que nós acompanhamos bimestralmente, por meio dos nossos relatórios." - Marcelo Pacheco dos Guaranys, secretário-executivo do Ministério da Economia Procurado pelo G1, o CNPq informou via assessoria que ainda não havia uma definição oficial da destinação dos recursos do Fundo Petrobras para o CNPq, já que os valores são formalmente para o MCTIC.
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18/09 - Relatora quer Fundeb permanente com 40% de recursos da União
Deputada Dorinha Seabra Resende (DEM-TO) apresentou prévia de seu parecer e propôs aumento escalonado da participação do governo. Atualmente, União contribui com 10%. A deputada Dorinha Rezende (DEM-TO), relatora da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe tornar permanente o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), quer ampliar de 10% para 40% a participação da União no fundo. O Fundeb é repassado pela União às secretarias estaduais e municipais. Os recursos são uma complementação para a educação básica, que vai do ensino infantil ao médio. A lei atual prevê o fim do fundo em 2020 e, por isso, o Congresso discute um novo formato para restabelece-lo. A deputada apresentou nesta quarta-feira (18) uma prévia do seu relatório à comissão especial que analisa a proposta na Câmara. A partir dessa prévia será elaborado um texto final que terá de ser aprovado na própria comissão e depois no plenário da Casa. Atualmente, a União contribui com 10% para o Fundeb. A relatora propôs aumento escalonado em 10 anos, passando a 15% no ano seguinte à entrada em vigor da proposta, 25% no quinto ano e 40% no décimo primeiro ano. “Hoje nós temos o fundo, que 90% desse é bancado por Estados e municípios. A União coloca 10%, que são R$ 14 bilhões. Os Estados redistribuem e complementam com R$ 22 bilhões”, disse a relatora. Durante a apresentação do relatório, a deputada apresentou números da consultoria legislativa da Câmara que apontam impacto de R$ 279 bilhões para a União em 10 anos. Ela, no entanto, não soube informar a base do cálculo e nem se esses valores foram corrigidos pela inflação.
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18/09 - Unicamp 2020: vestibular tem 3,4 mil inscrições a menos; índice de alunos da rede pública aumenta
Coordenador vê reflexos de 'ataques às universidades' e da crise nos dados. Universidade registra redução em interessados nas cotas, mas alta em programa de bonificação. Estudantes durante a 2ª fase do vestibular 2019 da Unicamp Antoninho Perri / Unicamp O vestibular 2020 da Unicamp registrou 3,4 mil candidatos a menos inscritos neste processo seletivo, no comparativo com a edição anterior, segundo dados divulgados pela organização (Comvest) na tarde desta quarta-feira (18). Por outro lado, o índice de candidatos da rede pública aumentou no período. Veja abaixo quadro com variações e lista de cursos mais concorridos. As estatísticas liberadas pela universidade mostram que 72,8 mil candidatos estão na disputa por 2,5 mil vagas oferecidas em 69 cursos de graduação. No exame anterior foram 76,3 mil inscrições. Para o coordenador executivo da comissão responsável pelo exame, José Alves de Freitas Neto, a variação reflete "ataques às universidades públicas" e cenário de crise econômica. Confira calendário completo do vestibular Edição 2019 Geral: 76.312 Escola pública: 23.599 (30,9%) Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (Paais): 21.033 (27,6%) Cotas étnico-raciais: 9.166 (12,%) Pretos e pardos - geral: 16.662 (21,8%) Isentos: 7.270 (9,5%) Edição 2020 Geral: 72.859 Escola pública: 23.464 (32,2%) Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (Paais): 21.090 (28,9%) Cotas étnico-raciais: 8.037 (11%) Pretos e pardos - geral: 15.520 (21,3%) Isentos: 7.380 (10,1%) "Os resultados eram esperados. Nossa meta era ter entre 70 mil e 75 mil inscritos e conseguimos chegar [...] Porém, a queda pode ser entendida a partir de dados como o contínuo ataque às universidades públicas, que gera insegurança [...] Outro dado é a permanência da crise econômica e a preocupação das famílias sobre como manter filhos em outra cidade." Segundo ele, a manutenção da taxa em R$ 170 ocorreu justamente por causa do contexto de emprego e renda no país. Nesta edição, a Unicamp também elevou total de isenções concedidas. Dez cursos mais concorridos Medicina (325 candidatos por vaga); arquitetura e urbanismo (87 c/v); Ciências biológicas–integral (60 c/v); Comunicação social–midialogia (49 c/v); Ciência da computação (40 c/v); Farmácia–integral (39 c/v); História–integral (37 c/v); Engenharia da computação (38 c/v); Engenharia química–integral (35 c/v ) Enfermagem–integral (33 c/v). Mais alunos da rede Embora o número absoluto de candidatos oriundos da rede pública tenha diminuído, o índice de participação no vestibular subiu neste intervalo considerado - passou de 30,9% para 32,2%. "Ficamos satisfeitos com o aumento dos estudantes de escola pública. Mas, ainda assim, tem o fenômeno da auto-exclusão. São quase 600 mil concluintes no estado e pouco mais de 23 mil se candidataram", avalia Alves, professor de história do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. O coordenador executivo da Comvest, José Alves Mirela Von Zuben/G1 Busca por cotas x procura pelo Paais Além disso, de acordo com o levantamento, a Unicamp contabilizou baixas nas quantidades de candidatos pretos e pardos (incluindo matriculados na rede privada) e de pessoas que optaram por cotas étnico-raciais - possibilidade implementada desde a edição 2019 para elevar inclusão social. "Um dado interessante entre os autodeclarados pretos e pardos, mas que não optam pelas cotas, tem a ver com um estudo que fizemos na Unicamp. Parte deles considera que, tanto pelo critério sociocultural, portanto a realidade escolar, quanto a realidade socioeconômica, achava que não fazia jus às cotas, que não queria disputar na condição de cotista [...] Pode ser que tenhamos algum dado diferenciado nos resultados finais, considerando o perfil de candidatos nesse segmento." Sobre o Paais, programa que concede bônus aos candidatos oriundos da rede pública de forma facultativa - o inscrito opta por participar - Alves destaca que o aumento de interessados é positivo. "Alguns estudantes começam a observar vários cursos existentes e que são bastante acessíveis, porque tradicionalmente as pessoas olham somente os muito concorridos e deixam de ver que há uma série de cursos que tem demanda mais baixa e o aluno se sente mais confortável. Nesse sentido, toda política de bonificação para o estudante de escola pública está sendo utilizada." A pontuação do Paais ocorre nas duas fases do vestibular, na seguinte forma: 20 pontos para quem fez integralmente o ensino fundamental II em escolas públicas; 40 pontos para quem fez integralmente o ensino médio em escolas públicas; 60 pontos para quem cursou os dois períodos na rede pública Unicamp oferece 2,5 mil vagas na graduação Mirela Von Zuben/G1 Busca fora de SP Outro dado destacado pela comissão foi a alta na quantidade de inscritos fora do estado de São Paulo para realização do vestibular. As provas são realizadas nas duas fases em cinco capitais: Variações 2019-2020 Belo Horizonte (MG) - de 2.243 para 2.259; Brasília (DF) - de 1.754 para 1.862; Curitiba (PR) - de 1.067 para 1.071; Fortaleza (CE) - de 1.194 para 1.239; Salvador (BA) - de 1.119 para 1.208; "Como nestes estados as universidades federais são mais fortes que as estaduais, a cobertura da imprensa local sobre a crise, cortes de verbas e funcionamento das universidades federais contribui para que as pessoas olhem com mais carinho, afinco, a hipótese de disputar Unicamp. É nosso interesse ter os melhores estudantes de todo país e estamos satisfeitos com o aumento" diz Alves. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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18/09 - Por que você deve parar de acreditar que 'não nasceu pra matemática'
Cientistas apontam que crença em um 'cérebro matemático inato' é falsa e desestimula estudantes que poderiam ter êxito na disciplina; pesquisadora de Stanford ensina formas de tornar aprendizado mais fácil e criativo. Estudos tentam derrubar a ideia de que nascemos - ou não - com afinidade para a matemática Divulgação Em 2013, três pesquisadores italianos acompanharam 120 meninas de seis anos que cursavam a 1ª série. Eles perceberam que as meninas que acreditavam que a matemática não era para mulheres tinham desempenho pior na disciplina que os demais alunos participantes da pesquisa. Alguns anos antes, em 2007, um estudo feito nos EUA com 373 alunos (de ambos os sexos e diversas etnias) da 7ª série apontou que os estudantes que acreditavam que "ter uma certa quantidade de inteligência, sem poder mudar nada a respeito disso" não se destacavam em matemática, ao contrário dos estudantes que entendiam que sua própria inteligência era maleável. Estes são alguns dos estudos que, na última década, tentam derrubar a ideia de que nascemos — ou não — com afinidade para a matemática. Em vez disso, esse "cérebro matemático" parece ser em grande parte construído (ou atrofiado) pelas nossas ideias a respeito de nossas próprias habilidades, pelo nosso esforço e, não menos importante, pela forma como a matemática nos é ensinada em sala de aula. Precisamos realmente dar 10 mil passos por dia? O dia em que o mundo dos dinossauros veio abaixo As diferenças descobertas no DNA dos canhotos "Há algumas razões pelas quais acreditamos que somos ruins em matemática, e a primeira é a ideia equivocada de que ou você nasce com um 'cérebro matemático' ou não terá aptidão", diz à BBC News Brasil Jo Boaler, autora e pesquisadora do ensino da matemática pela Universidade de Stanford (EUA). "Muita gente acredita nisso e, na primeira vez em que enfrenta alguma dificuldade, passa a pensar: 'bem, então não tenho um cérebro matemático' e consolida uma visão negativa (de si) a partir daí." Outra razão, opina Boaler, é que a matemática muitas vezes é ensinada "de um modo incrivelmente chato, como se fosse uma matéria sem sentido, o que afasta as pessoas. A combinação disso (percepções pessoais e modelo de ensino) trouxe muitos danos." Pesquisadora de Stanford defende ensino mais colaborativo, visual e criativo da disciplina Pexels Boaler aborda o tema no livro Mente Sem Limites e participa nesta semana, em São Paulo, do 2º Seminário de Mentalidades Matemáticas, que também discute avanços neurocientíficos sustentando a ideia de que a disciplina é mais acessível do que se costuma pensar. Valorizar os erros e desestimular a rapidez A pesquisadora defende que a matemática faz mais sentido se for ensinada de forma visual (com desenhos, cubos, barbantes), com trabalhos em equipe que sejam criativos e colaborativos e exaltando — em vez de condenando — os erros cometidos durante o aprendizado. Boaler afirma que muitas aulas de matemática tradicionais valorizam em excesso a rapidez com que os alunos resolvem os exercícios, o que desestimula os que não conseguem acompanhar o ritmo. "Muitas crianças que poderiam ter um ótimo futuro na matemática acabam desistindo por achar que não são rápidas o bastante, quando na verdade os próprios matemáticos são lentos e flexíveis quanto à matemática", diz Boaler. "Outra descoberta libertadora da neurociência é que nosso cérebro cresce mais quando estamos nos esforçando e cometendo erros, embora a sensação (durante esse processo) seja ruim." – Jo Boaler, pesquisadora da Universidade de Stanford Boaler e sua equipe aplicaram essas estratégias de ensino em um grupo de 84 alunos de 11 a 13 anos na Califórnia, em 2017, na etapa equivalente ao ensino fundamental 2 brasileiro. Os jovens participaram de 18 aulas no projeto Youcubed, aprendendo matemática de um modo mais colaborativo. O resultado, diz a Universidade Stanford, é que nesse período eles aumentaram seus conhecimentos matemáticos no equivalente a 2,4 anos de ensino escolar. O site do projeto Youcubed (que tem versão em português) traz, atualmente, dezenas de sugestões de exercícios práticos para serem usados em sala de aula (ou em casa), desde a educação infantil até o fim do ensino médio. Exercício de matemática mostra a organização de bolas de gude em uma caixa Reprodução/Youcubed A atividade "Bolas de gude na caixa", por exemplo, sugere um jogo da velha em 3D que pode ser aplicado a alunos por volta de cinco anos. Profecia autorrealizável O que não significa, porém, que a matemática não exija esforço ou que o processo de aprendizado não esteja sujeito a frustrações. O que especialistas como Boaler têm defendido é que, no ambiente escolar, a percepção de que "não nasci para a matemática" acaba se convertendo em uma espécie de profecia autorrealizável. "A verdade é que você provavelmente é uma pessoa com afinidade à matemática e, ao pensar o contrário, está tolhendo sua própria carreira futura", escreveram dois acadêmicos, Miles Kimball, da Universidade de Michigan, e Noah Smith, da Universidade de Stony Brook, em artigo de 2013 na revista americana The Atlantic. "E o pior, ao pensar o contrário, você pode estar ajudando a perpetuar um pernicioso mito que prejudica as crianças menos privilegiadas: o mito da habilidade matemática genética e inata." Em contrapartida, dizem os autores, as crianças que desde cedo se acostumam a ouvir que levam jeito para a matemática acabam se esforçando mais e, em consequência, se saindo melhor. Atrasos brasileiros na matemática No Brasil, a matemática é considerada calcanhar de Aquiles por muitos estudantes. Oito em cada dez alunos concluem o ensino fundamental sem adquirir os conhecimentos esperados nessa disciplina, segundo o exame Prova Brasil de 2017. Na mais recente edição do exame internacional PISA, que em 2015 testou os conhecimentos de alunos de 15 anos em 70 países, o Brasil ficou em 66º lugar em matemática e 63º em ciências. Em um país com tantas deficiências de ensino, como tirar a matemática do papel de vilã? Para Boaler, isso começa pelo professor "mudar sua mensagem", deixando de pensar — e evitando que alunos pensem — que somente alguns poucos serão de fato capazes de aprender a disciplina. "E quando eles mudam sua mensagem e a forma de dar aula, veem instantaneamente que funciona e que mais alunos estão aprendendo. Daí o nosso esforço em mostrar aos professores que todas as crianças têm um potencial ilimitado e mostrar as evidências neurocientíficas disso", argumenta. Ela destaca, ao mesmo tempo, que muitos professores já adotam estratégias do tipo e são capazes de tornar a matemática sedutora. Recentemente, viralizou no Twitter a foto de uma prova de matemática em que o professor corrigiu a aluna quando esta disse que se considera "uma decepção" na disciplina. O professor riscou a frase "então não se assuste com o meu zero" e trocou-a por "então me ajude a entender melhor? Claro!" Foto registra bilhete inusitado de aluna e resposta inspiradora de professor Reprodução/Twitter Não se trata de apenas acreditar no próprio potencial, mas entender que, fisiologicamente, nosso cérebro é maleável o suficiente para aprender e crescer com os erros - ou seja, saber que inteligência é algo mutável, e não predeterminado. E pesquisadores descobriram que essa mensagem é ainda mais crucial em ambientes de pobreza e baixo estímulo. Em 2016, três outros acadêmicos de Stanford acompanharam alunos do ensino público do Chile e perceberam que "os de renda mais baixa tinham o dobro de propensão de achar que (sua inteligência) era fixa (e não maleável)". Isso, diz o estudo, "era um forte indicativo sobre o desempenho desses estudantes". Mas, mesmo entre os alunos de renda mais baixa, os que entendiam que sua inteligência poderia crescer pelo próprio esforço conseguiam alcançar os resultados mais altos dos colegas mais "abastados". "Os resultados indicam que o modo de pensar (sobre as próprias habilidades matemáticas) pode ser um mecanismo pelo qual desvantagens econômicas impactam o desempenho" estudantil, escreveram os autores Carol S. Dweck, Susana Claro e David Paunesku. "Não estamos sugerindo que fatores estruturais, como desigualdade econômica ou disparidades na qualidade das escolas, são menos importantes do que fatores psicológicos. Nem dizendo que ensinar os estudantes a mudar seu modo de pensar vai substituir esforços sistêmicos para aliviar a pobreza e a desigualdade. (...) Em vez disso, estamos sugerindo que desigualdades estruturais dão margem para desigualdades psicológicas, as quais reforçam o impacto das desigualdades estruturais no desempenho e nas oportunidades futuras (dos alunos)." O matemático Artur Ávila, primeiro brasileiro a ganhar (em 2014) a Medalha Fields, o mais prestigioso prêmio dessa disciplina, também já criticou ideias preconcebidas em torno da matemática. Arthur Ávila, um dos ganhadores da medalha em 2014 Bruno Albernaz/G1 "Quando se colocam na mídia estereótipos de que a matemática é para alguém com certos aspectos bem característicos, e a pessoa não se identifica com esse estereótipo, ela vai descartar a ideia de entrar na área. Isso é reproduzido também na esfera da família, que 'conforta' a pessoa na primeira dificuldade que tem com matemática, falando 'ah, mas não é para você mesmo, faz outra coisa'", afirmou Ávila, em fevereiro deste ano, ao Jornal da USP. "Toda a população deveria ser exposta à matemática como algo que é acessível e importante para todos. (...) Todo mundo com acesso à matemática ganha técnicas para seu trabalho e mesmo em suas relações na sociedade, no seu papel de cidadão. Estamos expostos a dados a todo momento. Se a pessoa não está preparada para lidar com números, é muito mais facilmente manipulada por pesquisas e gráficos, por exemplo." Por onde começar? Como, então, evitar que esse tipo de mito matemático se perpetue? No ambiente familiar, Jo Boaler sugere que os pais "passem uma mensagem positiva" aos filhos. "Mesmo que você odeie a matemática, seja entusiasta do aprendizado, mesmo que esteja fingindo", diz ela. "Para crianças pequenas, a ideia é procurar padrões no mundo: eles estão por toda a parte. Jogos também são ótimos, por exemplo os de dados. Só peço que tomem cuidado com os jogos que exigem rapidez, porque se criou essa ideia de que você precisa ser rápido ao resolver questões de matemática. Em vez disso, é mais importante incentivar a criatividade e a flexibilidade — entender que o cálculo de 12 x 4 pode ser feito de diversas formas diferentes. Isso ajudará seus cérebros a criar várias conexões diferentes." 'Não se preocupe, você não precisa ir bem em matemática' - um dos estereótipos de gênero que desestimulam meninas Pexels A pesquisadora também alerta para as disparidades de gênero que persistem nas ciências exatas e desencorajam muitas meninas a desenvolver suas habilidades matemáticas. Em seu livro, Boaler conta o caso de uma colega professora universitária que, quando estava na graduação, foi chamada para conversar por um professor de matemática. Ela se preparou para receber elogios por seu bom desempenho na matéria, mas em vez disso ouviu uma bronca do professor — ele deduzira que ela havia colado nas provas ou simplesmente memorizado tudo. "Essa professora me conta que, mesmo hoje, como acadêmica, ouve colegas falando a estudantes mulheres, 'não se preocupe, você não precisa ir bem em matemática'. Não há expectativa de que elas possam ir bem, o que é uma mensagem terrível, de que as exatas não são para elas." – Jo Boaler, pesquisadora da Universidade de Stanford Carol S. Dweck, outra pesquisadora do tema e autora de dois dos estudos citados nesta reportagem, defende em artigos que, em geral, estudantes precisam ser ensinados que, quando saem de sua zona de conforto e se esforçam, fazem seus cérebros formar conexões mais fortes. Disso nasce um círculo virtuoso: esses estudantes passam a acreditar que seu esforço é recompensado, criam objetivos mais ambiciosos para si mesmos e têm menos predisposição a atribuir fracassos a coisas que não podem controlar (a pensar, por exemplo, que foram mal porque "a prova era injusta"). "Passamos a eles a mensagem de que tudo é difícil antes de se tornar fácil", dizem Dweck e seus colegas em um dos estudos.
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18/09 - Raquel Dodge pede ao STF para derrubar 'qualquer ato' que configure censura a professores
Procuradora-geral é contra projetos como o Escola Sem Partido. No último dia à frente da PGR, pediu ao STF parar barrar ações cujo objetivo seja impor limites via 'vedações genéricas'. Raquel Dodge José Cruz/Agência Brasil A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu nesta terça-feira (17) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar "qualquer ato" do poder público que configure censura ou vigilância ao trabalho de professores. Raquel Dodge é, na prática, contra projetos como o Escola Sem Partido e, no último dia à frente da PGR, pediu ao Supremo para conceder uma decisão liminar (provisória) para barrar ações cujo objetivo seja impor limitações ao trabalho dos professores com base em "vedações genéricas". "Qualquer iniciativa voltada a censurar a livre expressão da atividade docente, com base nesse suposto dever de neutralidade, afronta a Constituição Federal e compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro em matéria de educação", afirma Dodge. O ministro a relatar o caso deverá ser sorteado nesta quarta (18), e o sucessor de Raquel Dodge no comando da PGR não poderá desistir do pedido, somente se manifestar de maneira contrária. Indicado para o cargo pelo presidente Jair Bolsonaro, o subprocurador Augusto Aras só poderá assumir a Procuradoria Geral da República se tiver a indicação aprovada pelo Senado. A sabatina e a votação devem acontecer na próxima semana. Antes de indicar Augusto Aras, Bolsonaro afirmou que escolheria alguém "alinhado com as bandeiras" do governo. O presidente da República diz com frequência ser contra o que chama de "ideologia de gênero" nas escolas. Limitações Para Raquel Dodge, os professores não podem sofrer limitações com base em "vedações genéricas e vagas" associadas a uma suposta "doutrinação política e ideológica"; à emissão de opiniões político-partidárias, religiosas ou filosóficas; à manifestação de convicções morais, religiosa ou ideológicas eventualmente contrárias às de estudantes, pais ou responsáveis; e à abordagem de questões relacionadas a gênero e sexualidade no ambiente escolar. Dodge afirma que o Ministério Público e o Poder Judiciário têm sido acionados cada vez mais sobre o assunto em razão de leis municipais e estaduais que tratam do tema ou em razão de discussões em andamento nas câmaras e assembleias locais. Para a procuradora-geral da República, é preciso afastar "qualquer interpretação que viabilize a realização de vigilância e censura da atividade docente". "A controvérsia quanto à constitucionalidade dessas iniciativas tem potencial para gerar graves problemas no sistema jurídico, uma vez que decisões conflitantes estão sendo tomadas a esse respeito, inclusive no que se refere ao controle de constitucionalidade de leis municipais e estaduais realizado pelos Estados-membros", diz. A procuradora defende ainda que a apresentação de ideias divergentes ajuda na formação dos alunos. "Tomar o estudante como tabula rasa a ser preenchida unilateralmente com o conteúdo exposto pelo docente, na forma proposta por esses movimentos, significa, portanto, rejeitar a dinâmica própria do processo de aprendizagem e negar ao ensino caráter democrático", afirmou. 'Controle' de ideias Raquel Dodge finaliza o documento enviado ao Supremo nesta terça-feira afirmando que programas como o Escola Sem Partido podem transformar escolas em "comitês de controle de ideias". "O programa 'Escola sem Partido' e movimentos correlatos promovem, portanto, desproporcional sacrífico da liberdade de expressão e das liberdades educacionais, por meio da tentativa de imposição de proibições genéricas, capazes de transformar estabelecimentos de ensino em comitês de controle de ideias debatidas em ambiente escolar, em manifesta oposição ao que estabelecem a Constituição da República e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, além dos diversos tratados internacionais", afirma.
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17/09 - Os adolescentes infratores que brilham na Olimpíada de Matemática
Internados na Fundação Casa, em São Paulo, tiveram boas notas e se classificaram para fase final de competição, mesmo tendo a educação interrompida em diversos momentos da vida. Os adolescentes se classificaram mesmo tendo a educação interrompida em diversos momentos da vida Diego Padgurschi/BBC Vanessa*, de 18 anos, foi uma dos 18 milhões de alunos brasileiros que participaram neste ano da primeira fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) neste ano. Mas, diferentemente da maioria dos outros concorrentes, ela não prestou a prova na escola. A jovem fez o teste em uma sala com lousa e carteiras, mas que tem grades nas janelas pequenas e altas e uma porta que normalmente fica trancada a cadeado. Também não usava uniforme de escola, mas chinelos e o conjunto cáqui obrigatório para crianças e adolescentes infratores internados na Fundação Casa, instituição em São Paulo, onde ela está há 5 meses. Vanessa sempre gostou muito de matemática, mas como estava sem estudar há 2 anos quando foi internada, ela não imaginou que iria bem na prova. Quando a professora deu "parabéns", no mês seguinte, dizendo que ela tinha passado para a segunda fase da Olimpíada, superando milhares de alunos que não estavam privados de liberdade, ela achou que tinham confundido seu mês de aniversário. "Eu não achei que ia passar. Para mim foi difícil, porque eu não lembrava muito das matérias." As adolescentes fazem aulas de manhã e atividades à tarde Diego Padgurschi/BBC Aluna do 1º ano do Ensino Médio, Vanessa voltou a estudar dentro da Fundação Casa. Ela havia saído da escola em 2017, mas seus estudos foram interrompidos diversas vezes ao longo da vida — ela chegou a morar na rua e em abrigos algumas vezes. Poucas visitas Na Unidade Chiquinha Gonzaga, ela não recebe muitas visitas, o que é comum entre as 103 adolescentes internadas ali. Assim como nos presídios para mulheres adultas, as meninas internadas na Fundação Casa recebem menos visitas que os meninos. Na pequena biblioteca da unidade, ela conta à BBC News Brasil que sua mãe morreu de câncer quando tinha 5 anos e seu pai foi preso por tráfico de drogas quando ela tinha 9. Nos seis anos em que o pai ficou preso, ela chegou a morar com o irmão, mas os dois passavam "mais tempo na rua no que em casa". "Eu gostava de estudar, mas era difícil, com minha família. Meu irmão tem problema de cabeça, eu não tinha muito incentivo." As jovens podem começar cursos do Senac e terminar depois do período de internação Diego Padgurschi/BBC Aos 12 anos, Vanessa começou a usar drogas e largou a escola. Depois saiu de casa. Chegou a morar em abrigos, tinha dificuldade em ficar, porque é proibido usar drogas nesses locais. Acabou indo viver na rua com outras crianças, no centro de São Paulo. "Não passava fome, porque eu pedia. Mas a gente passa muito frio, e quando chove é muito difícil achar lugar para dormir." Voltou a estudar quando o pai saiu da prisão e pode voltar a morar com ele, na zona norte de São Paulo. Começou a fazer supletivo para chegar ao ensino médio. Mas viver com o pai não era fácil, diz Vanessa, e sua vida não demorou muito para sair dos trilhos de novo. "Conheci um menino de abrigo e ele me chamou para ir ficar com ele no abrigo. Mas eu briguei com ele, os outros me chamaram para ir roubar, eu fui roubar e fui presa", conta ela, que tinha 17 anos na época. "Agora, eu tô vendo que a vida que eu tinha não era para mim. Que eu posso estudar, posso trabalhar. Que eu não preciso ficar na rua usando droga." Retorno às aulas Usuária de várias drogas desde criança, teve fortes crises de abstinência nos primeiros meses internada, mas com o uso de remédios e o acompanhamento nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), ela diz que as crises passaram. Com isso, ela pôde retomar as aulas, dadas todos os dias de manhã no centro de detenção. À tarde tem outras atividades, como participação no coral. O sucesso na primeira fase da Olimpíada não foi apenas uma surpresa, mas um incentivo para Vanessa continuar os estudos e fazer faculdade. Ela quer cursar engenharia civil ou assistência social. "Como eu já passei em abrigo, acho muito bonito o trabalho que elas (as assistentes sociais) fazem. Eu lembro muito do tio Moacir, que quando eu estava triste conversava comigo, fazia de tudo para eu não sair do abrigo, para eu não ficar na rua." Agora, ela se prepara para a segunda fase — diz que adora resolver problemas como a fórmula de Bhaskara (usada para resolver equações do segundo grau, ela explica) — que será no dia 28 de setembro. Os meninos recebem visitas com mais frequência do que as meninas Diego Padgurschi/BBC A Olimpíada foi criada em 2005 e seu objetivo é estimular o estudo da disciplina e identificar talentos na área, incentivando o ingresso de alunos na universidade nas áreas de ciência e tecnologia. Só mais uma prova A alguns quilômetros dali, na unidade masculina da Fundação Casa, a Rio Tâmisa, Aurélio* de 17 anos, também se prepara para a segunda fase da Olimpíada de Matemática. Participam da competição alunos do 6º ano do Ensino Fundamental até último ano do Ensino Médio; 54.831 escolas participaram. A prova da 2º fase será em 28 de setembro. As melhores provas serão premiadas com medalhas de ouro, prata e bronze - centenas delas são distribuídas a cada ano. A unidade em que Aurélio está internado se parece bem mais com uma prisão. Ele fez a prova da Olimpíada sem saber: achou que era só mais uma prova bimestral do 7º ano do Ensino Fundamental, que voltou a cursar desde que foi internado na instituição. Aurélio trabalha desde os 15, como ajudante de pedreiro, e morava com quatro irmãos, a mãe e o padrasto na zona norte de São Paulo. Fazia supletivo à noite para tentar recuperar os anos de escola perdidos por falta, mas às vezes ficava muito cansado e acabava não conseguindo ir. Desde os 10 sonhava em ter uma moto, diz, porque "gostava muito de adrenalina". Mas nunca conseguiu comprar uma com seu salário, e admite que acabou não seguindo os conselhos da família que dizia para "se afastar das amizades ruins e procurar coisas melhores". "Eu tava com um amigo e a gente viu uma moto e fomos roubar. E aí estávamos quase chegando em casa quando apareceu a polícia", admite. "Foi muito triste, minha mãe ficou arrasada." O bom resultado na Olímpiada trouxe uma esperança de continuar os estudos após sair da instituição para muitos jovens Diego Padgurschi/BBC Como costuma acontecer com mais frequência para os meninos do que para as meninas, Aurélio recebe visitas frequentes da família - da mãe, da madrinha, do padrasto e do pai. Ficou muito feliz ao descobrir que tinha passado para a segunda fase da Olimpíada e diz que isso é um grande incentivo para continuar a estudar. "A gente estava jogando dominó quando a professora veio e disse que eu tinha tido as três melhores notas da casa." Expectativas Aurélio conta que quer fazer um curso profissionalizante quando sair da instituição. "Arrumar um emprego, construir alguma coisa para mim. Comprar uma moto que aí, sim, seja minha, né?." A surpresa com o bom resultado na Olimpíada de Matemática é um traço comum entre todos os seis adolescentes infratores que conversaram com a BBC News Brasil. "Essa questão da autoestima é uma questão muito difícil e um ponto central a se trabalhar, porque muitas vezes eles não acham que são capazes de coisas boas", diz Priscilla Iris Jerônimo, diretora da Casa Rio Tâmisa. Aline*, de 17 anos, fez a prova com Vanessa, na Casa Chiquinha Gonzaga. Entre os alunos que brilharam na primeira fase, ela é quem tinha mais dificuldade na disciplina. Mas é esforçada - além das aulas normais de manhã, faz aulas de reforço à tarde e foi a última a sair da sala no dia da prova. "Todo mundo saindo, e eu na metade ainda, mas eu não queria chutar", diz ela, que havia deixado a escola no ano passado e retomou as aulas quando foi internada na instituição, em fevereiro deste ano. "Na minha sala (na escola) ninguém ligava para escola, e eu acabei fazendo amizades erradas, eu mentia para minha mãe dizendo que estava na aula e não ia", conta ela, que morava em uma comunidade com a família no interior de São Paulo. Com sete irmãos e a mãe cuidando da irmã pequena, a renda da família era pouca. Aline percebeu que poderia ganhar algum dinheiro fazendo como as amigas que vendiam drogas na comunidade. Erros e acertos Aline ficou quase um ano fora de escola e fora de casa, morando com amigos - sua mãe não sabia onde ela estava. "Ela ficou desesperada atrás de mim." "Fui traficar e foi assim que eu caí aqui", conta. "No começo não era ruim, quando você começa, conhece uma droga, você acha que é a popular da escola. Depois que eu vi que não era bem isso", reflete. "Antes eu falava para minha mãe que eu queria ter 17 anos para trabalhar e hoje eu tenho 17 anos e estou privada da minha liberdade." "Foi muito difícil, porque ninguém na minha família me ensinou essa vida errada. Mas também ninguém colocou uma arma na minha cabeça e me forçou, eu fui pela minha própria vontade. Depois eu percebi que eu errei, que essa vida não era para mim", diz ela. Durante a internação, começou a fazer diversos cursos profissionalizantes no Senac — como de garçonete e de atendimento telefônico — e pretende terminá-los quando sair. Quando sair, diz ela, quer arrumar um primeiro emprego em uma lanchonete, para poder fazer faculdade de matemática. "E depois quero me tornar professora." Aline diz que está ansiosa para contar para a mãe que se classificou na Olimpíada. "Acho que ela vai ficar feliz, porque ela fala tanto por telefone, 'filha, estuda, a mãe quer te ver no serviço, com uma vida boa, que essa vida não é para ninguém'." "Eu achava que minha mãe nunca ia me perdoar. Mas ela me perdoou." *Os nomes dos adolescentes foram alterados para preservar suas identidades
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17/09 - Audiência na Alesc discute bloqueio no orçamento da UFSC
Estudantes, professores e servidores da universidade participaram da reunião. Secretário de Planejamento e Orçamento da UFSC diz que se bloqueio continuar não há como terminar o ano. Audiência pública na Alesc discute bloqueios no orçamento da UFSC Bruno Collaço/Agência AL/Divulgação Estudantes, professores e servidores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) participaram de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis, na tarde desta segunda-feira (16). Na oportunidade, foram discutidos os bloqueios feitos pelo Ministério da Educação (MEC) no orçamento da universidade. A audiência foi promovida pela Comissão de Educação, Cultura e Desporto (CECD) da Assembleia Legislativa. Segundo o secretário de Planejamento e Orçamento da UFSC, Vladimir Arthur Fey, se os valores não forem desbloqueados a universidade não funcionará até o final do ano. O representante da Associação de Pós-Graduação da UFSC (APG) Iago Mendes Guimarães declarou que é importantes que os deputados federais assumam uma posição política para interferir na situação das universidades federais. De acordo com a Alesc, os participantes da audiência pediram o desbloqueio dos valores, o fim do programa Future-se, a manutenção das bolsas atuais, o reajuste e ampliação do programa de bolsas, o arquivamento do projeto da reforma da previdência, a revogação do teto dos gastos públicos, o apoio ao movimento grevista dos alunos e o respeito à autonomia da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Greve estudantil Os estudantes da UFSC decidiram entrar em greve. Eles são contra o bloqueio de verbas feito pelo Ministério da Educação (MEC) e contra o programa Future-se. A assembleia dos alunos ocorreu na tarde de terça-feira (10). Os alunos pedem o desbloqueio das verbas. A assembleia e votação desta terça ocorreram em uma tenda montada na frente do prédio da Reitoria no campus de Florianópolis. Somente estudantes participaram. Medidas de contenção No dia 29 de agosto, o reitor, Ubaldo Balthazar, apresentou à comunidade acadêmica medidas estudadas pela instituição para conter ainda mais gastos. O objetivo é acomodar os bloqueios de verba anunciados pelo MEC. "Se continuar no ritmo que está, nós vamos, quando muito, até o final de setembro. Depois pode até funcionar, mas precariamente", declarou. Rejeição ao Future-se Na terça-feira (3), em reunião ampliada do Conselho Universitário (CUn) foi decidido que a UFSC não vai aderir ao programa "Future-se" do Ministério da Educação (MEC). A manifestação institucional, aprovada por maioria, afirma que o contexto atual de medidas de bloqueio e cortes de verbas, além da "absoluta ausência de diálogo" trouxe incertezas quanto aos reais benefícios do Future-se e muitas dúvidas sobre os impactos acadêmicos que o programa pode trazer. Veja mais notícias do estado no G1 SC
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16/09 - PUCRS abre inscrições para vestibular de verão; prova terá novo formato
Vestibular acontecerá em um dia só, e não em dois, como era feito até o último semestre. Além disso, prova terá um núcleo comum de disciplinas e um núcleo específico, voltado para a área de escolha do candidato. Vestibular da universidade será diferente neste ano, em alinhamento com as mudanças no ensino médio PUCRS/Divulgação As inscrições para o vestibular de verão da PUCRS já estão abertas pelo site da universidade. É possível se inscrever até o dia 16 de outubro. Neste ano, pela primeira vez, a prova será aplicada em um único dia, 27 de outubro, e não em dois, como nos anos anteriores. E terá um formato diferente. A composição das provas será dividida em dois núcleos: um comum, aplicado a todos os cursos, e outro específico, aplicado de acordo com o curso escolhido pelo candidato. Confira como serão os pesos das provas, de acordo com os cursos: Curso da Escola de Medicina 70 questões objetivas e prova de redação Núcleo comum: Língua Espanhola ou Inglesa, Matemática e Língua Portuguesa (30 questões / Peso 3), prova de redação (Peso 1) Núcleo específico: Física, Química e Biologia (20 questões / Peso 4), Literatura, História e Geografia (20 questões / Peso 2) Tempo para realização da prova: 5h30min Cursos da Escola de Ciências da Saúde e da Escola Politécnica 50 questões objetivas mais prova de redação Núcleo comum: Língua Espanhola ou Inglesa, Matemática e Língua Portuguesa (30 questões / Peso 3) e prova de redação (Peso 1) Núcleo específico: Física, Química e Biologia (20 questões / Peso 6) Tempo para realização da prova: 4h30min Cursos da Escola de Direito, da Escola de Negócios, da Escola de Humanidades e da Escola de Comunicação, Artes e Design – Famecos 50 questões objetivas e prova de redação Núcleo comum: Língua Espanhola ou Inglesa, Matemática e Língua Portuguesa (30 questões / Peso 3) e prova de redação (Peso 1) Núcleo específico: Literatura, História e Geografia (20 questões / Peso 6) Tempo para realização da prova: 4h30min A universidade esclarece que a mudança é consequência das novas diretrizes do ensino médio, que preveem, além de um conjunto de aprendizagens essenciais, maior aprofundamento por área de conhecimento. Quanto ao curso de Medicina, a prova terá um número maior de questões, e também mais tempo para realização, devido à grande concorrência. Modalidades de inscrição No momento da inscrição, o vestibulando poderá escolher entre três modalidades: realizar a prova da PUCRS; utilizar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem); ou realizar a prova e utilizar a nota do Enem. Neste último caso, para a classificação valerá a melhor colocação: escore nas provas ou pontuação no Enem. Informações adicionais e os regulamentos dos programas de financiamento estão disponíveis no site da PUCRS. Outros detalhes podem ser obtidos na Central de Atendimento ao Aluno, no Living 360° (prédio 15), via WhatsApp, +55 (51) 99871-2972, ou pelo telefone (51) 2101-0110.
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16/09 - Sexta edição do Educação 360 começa nesta segunda-feira na Barra da Tijuca, no Rio
Ainda há vagas para algumas palestras do ciclo. Veja como se inscrever. Começa nesta segunda-feira (16), na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, a sexta edição do Educação 360, fórum organizado pelos jornais O Globo e Extra que reúne especialistas de todo o mundo. É possível se inscrever – de graça – na hora. Os focos do encontro deste ano são os seguintes temas: tecnologia, educação infantil e o papel do jovem. Nélida Piñon é um dos destaques GloboNews Destaques internacionais Martin Carnoy: professor da Escola de Educação da Universidade de Stanford (EUA), que vai falar sobre como formar bons professores no Brasil; Dave Cullen: autor dos livros “Columbine” e ”Parkland”, que tem acompanhado tragédias e suas repercussões nas vida das escolas, educadores e estudantes atingidos, e que lança este mês no brasil o livro sobre o massacre Henry Readhead: diretor da Escola Summerhill (Inglaterra), a primeira e a mais famosa escola democrática do mundo. Destaques brasileiros Felipe Neto: o youtuber encerra o segundo dia de painéis falando sobre educação e criatividade; Nélida Piñon: escritora e integrante da Academia Brasileira de Letras; Mozart Neves Ramos: membro do Conselho Nacional de Educação e diretor do Instituto Ayrton Senna; Debora Garófalo: primeira mulher brasileira a ficar entre os dez finalistas do Global Teacher Prize (Prêmio Professor Global), considerado o Nobel da educação. A programação completa está no site do evento.
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14/09 - O projeto que reduz em 40% o tempo que escolas ficam fechadas por causa de tiroteios
Organização não governamental adaptou estratégia que usa em regiões de guerra para treinar trabalhadores de escolas e postos de saúde brasileiros em caso de violência na vizinhança. No começo de julho deste ano, uma escola no bairro de Manguinhos, na zona norte do Rio, teve de interromper as aulas durante três dias seguidos por causa de tiroteios nas imediações. E não é um problema restrito: no primeiro semestre de 2017, nada menos que 1 em cada 4 escolas da rede municipal carioca perdeu algum dia de aula por causa da violência urbana, de acordo com levantamento do jornal Folha de S. Paulo. Alunos de creche de Duque de Caxias Divulgação/Marizilda Cruppe/CICV Para tentar amenizar o problema, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) criou um método chamado Acesso Mais Seguro (AMS). Consiste em adaptar para a realidade de escolas e unidades de saúde brasileiras os métodos que a organização usa em suas operações - inclusive em situações de conflito armado, onde a organização oferece ajuda humanitária há 150 anos. Segundo Mary Werntz, diretora-adjunta global de operações do CICV, o método começa pela criação de um plano de contingência, elaborado a partir de reuniões com a comunidade. A ideia, exposta em conversa com a BBC News Brasil ao fim de uma viagem de oito dias pelo Brasil, é que seja seguido em situações de violência (como um tiroteio). Em um dos municípios que adotaram o programa, o tempo que escolas, unidades de saúde e serviços de assistência social passam fechados por causa de situações de violência (como trocas de tiros) caiu 40%. Hoje, o AMS é usado em cinco cidades brasileiras: Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Duque de Caxias (RJ), e Fortaleza (CE), além do Rio. O programa também está sendo implementado em Vila Velha (ES). É feito em parceria com o poder público local - prefeituras e governos dos Estados. Os profissionais que trabalham na escola ou na unidade de saúde recebem treinamento para saber como reagir numa situação de risco - as funções de cada um são definidas, rotas de fuga são traçadas e uma pessoa é designada como responsável por contatar as famílias, por exemplo. O objetivo, diz Werntz, é evitar que o pânico tome conta. "O servidor de uma prefeitura nos disse que o programa tinha ajudado eles a, em vez de entrarem em pânico, agirem a partir do medo. E o medo, nessa situação, é motivador. Faz você agir com rapidez", diz ela. "Nosso objetivo é que cada pessoa saiba exatamente o que vai fazer se algo acontecer. A ideia toda é entender os riscos envolvidos e responder de forma efetiva", afirma. Consequências da violência armada Filipe Tomé de Carvalho, chefe-adjunto da Delegação Regional do CICV para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, explica que o Acesso Mais Seguro surgiu a partir de um projeto do CICV na cidade do Rio de Janeiro, de 2009 a 2013, cujo objetivo era entender em detalhes as consequências humanitárias da violência armada. "Começamos a trabalhar em colaboração com as autoridades das áreas de saúde e educação, e vimos que eles não tinham qualquer treinamento para mitigar os efeitos da violência", diz ele. "O que fizemos então foi adaptar a metodologia que nós mesmos usamos nas nossas atividades, do Comitê, em situações de violência, para treinar esses profissionais", explica Carvalho. "Imagine um tiroteio do lado de uma escola, na hora do recreio. No fundo, trata-se de estruturar uma resposta para reduzir os riscos. Sem essa preparação, cada um reage à sua maneira: uns com mais calma, outros com menos", explica ele. O CICV não tem por objetivo acabar com a violência urbana, diz ele - apenas permitir que os trabalhadores estejam em melhores condições para prestar serviços públicos à população. Zona de guerra? Creche em Duque de Caxias é uma das atendidas pelo projeto Acesso Mais Seguro do Comitê Internacional da Cruz Vermelha Divulgação/Marizilda Cruppe/CICV O fato de o método funcionar nas áreas violentas das cidades brasileiras não significa dizer que as escolas e postos de saúde funcionem em um ambiente de guerra, segundo Mary Werntz. "Os atores são diferentes, e as normas jurídicas que se aplicam, também", diz ela à BBC News Brasil. "Nós trabalhamos para atender as necessidades que vemos em campo. E certamente, em toda a América Latina há problemas que surgem por causa da violência urbana", diz. Embora a violência urbana tenha efeitos devastadores em algumas cidades brasileiras, o país não vive uma situação de conflito armado, do ponto de vista do Direito Internacional Humanitário. "Se você é uma pessoa vivendo em uma situação de grande violência urbana, ou se vive numa situação de conflito armado, haverá semelhanças. A incerteza, a dificuldade de conseguir informações para saber como cuidar da sua família; a questão de não conseguir informações confiáveis", diz Werntz. A diferença, diz ela, está nos governos: nas cidades brasileiras o poder público existe - contrata funcionários, estabelece normas, fornece serviços públicos. Em ambientes de guerra, isso não acontece - muitas vezes, o Estado não existe mais ou deixa de atuar. Por isso, a forma de atuação da organização também é bastante diferente em cada caso. Professor dá aula em escola em Porto Alegre Divulgação/Marizilda Cruppe/ CICV O Comitê Internacional da Cruz Vermelha, diz Werntz, atua com base nos princípios da independência, neutralidade e imparcialidade. Inclusive quando a organização monta um hospital de campanha numa zona de conflito, por exemplo. "Há uma preocupação extrema da parte da Cruz Vermelha em deixar claro, especialmente numa situação de conflito, que nós não atuamos em favor de um lado ou de outro. Todo o valor do nosso trabalho reside no fato de nós termos essa capacidade de atravessar as divisões e falar com ambos os lados. Pegue o exemplo de um hospital de campanha: nós não somos um poder armado para chegar lá com tanques de guerra, ocupar o lugar e montar o hospital. É tudo negociado", diz ela. Werntz é natural da Suíça e trabalha com questões humanitárias desde 1989. Está na Cruz Vermelha desde 1995, e já atuou pela organização em lugares como a Rússia, Ucrânia, Geórgia e Moldávia, Azerbaijão, Butão, Índia e Nepal. Fundado em 1863 e sediado em Genebra, na Suíça, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha atua hoje em mais de 90 países do mundo, prestando assistência a vítimas de violência e de conflitos armados. No Brasil, o CICV atua hoje em outras frentes além do Acesso Mais Seguro: presta, por exemplo, assistência a familiares de pessoas desaparecidas e a imigrantes recém-chegados ao país no Estado de Roraima.
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13/09 - Após 65 anos, matemáticos finalmente solucionam 'enigma da soma dos três cubos'
Existem três números ao cubo cuja soma seja 42? Depois de mais de seis décadas sem solução, o enigma que intrigava matemáticos e entusiastas da teoria dos números por fim terminou 'Descobrir finalmente a solução para k=42 é muito gratificante; e, em certo sentido, confirma que tudo vai bem no mundo da matemática', afirma Andrew Sutherland, do MIT Andrew Shuterland/Arquivo Pessoal/BBC Foram meses testando fórmulas matemáticas, sem indício algum de que o esforço daria frutos. Por isso, quando os matemáticos Andrew Sutherland e Andrew Booker finalmente encontraram a resposta para o problema, o que sentiram foi uma verdadeira "explosão de emoção". O mistério dos números 6174 e 495 que intriga matemáticos há 70 anos O gênio que resolveu um dos maiores problemas matemáticos do milênio e desapareceu A questão sobre a qual se debruçavam não era nada fácil. Há 65 anos, matemáticos de todo o mundo tentavam resolver o quebra-cabeças da soma de três fatores elevados ao cubo que teria como resultado o número mais difícil de ser alcançado para essa equação: o 42. Ou, dito de outra maneira, a pergunta-chave era: existem mesmo três cubos cuja soma seja 42? Algoritmo inteligente Este problema – estabelecido pela primeira vez em 1954 na Universidade Cambridge, na Inglaterra, e conhecido como a "Equação diofantina x³+y³+z³=k" – desafiou os matemáticos a encontrar soluções para os números de 1 a 100. Quando formada por algarismos pequenos, uma equação como essa é mais fácil de resolver: por exemplo, o 29 poderia ser escrito como 3³+1³+1³. Por outro lado, há outros números que são insolúveis, como o 32. O enigma da soma de três cubos foi estabelecida pela primeira vez em 1954 na Universidade de Cambridge, na Inglaterra Loic Vennin/AFP Nos últimos anos, utilizando diversas técnicas e supercomputadores, todos os números foram resolvidos (ou, para alguns, definiu-se que não havia solução, como o 32), com exceção de dois algarismos: o 33 e o 42. O matemático Andrew Booker, da Universidade Bristol, então, criou um algoritmo inteligente que, depois de passar semanas rodando em seu supercomputador, em março deste ano encontrou a solução para o 33. Mas o número 42 tinha um outro nível de complexidade. Quando quis resolvê-lo, Booker percebeu que seu supercomputador não tinha capacidade suficiente para uma tarefa dessa magnitude. Ele, então, entrou em contato com seu amigo Andrew Sutherland, um dos principais pesquisadores do departamento de matemática do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. Um parêntese: o número 42 tem significado especial para os fanáticos da saga de ficção-científica Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams, porque essa é a resposta dada por um supercomputador à pergunta sobre "o sentido da vida, o universo e tudo mais". Fanático pela obra de Adams, o matemático Sutherland considerou a proposta do colega Booker irresistível. "Fiquei emocionado quando Andy pediu que eu me unisse a ele neste projeto", afirmou o pesquisador do MIT. 'Computador global' trouxe a solução O segredo por trás da solução do problema se chama Charity Engine, uma espécie de "computador global" que aproveita a potência de mais de 400 mil computadores domésticos do mundo todo. A cada um desses computadores, os matemáticos deram uma determinada faixa de possibilidades – ou, como nomearam, um "d" (parâmetro que determina um conjunto relativamente pequeno de possibilidades para x, y, z). A partir daí, os cálculos começaram. Este arquivo de gráficos vetoriais representa os tempos de cálculo para cada um dos mais de 400 mil computadores utilizados para executar a solução Andrew Shuterland/Arquivo Pessoal/BBC Depois de meses de trabalhos de adequação dos códigos, o Charity Engine enviou a Booker e Sutherland, finalmente, um muito esperado e-mail, com a almejada solução – que, atestou o supercomputador, é a seguinte: 42 = -80538738812075974³ + 80435758145817515³ + 12602123297335631³. "Minha primeira reação foi de choque. Com certeza, esperávamos encontrar uma solução. Mas, depois de centenas de milhares de informes que não traziam resultado, e de várias semanas de ajustes dos parâmetros, de checagens e rechecagens do código, quando veio a solução foi realmente uma grande surpresa", explicou Sutherland. Ao receber a solução, relembrou o matemático, ele sentiu-se tão eufórico que, ainda de pijamas, correu escada acima para contar à esposa. "Encontrar finalmente a tão esperada solução para o problema k=42 é muito gratificante. E, em certo sentido, confirma que tudo está bem no mundo das matemáticas", resumiu.
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13/09 - Orçamento do governo federal prevê cortes para educação básica em 2020
Serão R$ 230,1 milhões ante R$ 500 milhões autorizados anteriormente para infraestrutura de creches e escolas públicas em todo o país, uma queda de 54%. Verba para infraestrutura na educação vai sofrer corte de 54% O orçamento do Ministério da Educação (MEC) para 2020 prevê uma queda de 54% nos recursos destinados ao apoio à infraestrutura para a educação básica, se comparada à proposta apresentada em 2018 para o orçamento deste ano. Serão R$ 230,1 milhões ante R$ 500 milhões autorizados anteriormente. Já a dotação prevista para a concessão de bolsas de apoio à educação básica em 2020 é de R$ 451,7 milhões, um recuo de 43% na comparação dos R$ 793,5 milhões previstos na Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviada pelo Executivo ao Congresso Nacional para ser executada este ano. Brasil tem 1.085 obras de creches e pré-escolas paradas e menor repasse de verbas desde 2009 As estimativas de receita para essas duas áreas são as mais baixas das quatro últimas propostas orçamentárias do MEC. É o que aponta análise dos projetos de Lei de Orçamentária realizada pelo movimento Todos Pela Educação, e obtida com exclusividade pela GloboNews. Os cortes fragilizam o discurso do atual governo de priorizar a educação básica, avalia o diretor de políticas educacionais da Todos Pela Educação, Olavo Nogueira Filho. Ao todo, o orçamento do MEC para 2020 terá um corte de 17%. Serão R$ 101,2 bilhões contra os R$ 121,9 bilhões previstos na proposta para este ano, segundo a análise da Todos Pela Educação. "O cenário econômico do país é, de fato, gravíssimo e os cortes atingem praticamente todas as áreas. Tendo um dos maiores orçamentos da Esplanada, seria difícil deixar a [verba da] Educação intacta. Porém, não está claro que houve uma priorização da educação básica" - Olavo Nogueira Filho, diretor de políticas educacionais da Todos pela Educação. Em nota, o MEC informou que "o orçamento possui mecanismos de retificação que permitem ao gestor alterar os valores destinados às programações de acordo com a avaliação e efetividade dos seus resultados." O ministério também diz que "a destinação de um valor maior para determinada programação não significa, necessariamente, que o recurso foi utilizado com eficiência. A atual gestão, em compromisso com a sociedade, buscará atuar na utilização eficiente dos recursos disponíveis." Procurado, o Ministério da Economia não se manifestou. Saiba quanto cada ministério perde na proposta de orçamento de 2020 Cortes atingem construção de creches A verba destinada para obras compõe a maior parte dos recursos destinados ao apoio à infraestrutura para a educação básica, segundo a análise feita pelo Todos Pela Educação. No orçamento para 2020, há a previsão de R$ 194,2 milhões para essa área, 30% a menos do que os R$ 277,5 milhões contabilizados na proposta anterior. Faz parte dessa verba, por exemplo, os projetos do Proinfância, programa que prevê repasses para municípios construírem ou ampliarem creches e pré-escolas em todo o país. Plano Nacional de Educação está com 80% das metas estagnadas, diz estudo Um dos objetivos da Meta 1 do Plano Nacional de Educação (PNE) é, até 2024, que 50% das crianças de até de 3 anos e 11 meses estejam matriculadas na creche. Segundo o Movimento Todos Pela Educação, em 2018, 35,6% das crianças brasileiras dessa faixa etária frequentavam a creche. A proposta de Orçamento do MEC para 2020 prevê também uma queda de 30% na receita destinada à implantação e adequação de estruturas esportivas escolares. Nesse caso, serão R$ 8,4 milhões ante R$ 12 milhões previstos para este ano. Já as bolsas de apoio à educação básica abrangem uma série de programas de apoio do MEC junto a estados e municípios, como, por exemplo, o Programa de Apoio à Implementação da Base Nacional Comum Curricular (ProBNCC). Segundo Olavo Nogueira Filho, as bolsas do ProBNCC são "fundamentais para garantir que diferentes redes de ensino, ou seja, escolas de diferentes Estados, tenham uma boa estrutura para implementação da Base Nacional Comum Curricular". A Base Nacional Comum Curricular define o conteúdo mínimo que os estudantes de todo o Brasil deverão aprender em sala de aula em cada etapa da educação básica. Mais dinheiro para livros didáticos Segundo a análise do Todos Pela Educação, o Plano Nacional do Livro Didático (PNLD), destinado à produção, aquisição e distribuição de livros e materiais didáticos, teve um acréscimo de 24% entre os projetos de Lei Orçamentária de 2019 e 2020 (de R$ 1,9 bilhão para R$ 2,3 bilhões). O orçamento de 2020 do MEC prevê uma rubrica nova, destinada às escolas cívico-militares, com dotação prevista de R$ 32 milhões. Trata-se de uma promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Orçamento do MEC A reportagem entrou em contato com o MEC para perguntar sobre o corte de 17% no orçamento. O MEC informou, em nota, que outras verbas vinculadas à pasta devem ser consideradas nesse cálculo. Nesse caso, sustenta o órgão, o orçamento previsto para 2019 foi de R$ 148,8 bilhões. Já para 2020, a previsão é de R$ 149,4 bilhões. Sobre essa divergência de valores, o MEC afirmou que "o orçamento do Ministério da Educação - MEC abrange todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos instituídos, cuja execução é de sua responsabilidade. Nesse sentido, o valor destinado ao Fundo de Financiamento Estudantil – FIES, órgão 74902 e ao órgão 73107, Transferência da Cota-Parte do Salário-Educação, que são recursos sob supervisão do Ministério da Educação, deve ser incluído no computo do orçamento total destinado ao MEC". Assim como ocorre com o orçamento das demais áreas estimado no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), a estimativa de receita e a fixação de despesa da União para a área da educação em 2020 pode ser alterada pelo Congresso Nacional, que recebeu o texto dessa proposta do Ministério da Economia no dia 30 de agosto.
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13/09 - Menino que sofreu bullying por camiseta improvisada de universidade nos EUA ganha bolsa de estudos
No começo do mês, a Universidade do Tennessee já havia lançado uma versão 'oficial' da camiseta que a criança tinha feito. Agora, anuciou que o menino vai poder estudar na instituição de graça. A camiseta improvisada que o aluno fez da Universidade do Tennesse, com a cor laranja, oficial da universidade Reprodução/Facebook/Laura Snyder O menino que criou uma versão improvisada da camiseta da Universidade do Tennessee, nos Estados Unidos - e sofreu bullying por causa da roupa - acaba de receber mais uma notícia muito legal. A instituição anunciou, na quinta-feira (12), que ele foi aceito na faculdade a partir do outono americano de 2028. E o melhor: com uma bolsa de estudos integral. Initial plugin text "Em reconhecimento ao espírito de Voluntário [apelido dado aos alunos da instituição] desse estudante de quarta série, a universidade fez uma oferta de admissão honorária para ele se juntar à turma de 2032", anunciou a instituição, em seu site oficial, na quinta-feira (12). "Além disso, ele foi contemplado com uma bolsa de quatro anos que cobre as mensalidades e as taxas a partir do outono de 2028, se decidir estudar na Universidade do Tennessee e preencher os requisitos de admissão." De acordo com a universidade, mais de 50 mil camisetas com o desenho feito pelo menino já foram vendidas em pré-venda. Todos os lucros vão para uma instituição de caridade dedicada a combater o bullying, e a bolsa do garoto será coberta de forma separada pela universidade. Funcionários da instituição falaram várias vezes com a mãe do menino, que expressou gratidão e afirmou que a família ficou profundamente tocada com a comoção mundial com o caso. O garoto não teve o nome ou a idade divulgados. Na semana passada, a universidade já havia lançado uma versão "oficial" da camiseta criada por ele. Initial plugin text O sucesso foi imediato e imenso: no sábado (7), o site da loja da universidade simplesmente saiu do ar, sobrecarregado com o grande número de pessoas que queriam comprar a peça. Além de "oficializar" a versão improvisada do menino, a universidade também enviou a ele um kit cheio de brindes com a logomarca da instituição. Alguns dos brindes enviados pela da Universidade do Tennesse ao aluno em sua escola na Flórida Reprodução/Facebook/Laura Snyder
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12/09 - UFSCar tem 84 bolsas de mestrado e doutorado cortadas em 2019
Universidade também teve R$ 18 milhões destinados ao orçamento de manutenção bloqueados. 84 bolsas de mestrado e doutorado de novos alunos são cortadas na UFSCar A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) teve 84 bolsas de pesquisa para novos alunos cortadas pelo Ministério da Educação em 2019. A universidade ainda teve verbas bloqueadas e precisou reduzir custos. As bolsas eram concedidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), uma agência do governo federal para o financiamento de pesquisa no Brasil. Das bolsas cortadas, 57 são de mestrado e 27 de doutorado. 6.980 trabalhos publicados A UFSCar é uma das instituições de ensino superior que mais contribuem para a ciência no Brasil, nos últimos cinco anos, foram 6.980 trabalhos publicados. Mas se o bloqueio de verbas continuar, essa produção científica pode cair. “A curto prazo tem um impacto direto para novos estudantes e para a própria universidade, diante das suas demandas e do seu crescimento. Mas em médio e longo prazos, se esse tipo de contingenciamento de bolsas continua, o próprio país vai ter problemas no desenvolvimento de novas pesquisas”, alertou a reitora Wanda Hoffmann. Legenda Divulgação FAI UFSCar Na quarta-feira (11), o Ministério da Educação voltou atrás e anunciou que irá disponibilizar 3.182 bolsas das 5.613 que haviam sido congeladas para 2.020. Orçamento menor Não foram apenas as bolsas de pesquisa que sofreram cortes. Em março, o governo federal anunciou o bloqueio de R$ 18 milhões – o equivalente a 30% - da verba de custeio da universidade, que é usada para a manutenção do campus e em programas de assistência estudantil. De acordo com a reitoria, durante o ano, o governo liberou parte da verba contingenciada, mas não o suficiente para manter as despesas e a universidade precisou fazer cortes. “De um ano para o outro nós diminuímos o contrato com terceirizados em 17%. Isso é um desafio e o esforço nosso é readequar o trabalho desses terceirizados para não ter perdas nesse processo de manutenção”, afirmou Wanda. Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
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12/09 - Liminar restabelece matrícula de estudantes cotistas que tinham sido afastados na UFJF
Eles são investigados por suspeita de fraude no sistema de cotas. A universidade foi notificada e analisa quais medidas serão tomadas. Campus em Juiz de Fora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Carlos Mendonça/Prefeitura de Juiz de Fora A Justiça Federal aceitou nesta quinta-feira (12) um pedido de liminar para restabelecer a matrícula de estudantes cotistas que haviam sido afastados de cursos na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Segundo apurou a produção do MG2, os estudantes são investigados por suspeita de fraude no sistema de cotas da instituição, que havia cancelado as matrículas deles. A maioria dos estudantes é da Faculdade de Medicina. De acordo com a defesa dos estudantes, “foi comprovado que os estudantes não cometeram fraude, respeitando a regra exposta no edital da época em que ingressaram na universidade”. A UFJF informou ao MG2 que foi notificada nesta quinta e que ainda vai avaliar quais medidas serão tomadas pela instituição. Não foi divulgado o número de estudantes beneficiados pela liminar. Investigação Em agosto do ano passado, o G1 divulgou que a UFJF havia acolhido 17 das 92 denúncias e a Reitoria abriu Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Entre as 17 denúncias acatadas, mais da metade foi de alunos do curso de Medicina da UFJF - seis em Juiz de Fora e três em Governador Valadares. Em seguida, aparecem estudantes de direito, com duas ocorrências em cada campus e, por fim, discentes arquitetura, odontologia, engenharia elétrica e pedagogia, com um representante cada. Denúncias acatadas cotas UFJF UFJF/Reprodução Apuração após denúncia do DCE O Diretório Central dos Estudantes (DCE) e representantes de movimentos sociais e estudantis denunciaram a entrada irregular de alunos cotistas na UFJF e a universidade então criou a comissão para investigar dezenas de alunos. Alguns estudantes eram calouros e outros tinham se matriculado em 2017. Eles se autodeclararam pretos, pardos ou indígenas para conseguirem uma vaga. Na ocasião, um abaixo assinado com quase três mil assinaturas denunciou pelo menos 40 suspeitas de fraudes na edição do primeiro semestre do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e do Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism).
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12/09 - Câmara aprova projeto que prevê psicólogos nas escolas públicas
As escolas terão o prazo de um ano para dispor dos assistentes sociais e psicólogos no seu quadro de funcionários. Medida vale da pré-escola ao ensino médio. A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (12) projeto de lei que determina que as escolas públicas ofereçam serviços de psicologia e de assistência social aos alunos. Como o texto já passou pelo Senado Federal, seguirá para sanção presidencial. A medida valerá para a educação básica, que corresponde à pré-escola, e aos ensinos fundamental e médio, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). De acordo com o projeto, os estudantes serão atendidos por equipes multiprofissionais, ou seja, formadas por especialistas de diferentes áreas complementares. O grupo precisará considerar o projeto político-pedagógico das instituições públicas na hora do atendimento. "As equipes multiprofissionais deverão desenvolver ações voltadas para a melhoria da qualidade do processo de ensino-aprendizagem, com a participação da comunidade escolar, atuando na mediação das relações sociais e institucionais", diz o texto. A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) relatou o projeto no plenário da Câmara. Ela emitiu parecer pela aprovação do texto, exceto a de um artigo que estabelecia que estudantes com "necessidades específicas" seriam atendidos pela equipe da escola em parceria com profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS). As escolas terão o prazo de um ano para dispor dos assistentes sociais e psicólogos no seu quadro de funcionários. O relatório de Jandira Feghali explica ainda que não haverá necessariamente um profissional para cada escola. O psicólogo atuará na rede de ensino, estadual ou municipal.
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12/09 - Previsão do orçamento da Capes não permite novas bolsas em 2020, diz presidente do órgão
MEC conseguiu R$ 600 milhões a mais para o ano que vem, mas dinheiro só é suficiente para bancar bolsistas atuais. Ministério diz ‘buscar fontes’; CNPq prevê cenário mais positivo. Sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em Brasília TV Globo/Reprodução Principal entidade de fomento à pesquisa no país, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) ainda não sabe se conseguirá abrir bolsas para novos pesquisadores em 2020. MEC anuncia desbloqueio de 3.182 bolsas de pós-graduação de cursos com alta avaliação A afirmação é do presidente do órgão, Anderson Ribeiro Correia. Segundo ele, a proposta de orçamento que tramita atualmente no Congresso é suficiente apenas para garantir o pagamento, até dezembro de 2020, dos bolsistas que já estiverem inscritos em 1º de janeiro. “Esse orçamento extra que o ministro conseguiu na negociação com o Ministério da Economia vai garantir essas novas bolsas [ainda em 2019] e o que já temos para todo o ano que vem. O orçamento [...] vai para R$ 3 bilhões, mas ainda está abaixo do que a gente queria”, disse Correia. Até a manhã de quarta-feira (11), nem o pagamento das bolsas atuais estava garantido. No fim da tarde, após reunião no Ministério da Economia, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou reforço de R$ 600 milhões para a Capes em 2020. Com isso, se nada mudar, a Capes terá pouco mais de R$ 3 bilhões para custear as cerca de 215 mil bolsas de formação de professores, graduação, pós-graduação e intercâmbio. Descongelamento MEC e Capes desbloqueiam 3.182 bolsas de pós-graduação Esses R$ 600 milhões adicionais permitiram, ainda, que a Capes e o Ministério da Educação (MEC) descongelassem 3.182 bolsas de pós-graduação de cursos bem avaliados, que tinham sido bloqueadas na última semana. Ainda assim, 8.629 vagas em pós-graduações com notas 3 e 4 – as mais baixas no sistema da Capes – seguem travadas para novos alunos. Para essas, não há previsão de desbloqueio. O MEC já indicou, inclusive, que prefere reajustar o valor-base das bolsas, inalterado desde 2013, do que liberar mais vagas para cursos com desempenho ruim. Essas 3.182 vagas reabertas devem ser preenchidas ainda em 2019, gerando um custo de R$ 22 milhões até dezembro. Segundo o ministro Weintraub, esse dinheiro está garantido. O bloqueio preventivo, há uma semana, tinha sido motivado justamente pelo orçamento do ano que vem. “A gente está num país quebrado, destruído fiscalmente, socialmente, emocionalmente. E estamos reconstruindo o país. Passando a [reforma da] previdência, baixando homicídios, tentando resgatar a educação. (...) Estamos querendo buscar equilíbrio fiscal, e querendo que tudo seja pago até o final. Esse terror, esse pânico que tem sido feito não tem contribuído em nada”, diz Weintraub. Até a publicação dessa reportagem, nem o MEC nem o Ministério da Economia tinham informado de onde virão os R$ 600 milhões adicionais. Para incrementar o orçamento, o governo tem duas opções: ou tira de outro lugar, ou indica uma nova fonte de recursos (por exemplo, elevando a previsão de arrecadação de determinado imposto). CNPq otimista Responsável por cerca de 80 mil outras bolsas de pesquisa, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) projeta um cenário mais otimista para 2020. O órgão, vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTIC), enfrenta dificuldades para fechar o ano atual e, até esta quarta, ainda precisava de R$ 330 milhões para pagar os últimos três meses de 2019. Mesmo assim, questionado pela TV Globo, o ministro Marcos Pontes disse que não prevê situação semelhante no próximo ano. “No ano que vem, no PLOA [Projeto de Lei Orçamentária Anual], está previsto um orçamento completo para o CNPq, diferente do ano passado, em que já tinha essa previsão de déficit. Para o ano que vem, não deve haver problemas”, declarou, na última semana. Segundo Pontes, a perspectiva é de que não haja bloqueio, corte ou sufoco para honrar as bolsas, já que o orçamento total previsto é superior ao custo desses benefícios. Ainda é cedo, no entanto, para dizer se será possível descongelar alguma das 6 mil bolsas atingidas em 2019. “À medida em que retorna o investimento, os contratos podem ser retomados. Para o ano que vem, a gente tem espaço, porque tem orçamento completo”, indicou.
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11/09 - MEC anuncia desbloqueio de 3.182 bolsas de pós-graduação de cursos com alta avaliação
Ao todo, 11 mil bolsas de pós-graduação do órgão estão bloqueadas; fonte do dinheiro não foi informada. Liberação vale para cursos avaliados com nota 5, 6 e 7. O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta quarta-feira (11) que vai desbloquear 3.182 bolsas de pós-graduação dos cursos mais bem avaliados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A liberação vai custar R$ 22,4 milhões no orçamento 2019 da pasta. CNPq manobra para pagar 79 mil bolsistas; não é 'magia', diz presidente Antes do anúncio desta quarta-feira, o MEC e a Capes já tinham anunciado em três oportunidades o bloqueio, o congelamento ou o corte de 11.811 bolsas. Com a liberação das mais de 3 mil desta quarta, outras 8.692 bolsas continuam suspensas. Etapas do bloqueio Bloqueio de 3.474 bolsas em 9 de maio Bloqueio de 2.724 bolsas para cursos com conceito nota 3 em 4 de junho "Congelamento" de 5.613 bolsas durante a vigência (4 anos) em 2 de setembro Liberação de 3.182 bolsas para cursos com notas 5, 6 e 7 Quando anunciou o bloqueio de 5 mil bolsas, a Capes informou que sua previsão era ter metade do Orçamento de 2019 no próximo ano. Agora, o MEC anuncia que vai incorporar mais R$ 600 milhões para o Orçamento da Capes em 2020. Com isso, o valor total subirá de R$ 2,45 bilhões para cerca de R$ 3,05 bilhões. Orçamento 2020 O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse que o acordo foi firmado com o Ministério da Economia, mas não detalhou de onde virá o dinheiro. "Os detalhes, temos que esperar o Orçamento-Geral da União. A construção do orçamento é dinâmica”, diz. Segundo Weintraub, essas vagas tinham sido bloqueadas porque a prévia do Orçamento 2020 não previa espaço para esses pagamentos. Após a reunião desta quarta, a expectativa é de que a rubrica da Educação para o ano que vem seja reforçada. “A gente só vai dar a bolsa se a gente tiver uma convicção muito grande que a gente consegue pagar. Como a gente ainda não tinha encontrado a solução, a gente pediu alguns poucos dias, embora alguns veículos não tenham sido leais [...] Encontramos a solução, e estamos soltando 3.182 novas bolsas”, declarou Weintraub. “O orçamento extra (mais R$ 600 milhões) vai garantir essas novas bolsas e a manutenção do que a gente tem em vigor para todo o ano que vem”, disse o presidente da Capes, Anderson Correia. Sequência de cortes Desde janeiro, o Ministério da Educação e a Capes já fizeram três anúncios de cortes em bolsas de pós-graduação, mestrado e doutorado. Em todos, o bloqueio afetou as vagas não ocupadas, que seriam (ou já estavam sendo) oferecidas em novos editais. Ao todo, 11 mil bolsas para novos pesquisadores foram congeladas na Capes. O órgão tem 211,7 mil bolsas ativas ao todo, mas só 92,6 mil são de pós-graduação. Isso significa que, na prática, cerca de 10% das vagas para esse nível de bolsas foram inativadas. Crise no CNPq A falta de dinheiro também atinge o outro principal órgão de fomento à pesquisa do país - o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia. Em julho, a entidade suspendeu a segunda fase de um edital para conceder novas bolsas, alegando falta de recursos. E, até esta quarta-feira (11), até mesmo o pagamento das 79.538 bolsas ativas estava em xeque. O ministério foi autorizado a remanejar R$ 82 milhões do próprio orçamento para pagar, em outubro, os valores referentes a setembro. Mas, para fechar o ano, o ministro Marcos Pontes diz que o Ministério da Economia precisa indicar de onde virão outros R$ 330 milhões. Sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em Brasília TV Globo/Reprodução
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11/09 - Presidente do CNPq diz que remanejamento de verbas para bolsas não é 'magia, caridade ou solução mirabolante'
Manoel da Silva disse que o remanejamento de verbas anunciado é "vender a janta para comprar o almoço". Para ele, o a resolução do problema é o aporte de R$ 330 milhões ao orçamento do órgão. O presidente substituto do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Manoel da Silva, disse nesta terça (11) que o remanejamento de verbas para o pagamento de bolsas de pesquisas anunciado pelo governo na semana passada "não é magia, não é caridade, não é solução mirabolante que a Economia colocou. É falso vender essa ideia". O Ministério da Ciência e Tecnologia, pasta à qual o CNPq é ligado, anunciou na última terça-feira um remanejamento de R$ 82 milhões dentro do órgão. O ministério vai transferir verbas da área de fomento -- que abrangem despesas com insumos, equipamentos, viagens, materiais de pesquisa -- para o pagamento das bolsas de pesquisa relativas a setembro. Manoel da Silva afirmou que solução para o problema do CNPq neste ano seria o aporte de cerca de R$ 330 milhões. Isto porque a Lei Orçamentária Anual de 2019, que definiu quanto cada órgão do governo poderia gastar este ano, fixou o orçamento do conselho em R$ 784 milhões, mas o órgão tinha despesas na casa do R$ 1 bilhão. "O que aconteceu foi que o nosso orçamento vinha na faixa de R$1 bilhão e, no ano passado já baixou para isso. O governo passado abaixou o teto orçamentário do CNPq, o Congresso aprovou esse valor e foi com ele que chegamos para trabalhar neste ano”, disse. "Não é cortar daqui para por ali, não. É uma colcha de retalhos. Se você corta de um lado, fica o buraco ali. É isso o que está acontecendo", afirmou em outro momento da audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados que discutiu a situação do CNPq e da CAPES, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Deputados da oposição criticaram o governo por não ter cumprido o acordo de destinar parte do crédito suplementar de R$ 248,9 bilhões, aprovado em 11 junho pelo Congresso Nacional. Uma das condições do acordo entre deputados e governo era a liberação dos R$ 330 milhões que faltam ao CNPq para pagar as bolsas até o final do ano. Segundo Manoel, o órgão "está vendendo o almoço para comprar o jantar". O deputado Bacelar (PODE-BA), autor do requerimento que requisitou a audiência pública, foi um dos mais enfáticos. "Votei no PLN 4 contra a minha vontade, porque demos R$ 250 bilhões a um governo irresponsável. Demos porque tinha R$ 330 milhões para o CNPq e até hoje nada. Faço esse apelo, nos expliquem cadê?", reclamou o parlamentar baiano. A deputada Caroline de Toni (PSL-SC) defendeu o governo federal. "Isto foi feito porque não tem dinheiro, nós queremos desenvolvimento tecnológico, mas temos que avaliar que tipo de pesquisa temos feito. O governou herdou uma herança maldita de corrupção", rebateu. José Ricardo Galdino, representante do Ministério da Economia, afirmou que o a equipe econômica estuda meios de enviar mais dinheiro ao CNPq. O governo estuda transferir gastos de outros órgãos. Uma melhora na arrecadação também poderia resolver a questão. "Temos que resolver o problema de não afetar o teto de gasto e o limite, respeitando a arrecadação. Existem boas perspectivas de arrecadação melhorar até o fim do ano. Estamos estudando o cancelamento de dotação de outros órgãos para recompor a dotação do MCTIC, para atender esses R$ 330 milhões, que foi o compromisso", afirmou Galdino. Além do problema para pagar as bolsas de pesquisas já em curso, a falta de recursos levou à suspensão de edital para bolsas de pesquisa em julho. Também participaram da audiência o presidente da CAPES, Anderson Ribeiro Correia, o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro Moreira, e Clayton Luiz Montes, do Ministério da Economia. (*Sob supervisão de Ardilhes Moreira)
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11/09 - USP e Unicamp são as melhores universidades brasileiras, aponta ranking internacional
Estudo é divulgado anualmente pela Times Higher Education. Vista da Praça do Relógio e Prédio da Reitoria da Universidade de São Paulo - Campus Butantã. Marcos Santos/USP Imagens A Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foram consideradas, pelo terceiro ano consecutivo, as melhores instituições de ensino superior brasileiras em um ranking mundial - o Times Higher Education, divulgado nesta quarta-feira (11). A USP está posicionada no bloco entre o 251º e 300º lugar. A Unicamp aparece mais abaixo, no grupo de 501º a 600º. No ano anterior, a Unicamp estava no grupo entre 400º e 500º. No ranking que considera mais de 1,3 mil universidades de 92 países, a líder é a Universidade de Oxford, na Inglaterra, pelo quarto ano consecutivo. Ranking Confira, abaixo, a colocação das instituições brasileiras citadas no ranking: Melhores universidades brasileiras em ranking mundial Melhores do mundo As dez primeiras posições do ranking mundial são ocupadas por universidades de apenas dois países: Reino Unido e Estados Unidos. Melhores do mundo, segundo ranking 2020 Critérios de avaliação O estudo analisa cinco critérios principais: qualidade de ensino (ambiente de aprendizagem, reputação, desempenho estudantil, número de professores com doutorado, docentes premiados e renda institucional); volume de publicações de pesquisa; citações em artigos científicos; projeção internacional (número de alunos e de professores estrangeiros); e troca de conhecimento com outras instituições.
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11/09 - Reino Unido altera regra e permite que estudantes estrangeiros fiquem mais tempo no país
Agora, os estudantes estrangeiros poderão permanecer no país durante os dois anos seguintes à graduação para encontrar um emprego. Estudantes estrangeiros poderão permanecer no Reino Unido por dois anos após formados para procurarem emprego. Monika Kozub/Unsplash Os estudantes estrangeiros no Reino Unido podem se beneficiar de uma mudança na política de vistos de estudo. Agora, eles podem permanecer no país por mais dois anos depois do término da graduação para procurar emprego. A nova medida, anunciada nesta quarta-feira (11) pelo Ministério do Interior, reverte uma decisão tomada em 2012 pela então secretária da pasta, Theresa May, que depois se tornou primeira-ministra. A medida anterior obrigava os estudantes estrangeiros a deixar o Reino Unido em até quatro meses após o término dos estudos. Londres, Tóquio e Melbourne são as melhores cidades para fazer intercâmbio, diz consultoria A mudança se aplica a estudantes estrangeiros do nível universitário ou de pós-graduação que iniciarão os estudos no próximo ano. Em 2018, o Reino Unido tinha 450 mil estrangeiros nessas condições. Para se encaixar nas novas regras, os estudantes devem estudar em uma instituição com histórico de manutenção de controle de imigração. Segundo a nova regra, não há restrições sobre o tipo de trabalho em que o estrangeiro pode atuar depois de terminar os estudos. Para a indiana Shreya Swamy, a proposta é um "grande passo", mas "tardia", pois a medida não vai ajudar estudantes que já moram no Reino Unido. Swamy está fazendo um mestrado no país. Ela diz que enfrenta muitas dificuldades para conseguir emprego devido à norma atual, que só lhe dá quatro meses para conseguir um trabalho. Empregos para estudantes estrangeiros "são quase nulos", diz ela, também culpando sua falta de experiência. "Sinto-me realmente desamparada e quase arrependida de estudar, porque vou acabar voltando para casa com um diploma que custou muito caro." O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse que, com a mudança, os estudantes poderão "desbloquear seu potencial" e começar suas carreiras no país. Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores, Sajid Javid, acrescentou que o governo "deveria ter revertido essa política tola anos atrás". Mas Alp Mehmet, diretor da Migration Watch UK – um grupo que defende o controle da imigração – criticou a ação do governo, chamando-a de "retrocesso". "Nossas universidades estão atraindo um número recorde de estudantes estrangeiros. Então não há necessidade de desvalorizar o visto de estudante, tornando-o um caminho para trabalhar aqui", acrescentou. Um novo projeto O anúncio do governo coincide com o lançamento de um projeto no valor de US$ 250 milhões (R$ 1 bilhão) do Biobank do Reino Unido, um recurso que contém informações e amostras de 500 mil pessoas. O Biobank do Reino Unido coletou amostras de DNA e informações de saúde de 500 mil voluntários britânicos por vários anos e agora está aberto a pesquisadores de qualquer lugar do mundo que desejem usar esses recursos para desenvolver novos tratamentos para doenças. Johnson disse que esses projetos não seriam possíveis "sem (o país) estar aberto às melhores e mais brilhantes pessoas do mundo para estudar e trabalhar" no Reino Unido. "É por isso que estamos apresentando um novo caminho para estudantes estrangeiros desbloquearem seu potencial e iniciarem suas carreiras no Reino Unido", acrescentou o primeiro-ministro.
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10/09 - Corte em bolsas da Capes vale também para programas de pós-graduação com alta nota de avaliação
O novo corte, anunciado no início de setembro (2), vai atingir 5.613 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado no Brasil a partir deste mês. Procurada pelo G1, a Capes não informou as pesquisas que seriam afetadas porque só tem acesso àquelas que estão ativas. Sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em Brasília TV Globo/Reprodução O mais recente corte de bolsas anunciado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) vai impactar pesquisas desenvolvidas até em cursos com alta nota de avaliação. O novo corte, anunciado no início de setembro (2), vai atingir 5.613 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado no Brasil a partir deste mês. É o terceiro comunicado do tipo neste ano. Procurada pelo G1, a Capes não informou as pesquisas que seriam afetadas porque só tem acesso àquelas que estão ativas. Ao todo, a Capes vai deixar de oferecer cerca de 11 mil bolsas e não serão aceitos novos pesquisadores em 2019. Em junho, quando havia anunciado outro corte que atingiu 2,7 mil bolsas, a Capes afirmou que os cursos impactados seriam os de avaliação 3. Desta vez, serão todos. As notas variam de 1 a 7 e são usadas como referência para que as agências de fomento nacionais e internacionais possam distribuir bolsas de estudo, por exemplo. 4% dos cursos de mestrado e doutorado obtêm nota máxima e outros 3% podem ser descredenciados pela Capes Crise da Capes e do CNPq impacta pesquisas no país De acordo com a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), o corte atingirá 3/4 dos pesquisadores de mestrados e doutorados stricto sensu . "Essa medida impacta diretamente o sistema de pós-graduação, responsável por 90% da produção científica do país", afirma a entidade. "Essas políticas irracionais do governo causam prejuízos incalculáveis à produção de conhecimento, colocam em risco instituições de Estado fundamentais a qualquer aspiração de projeto de desenvolvimento nacional e reduzem o futuro do país à eterna condição de subdesenvolvimento, atraso e dependência", afirma a ANPG, em nota. De acordo com a associação, as bolsas estão há seis anos sem reajuste, período em que a inflação atingiu 37,17%, de acordo com a entidade. Fim das bolsas neste ano A Capes e o Ministério da Educação (MEC) tratam o novo anúncio como um "congelamento" e afirmam que a medida não vai afetar quem atualmente já recebe o benefício. Entretanto, a Capes admite que as bolsas não serão mais oferecidas nos próximos 4 anos, que é o período de vigência previsto caso elas tivessem sido concedidas neste mês. Ao todo, a Capes possui, 211.784 bolsas atividade em todas as áreas de atuação. Desse total, 92.680 são da pós-graduação. Assim, o corte anunciado vai representar o bloqueio de 2,65%. Orçamento para 2020 O MEC divulgou que, em 2020, a Capes só terá metade do Orçamento de 2019. Foram reservados R$ 2,2 bilhões para a instituição frente os R$ 4,25 bilhões previstos neste ano. Na proposta de orçamento para 2020, a perda prevista para todo o MEC é de 9%. De acordo com o governo, o corte de bolsas da Capes vai representar uma economia de R$ 37,8 milhões em 2019. A Capes teve R$ 300 milhões contingenciados neste ano. Considerando o impacto das 11 mil bolsas no Orçamento 2019, a coordenação economiza R$ 90,8 milhões no atual exercício. Ainda segundo a Capes, como as bolsas têm vida útil de 4 anos, a economia no período pode chegar a R$ 544 milhões. Histórico de cortes No primeiro anúncio de corte, em 9 de maio, a Capes comunicou o bloqueio de 3.474 bolsas. Depois, em 4 de junho, a Capes avisou que deixaria de oferecer 2,7 mil bolsas, sendo que esse número foi aplicado em cursos com conceito nota 3. Considerando todos os anúncios feitos até agora, o total de bolsas que deixarão de ser oferecidas em 2019 chega a 11.811.
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10/09 - Após sofrer bullying, menino tem sua versão de camiseta adotada por universidade nos EUA
Criança tinha feito versão improvisada com papel preso por alfinetes e provocou risos de colegas. Após iniciativa de professora chegar à Universidade do Tennessee, aluno e amigos ganharam brindes e seu ‘logo’ virou estampa oficial. A camiseta improvisada que o aluno fez da Universidade do Tennesse, com a cor laranja, oficial da universidade Reprodução/Facebook/Laura Snyder Fã da Universidade do Tennessee, um aluno do ensino fundamental de uma escola na Flórida criou sozinho sua própria versão da camiseta laranja da universidade para uma atividade. A versão improvisada, com um papel com as iniciais escritas a caneta e preso por alfinetes, o transformou inicialmente em vítima de bullying, mas também gerou uma campanha de solidariedade que chegou à própria Universidade. A decepção do garoto – que não teve seus nome e idade divulgados – depois que colegas riram de sua roupa comoveu uma de suas professoras, Laura Snyder, que decidiu comprar uma camiseta oficial da U.T. para ele. Mas, antes, ela usou seu perfil no Facebook para perguntar se algum de seus amigos tinha conhecidos na Universidade do Tennessee, para que de alguma forma pudesse tornar o presente mais elaborado. Alguns dos brindes enviados pela da Universidade do Tennesse ao aluno em sua escola na Flórida Reprodução/Facebook/Laura Snyder O que Snyder não podia imaginar era a repercussão que o post teria. Ao saber da história, representantes da U.T. avisaram que enviariam uma caixa com presentes oficiais para o aluno e seus colegas. E, ainda mais: inspirados no desenho do menino, criaram uma nova camiseta vendida no site da universidade, com o “logo” que a criança desenhou, revertendo parte dos lucros para uma iniciativa antibullying. Escolas no Brasil têm menos tempo para ensino e mais bullying entre alunos do que média internacional, indica pesquisa da OCDE O sucesso foi imediato e imenso: no sábado (7), o site da loja da universidade simplesmente saiu do ar, sobrecarregado com o grande número de pessoas que queriam comprar a peça. Initial plugin text Um dia antes, na sexta-feira, Snyder postou fotos dos presentes que chegaram à escola, e contou que o menino mal podia conter a alegria ao vestir sua camiseta e seu boné e distribuir aos amigos copos, toalhas e outros brindes que recebeu. Um representante da Universidade do Tennesse entrega presentes ao menino que criou a versão improvisada da camiseta em sua escola, na Flórida Reprodução/Facebook/Laura Snyder Ela também publicou uma foto de uma carta escrita pela mãe da criança, na qual esta agradece a iniciativa da professora, a resposta da universidade e a onda de solidariedade. “Posso dizer que passei muito tempo lendo todas as palavras bondosas em apoio ao meu filho e estou comovida além do que posso dizer... cada comentário, cada item enviado e ação tomada em relação ao meu filho jamais serão esquecidos, e tenho esperança de que servirão de inspiração para ele ao longo de sua vida”, escreveu.
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10/09 - Investimento por aluno no Brasil está abaixo da média dos países desenvolvidos, diz estudo da OCDE
Relatório mostra que professores ganham menos do que os colegas do exterior e, também, do que outros brasileiros com ensino superior. O Brasil investe mais em educação e menos por aluno do que a média dos países da OCDE. Jornal Nacional / TV Globo O Brasil investe mais em educação e menos por aluno do que a média dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de acordo com o estudo Education at a Glance ("Educação em revista", na tradução livre do inglês), divulgado nesta terça-feira (10). O documento de 2019 analisa os sistema de educação de 36 países membros da organização, além de dez outros parceiros, como o Brasil, a Argentina, a China, a Rússia e a África do Sul, entre outros. Os dados mostram que, em 2016, o Brasil investiu 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB) na área de educação, do ensino fundamental ao médio e técnico. O percentual está acima da média dos países da OCDE (3,2%) para o mesmo ano, mas o investimento proporcional por aluno é inferior à média dos países desenvolvidos. Confira os números no gráfico e abaixo, em texto. Confira abaixo o gasto por aluno e nível de ensino: US$ 3.800 por estudante do ensino fundamental 1 (média OCDE: US$ 8.600) US$ 3.700 por estudante do ensino fundamental 2 (média OCDE: US$ 10.200) US$ 4.100 por estudante do ensino médio e técnico (média OCDE US$ 10.000) Os valores levam em conta o poder de compra de cada moeda, e não a taxa cambial. Baixos salários De acordo com Camila de Moraes, analista de educação da OCDE, o baixo custo por aluno no Brasil está relacionado aos baixos salários pagos a estes profissionais no país. O estudo aponta que o salário médio dos professores no Brasil é menor do que na maioria dos países da OCDE, e que também é ao menos 13% menor do que o salário médio dos trabalhadores brasileiros com ensino superior. Confira os números no gráfico e abaixo, em texto. Confira abaixo a média de salário dos professores, por nível de ensino: Professores de ensino fundamental ganham US$ 22.500 anuais (média OCDE US$ 36.200) Professores de ensino médio ganham US$ 23.900 anuais (média OCDE US$ 45.800) Os valores levam em conta o poder de compra de cada moeda, e não a taxa cambial. Ensino superior Apenas 18% dos adultos no Brasil (entre 25 e 64 anos) têm ensino superior completo, menos da metade da média da OCDE (39%). Segundo este relatório, o país está próximo ao perfil mexicano, mas muito abaixo de outros países da América Latina. A taxa de adultos com ensino superior na Argentina é de 36%, no Chile é de 25%, e na Colômbia é de 23%. A OCDE ressalta, entretanto, que durante a última década houve um aumento no acesso ao ensino superior para as gerações mais jovens (25 a 34 anos) que saltou de 11% em 2008 para 21% em 2018. Mas ainda segue muito abaixo da média dos países da OCDE, que é de 44%. Apenas um terço (33%) dos estudantes de ensino superior concluem a graduação no tempo ideal. A média da OCDE é 39%. O estudo diz que 50% dos estudantes tendem a concluir a graduação após três anos do período ideal. Abaixo da média da OCDE, de 67%. Graduação Quase 3/4 dos estudantes de ensino superior brasileiro estão matriculados em entidades privadas, um contraste com outros níveis de ensino. Gastos públicos com ensino superior aumentaram 19% entre 2010 e 2016. Entretanto, gastos por estudantes de instituições públicas esteve abaixo da média em 2016, com US$ 14.200,10 em comparação com a média da OCDE de US$ 16.100. O ensino superior brasileiro é um dos menos internacionalizados dos países da OCDE e parceiros. Apenas 0,2% dos estudantes brasileiros são intercambistas. A média lá fora é de 6% dos estudantes em mobilidade. 0,6% dos estudantes brasileiros estão matriculados no exterior, menos da metade da OCDE (1,6%). Brasil investe por aluno menos da metade da média dos países desenvolvidos Pós-graduação Entre os jovens (25 a 34 anos) que concluíram o ensino superior, a maioria tem apenas o bacharelado. Apenas 0,84% desta população tem mestrado, contra 14,33% da OCDE e para o nível de doutorado, 0,11% dos jovens entre 25 e 34 anos, contra 0,84% da OCDE. Apenas 0,8% dos adultos entre 25 e 64 no Brasil têm um título de pós-graduação do tipo mestrado. A média da OCDE é de 13%. Já no nível de doutorado, apenas 0,2% dos adultos concluíram esta formação, enquanto a média entre os países ricos é de 1,1%. A analista de educação da OCDE no Brasil, Camila de Moraes, afirmou que não são consideradas hipóteses neste relatório e que as explicações para as variações nas taxas dependem do contexto do país. Equidade O estudo ainda mostra que as mulheres brasileiras entre 25 e 64 têm maior probabilidade (34%) de se matricular em um curso superior do que os homens, uma das diferenças entre gêneros mais destacadas entre os países membros da OCDE e parceiros. Essa separação aumenta ainda mais em gerações mais novas, entre 25 e 34 anos, a probabilidade de uma mulher cursar o ensino superior chega a 42%. As mulheres também são maioria em doutorados. No Brasil, 54% das formadas são doutoras, a média da OCDE é 47%. A OCDE aponta, entretanto, que mulheres têm menos chance de ser empregadas do que os homens em qualquer nível de escolaridade, mas ressalta que a diferença se amplifica em níveis mais baixos de educação. Mulheres são maioria nas universidades brasileiras, mas têm mais dificuldades em encontrar emprego Nem-nem Mais de 25% dos jovens entre 18 e 24 anos do Brasil, Colômbia, Costa Rica, Itália, África do Sul e Turquia não estudam e nem estão empregados, são considerados "nem-nem". A média de jovens nesta situação em países da OCDE é de 14%.
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09/09 - UFSCar prorroga inscrições para vestibular indígena até dia 16 de setembro
São oferecidas 65 vagas, sendo uma para cada opção de curso de graduação, nos campi São Carlos, Araras, Sorocaba e Lagoa do Sino em Buri (SP). UFSCar prorroga inscrições para vestibular indígena até dia 16 Lidiane Volpi/UFSCar A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) prorrogou até 16 de setembro as inscrições para o vestibular indígena dos cursos de graduação presenciais com início em 2020. Os candidatos que ainda não se inscreveram terão mais uma semana para entrar no site da Coordenadoria de Ingresso na Graduação (CIG) e preencher a ficha e o questionário socioeducacional. Também será exigida a Declaração de Etnia e de Vínculo com Comunidade Indígena. O documento deve ser inserido pelo candidato no formulário eletrônico até o término do prazo de inscrições e, posteriormente, entregue à UFSCar até a data da prova. O edital completo com todos os passos está disponível no site. 65 vagas Vestibular oferta 65 vagas para candidatos indígenas em vários cursos Caliandra Segnini/G1 São oferecidas 65 vagas, sendo uma para cada opção de curso de graduação, distribuídas entre os campi São Carlos, Araras, Sorocaba e Lagoa do Sino em Buri (SP). Ainda poderá ser acrescida mais uma única vaga por opção de curso, a partir daquelas que não forem preenchidas ao término da seleção específica feita pela universidade para ingresso de pessoas refugiadas. Seleção A prova será realizada no dia 24 de novembro em quatro cidades: Manaus (AM), Recife (PE), São Gabriel da Cachoeira (AM) e São Paulo (SP). É necessário preencher corretamente a declaração de etnia e de vínculo com comunidade indígena, a qual deverá ser inserida pelo candidato no formulário eletrônico até o término do prazo de inscrições. A via original impressa deverá ser entregue à UFSCar até a data da prova. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (16) 3351-8152 ou na seção Fale Conosco do site da CIG-UFSCar. Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
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09/09 - Famerp inicia as inscrições para vestibular 2020 em Rio Preto
Provas para os cursos de medicina, enfermagem e psicologia estão agendadas para os dias 9 e 10 de dezembro. Faculdade de Medicina e Enfermagem de Rio Preto (Foto: (Foto: Divulgação/Famerp) A Famerp, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (SP), abriu nesta segunda-feira (9) as inscrições para os vestibulares de medicina, enfermagem e psicologia para 2020. O edital do vestibular 2020 já foi publicado. As provas para os três cursos estão agendada para os dias 11 e 12 de dezembro. No primeiro dia os vestibulandos farão um prova de conhecimentos gerais e no segundo dia de conhecimentos específicos e redação. No total são 160 vagas oferecidas pela instituição, sendo 80 para medicina, curso com duração de seis anos, 60 para enfermagem, com duração de quatro anos, e 20 para psicologia, com duração de cinco anos. Todas em período integral. O candidato que for realizar a prova pode optar por fazer as provas nas cidades de Bauru, Campinas, Ribeirão Preto, São José dos Campos, São Paulo ou em Rio Preto. A inscrição tem uma taxa de R$ 165 e pode ser feita pelo site da Vunesp, responsável por organizar as provas, até o dia 11 de novembro. Serviço Vestibular Famerp 2020 Inscrições: 9 de setembro a 11 de novembro Provas: 9 e 10 de dezembro Taxa de inscrição: R$ 165 Veja mais notícias da região em G1 Rio Preto e Araçatuba
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09/09 - Inscrições para vestibular 2020 da Unicamp chegam ao último dia; 2,5 mil vagas ofertadas
Universidade havia prorrogado prazo para inscrições, que terminam às 18h desta segunda-feira (9). Formulário deve ser preenchido exclusivamente pela internet. Estudantes durante prova do vestibular da Unicamp 2019, em Campinas. Helen Sacconi/EPTV Terminam nesta segunda-feira (9) as inscrições para o vestibular 2020 da Unicamp. A universidade havia anunciado a prorrogação na última sexta (6). Os interessados devem preencher o formulário exclusivamente pela internet até as 18h. Ao todo, 2.570 vagas são oferecidas em 69 cursos de graduação. Faça a inscrição no vestibular 2020 da Unicamp aqui O prazo limite para o pagamento da taxa de inscrição, no valor de R$ 170, também se encerra nesta segunda. O candidato pode escolher até duas opções de cursos, desde que sejam da mesma área de conhecimento. As opções são: Humanas/Artes Biológicas/saúde Exatas/Tecnológicas A área vai definir como será a prova da segunda fase. Este será o primeiro concurso com provas diferentes na segunda etapa, de acordo com a escolha dos cursos, e redução de três para dois dias de provas. Acesse o edital do vestibular A Unicamp possui três campi, em Campinas, Piracicaba e Limeira. A primeira fase está marcada para 17 de novembro. A segunda acontecerá nos dias 12 e 13 de janeiro de 2020. A lista da primeira chamada de aprovados será divulgada em 10 de fevereiro. Vista aérea da Unicamp, em Campinas Antoninho Perri/Ascom/Unicamp Provas Primeira fase - prova única com 90 questões de múltipla escolha de conhecimentos gerais. Segunda fase - provas dissertativas em dois dias. 1º dia: provas comuns a todos os candidatos: redação (duas propostas de textos e o candidato execute uma); língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa, com oito questões; duas questões interdisciplinares em língua inglesa. 2º dia: matemática com seis questões; interdisciplinar de ciências humanas com duas questões; interdisciplinar de ciências da natureza com duas questões. Provas específicas, conforme a opção de curso. Cidades que aplicam as provas Este ano, a Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest) da Unicamp anunciou mais dois locais no estado de São Paulo que aplicarão as provas: Lorena e Santa Bárbara d'Oeste. Ao todo serão, portanto, 30 cidades paulistas: Araçatuba, Bauru, Botucatu, Bragança Paulista, Campinas, Franca, Guarulhos, Indaiatuba, Jundiaí, Limeira, Lorena, Marília, Mogi das Cruzes, Mogi Guaçu, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santa Bárbara D’Oeste, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Carlos, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba, Sumaré e Valinhos. No Brasil, as capitais Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza e Salvador também recebem o exame. Outras formas de ingresso na Unicamp Vestibular Indígena Inscrições: 02 a 30/9/2019 Modalidade Enem-Unicamp Inscrições: 15/10 a 14/11/2019 Vagas Olímpicas Inscrições: 21/11/2019 a 10/1/2020 Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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07/09 - PISM e Vestibular de Música da UFJF superam 40 mil inscritos em 2019
Nesta edição são 40.200 candidatos; aumento foi de 15% em relação ao ano passado. Etapa de provas de habilidades específicas para o Vestibular de Música começam neste domingo (8). Campus em Juiz de Fora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Carlos Mendonça/Prefeitura de Juiz de Fora O Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism) e o Vestibular de Música da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) registraram 40.200 inscritos no total neste ano. Em relação à 2018, os processos seletivos tiveram 34.862 candidatos, aumento superior a 15%, sendo 5.338 estudantes a mais. A primeira etapa do Vestibular de Música começa neste domingo (8), com duas fases de habilidade específica para os candidatos ao Bacharelado e à Licenciatura em Música. O outro período será para a utilização das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019, que será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro. São 35 vagas, sendo 15 para o bacharelado e 20 para a licenciatura. Já o Pism será realizado nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro, das 13h às 17h30, em Governador Valadares, Juiz de Fora, Muriaé, Petrópolis (RJ) e Volta Redonda (RJ). Serão ofertadas 2.303 vagas, em 76 cursos dos campi de Juiz de Fora e Governador Valadares. “O reconhecimento dos moradores de Juiz de Fora e região demonstra a real atuação e a função social da UFJF para o país. O fato de, a cada ano, mais estudantes procurarem a nossa Universidade é a demonstração concreta de que a sociedade reconhece a importância das universidades públicas e o desejo de ingressar nelas. A UFJF fica muito orgulhosa vendo tanta gente interessada em fazer parte desta instituição”, disse o reitor Marcus David, via assessoria. A pró-reitora de Graduação, Maria Carmen de Melo, considerou que isso indica que as pessoas veem a universidade pública como um espaço onde é oferecido um bom ensino. “A alta procura é um recado da sociedade dizendo que está conosco e nos apoia. Quando os estudantes e familiares optam pela UFJF, mostram que o nosso trabalho tem sido realizado com excelência e aceito pela comunidade”, analisou. Curso de Música da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Caíque Cahon/UFJF Vestibular de Música Os candidatos ao Bacharelado e à Licenciatura em Música da UFJF realizam a primeira etapa das avaliação de habilidades específicas, a prova de Teoria e Percepção Musical, a partir das 8h, com duas horas de duração, no Instituto de Artes e Design (IAD). Segundo o edital, serão avaliados os conhecimentos teórico-musicais e a capacidade em lidar com eles pelos candidatos ao Pism 2020 e ao Vestibular de Música 2020. O exame terá 30 questões objetivas, sendo algumas a serem respondidas com base na audição de trechos musicais gravados. Os conteúdos abordados incluem ritmo; melodia; harmonia; textura; elementos da notação musical; timbres; sinais e termos de expressão e linguagem e estruturação musicais. Nessa etapa, cada questão vale um ponto. Para conseguir a aprovação, o candidato precisa obter uma pontuação igual ou superior a 50%, ou seja, mínimo de 15 pontos. O gabarito da prova será divulgado a partir das 8h do dia 9 de setembro no site da Coordenação Geral de Processos Seletivos (Copese). O recurso para o requerimento da revisão da prova de Teoria e Percepção Musical e do espelho do cartão resposta da prova objetiva, por meio do e-mail vestibular@ufjf.edu.br, no dia 9 de setembro, das 9h às 16h, sendo o resultado encaminhado pelo mesmo meio. A divulgação dos aprovados para prova Prática Musical será disponibilizada partir das 15h do dia 13 de setembro de 2019. A segunda etapa, nos dias 17 e 18 de setembro, ocorre a segunda etapa, com aplicação das provas práticas, no mesmo local, a partir das 8h. Nesse momento são avaliadas a desenvoltura instrumental e técnica dos candidatos e a sua expressividade e compreensão musicais. A prova de prática musical vale 100 pontos. Será considerado apto o candidato que conseguir pontuação igual ou superior a 70% dos pontos, ou seja, o mínimo de 70 dos pontos. O resultado da Prova de Habilidade Específica será disponibilizado a partir das 15h do dia 24 de setembro. Se o estudante não for aprovado em alguma das provas específicas para os cursos de Música, será direcionado para a segunda opção de graduação escolhida no ato de inscrição, desde que a escolha não seja para algum dos cursos de Música. Provas do Programa de Ingresso Seletivo Misto serão realizadas em 30 de novembro e em 1º de dezembrod e 2019 Reprodução/TV Integração Pism 2020 As vagas para o Pism serão distribuídas da seguinte forma: 1.903 vagas em 66 cursos do campus em Juiz de Fora e 400 vagas em dez cursos do campus avançado em Governador Valadares. As provas para os três módulos serão realizadas nos dias 30 de novembro 1º de dezembro, das 13h às 17h30. Os candidatos devem agora aguardar a emissão do comprovante definitivo de inscrição, que estará disponível na Área do Candidato, a partir das 15h do dia 19 de novembro até as 12h do dia 1º de dezembro. O comprovante de inscrição traz informações sobre o local de exame. Nos dias das provas, os estudantes devem apresentar documentação de identificação com foto recente. As notas das provas do Módulo III do Pism serão divulgadas no dia 7 de janeiro de 2020. O resultado final, após a interposição e análise dos recursos, sai no dia 16 de janeiro de 2020. As notas das provas dos Módulos I e II serão divulgadas no dia 10 de março de 2020, sendo o resultado final publicado em 18 de março de 2020.
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06/09 - Meia-entrada: veja perguntas e respostas sobre o tema
Jair Bolsonaro assinou nesta sexta-feira (6) medida provisória relacionada à emissão de carteirinhas estudantis. Entenda como funciona o uso das carteirinhas e o que vai mudar. O presidente da República Jair Bolsonaro assinou nesta sexta-feira (6), uma medida provisória que cria uma carteirinha estudantil digital. Chamado “ID Estudantil”, o documento valerá para alunos dos ensinos fundamental, médio ou superior. Entenda medida em 8 pontos Emissão será gratuita por meio de lojas de aplicativo no celular Caixa Econômica vai oferecer o documento físico de graça Emissão está prevista para começar em 90 dias para o ensino superior e até seis meses para alunos da educação básica MP não prevê veto à emissão de carteirinhas por Une, Ubes e outras entidades Estudante que emitir o "ID Estudantil" vai ter que fornecer dados para banco do MEC Sem citar entidades, Bolsonaro diz que MP é "bomba" e evita que "certas pessoas" promovam o socialismo nas universidades Em maio, polêmica sobre as carteirinhas levou a demissão do presidente do Inep Documento permite que estudantes paguem meia entrada em shows, teatro, cinema e outros eventos culturais Veja abaixo perguntas e respostas sobre a meia-entrada para estudantes e idosos em eventos no Brasil: Como funciona hoje? Uma lei de 2013 prevê que as carteirinhas devem ser emitidas por entidades estudantis de representatividade nacional. O documento assegura meia-entrada aos estudantes em atividades de entretenimento. Vale para alunos de todos os níveis e modalidades de ensino básico e superior. Quem emite as carteirinhas? Tem direito a meia-entrada em eventos de lazer e desportivos os estudantes que comprovarem matrícula em instituição de ensino com o uso de carteirinha expedida "preferencialmente" pela Associação Nacional de Pós-Graduandos, pela União Nacional dos Estudantes (UNE), pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e por entidades estudantis estaduais e municipais filiadas a essas organizações nacionais. Isso quer dizer que, embora haja preferência para a carteirinha de estudante padronizada por essas entidades, o texto do Estatuto da Juventude não invalida o uso de carteirinhas emitidas por instituições de ensino para a comprovação do benefício. A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), as entidades estudantis municipais e os diretórios estudantis e acadêmicos das faculdades também podem emitir o documento. A medida provisória aprovada nesta sexta (6) não prevê veto à emissão de carteirinhas por Une, Ubes e outras entidades. Presidente Jair Bolsonaro fala na cerimônia de assinatura da carteirinha de identificação estudantil nesta sexta (6) TV Globo O que é a lei da meia-entrada? O projeto de lei 4.571, de 2008, estabelece que pelo menos 40% dos ingressos para eventos de lazer e esportivos, como cinema, teatro e espetáculos musicais, devem ser disponibilizados como meia-entrada. O projeto foi protocolado em 2007 pelos ex-senadores Eduardo Azeredo e Flávio Arns. O texto original foi aprovado pelos senadores e seguiu para a Câmara, onde sofreu modificações. Por que existe a regra dos 40%? Na justificativa da proposta, os autores argumentam que a cota para concessão da meia-entrada é importante para que os empresários responsáveis pelos eventos de lazer e desportivos possam ter uma estimativa mais precisa da receita com entrada inteira e com meia-entrada. Defensores da proposta argumentam que, com isso, o preço dos ingressos deveria cair. Quem tem direito à meia-entrada hoje? Estudantes, deficientes e seus acompanhantes, idosos e jovens de baixa renda de 15 a 29 anos, que façam parte de programas sociais do governo, e cuja renda familiar seja de até dois salários mínimos. Ela é válida para quais estabelecimentos? salas de cinema cineclubes teatros espetáculos musicais e circenses eventos educativos, esportivos, de lazer e de entretenimento Qual estudante não tem direito a meia-entrada? Estudante de qualquer idade portando carteirinha de escola de idiomas; Estudante de qualquer idade com comprovante de matrícula de curso que não seja o de ensino regular, profissional, especial e de jovens e adultos. Qual a opinião dos produtores culturais? Profissionais ouvidos pelo G1, quando passou a valer a regra dos 40%, disseram que a medida iria fazer com que o preço dos ingressos diminuísse com o tempo. Segundo a maioria dos produtores, a média da cota de meia-entrada em eventos, antes da então nova regra, oscilava entre 60% e 95%. Antes, o Estatuto do Idoso garantia a venda sem limites de meia-entrada para maiores de 60 anos. No caso dos estudantes, cada estado regulamentava a cota mínima de venda de meia-entrada.
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06/09 - Universidades do RS veem 'retrocesso' e 'fragilização' da ciência com novo corte da Capes
Entidades temem que, com constantes congelamentos de repasses aos programas de pós-graduação, futuro da pesquisa brasileira fique comprometido. Algumas, porém, não conseguem mensurar o impacto do corte, que deve seguir em 2020. Em meio a isso, alunos sofrem com incertezas. No terceiro congelamento de bolsas de pesquisa de pós-graduação deste ano, o Rio Grande do Sul perdeu mais 725 delas. Foi o segundo estado mais atingido, atrás apenas de São Paulo. O anúncio foi feito pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (Capes) na segunda-feira (2). As instituições emitiram notas em relação a essa medida. Elas falam em "retrocesso" e afirmam que as descontinuidades "fragilizam o fomento às atividades". Em levantamento realizado pelo G1, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) foi a instituição que apareceu com mais cortes de bolsas: são 217 que não estão permitindo a indicação de novos bolsistas. Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no momento, são 71 bolsas congeladas. Veja mais dados abaixo. "A paralisação do sistema de pesquisa levará, além da migração dos nossos talentos para outros países, alguns anos para retomar a produção de conhecimento, já que as universidades e seus programas de pós-graduação são responsáveis por 90% da ciência produzida no Brasil", afirma o reitor da UFSM, Paulo Burmann. 'Congelamento' A Capes e o MEC tratam o novo anúncio como um "congelamento" e afirmam que a medida não vai afetar quem atualmente já recebe o benefício. Entretanto, a Capes admite que elas não serão mais oferecidas nos próximos quatro anos, que é o período de vigência previsto caso elas tivessem sido concedidas neste mês. De acordo com o governo, a medida vai representar uma economia de R$ 37,8 milhões em 2019. Ainda segundo a Capes, as bolsas têm vida útil de quatro anos e a economia no período pode chegar a R$ 544 milhões. 'Sem aviso prévio, sem nada, te dizem que teu salário não vai entrar' Pesquisador do Programa Nacional de Pós-Doutorado não sabe se vai conseguir renovar a bolsa Divulgação/Biblioteca Nacional O pesquisador Guilherme Curi, de 38 anos, é formado em jornalismo, tem mestrado em sociologia e doutorado em comunicação e cultura. Atualmente, ele realiza pós-doutorado em comunicação na UFSM. Ele foi selecionado para o Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD) em setembro do ano passado. Neste mês, ele iria renovar a bolsa por mais um semestre. Mas, após receber um aviso da secretaria do Programa de Pós-graduação da UFSM, ele não sabe mais se isso será possível. "Não sei, fui trabalhar, estava preparando aula, estava pesquisando, e fui chamado pela secretaria. Eles disseram que não tinham mais acesso ao sistema, porque a secretaria tinha acesso ao sistema antes. Imagina tu ir trabalhar, e no dia que tu for trabalhar, sem aviso prévio, sem nada, te dizem que teu salário não vai entrar no fim do mês", afirma Guilherme. O pós-doutorando dá aula pelo programa na UFSM. Ele ministra a cadeira de Comunicação e Cultura dos cursos de jornalismo e produção editorial. Além disso, ele pesquisa Migrações Transnacionais e Comunicação e faz parte do Grupo de Pesquisa Migraidh. Com o fim da bolsa, ele não sabe como as coisas vão ficar. "Os meus alunos, não sei como vão ficar. Já tinha um plano de ensino todo programado, e todo plano que a gente tem também na pesquisa, que está em andamento, fazendo entrevistas com imigrantes senegaleses. Totalmente comprometida a pesquisa, grupo de pesquisa, grupo de estudo, tudo". O pesquisador é natural de Rio Grande. Ele conta que divide uma casa em Santa Maria. Ele já havia pago o aluguel até o final do ano. "Até o final do ano estava acertado já. Eu tenho que cumprir com os meus compromissos. Nunca fui informado de nada, nunca chegou nenhuma notícia. Foi do dia para a noite que, na verdade, me chamaram e me falaram que não ia continuar até o fim do ano. Eu estava organizado até o final do ano, tudo certo. Por causa do sistema, e eles mudaram o sistema. Mudaram a regra do jogo no meio do jogo". Doutoranda que foi à Suécia e pode ter bolsa cortada Gabriela Lando é química e fez a carreira acadêmica na UFRGS Arquivo Pessoal A caxiense Gabriela Lando é mestre em Ciência dos Materiais e bacharel em química pela UFRGS. Bolsista Capes no doutorado, passou para uma modalidade da CNPq, que tinha uma bolsa mais robusta, mas retornou à Capes para realizar o doutorado-sanduíche na KTH Royal Institute of Technology, da Suécia. Seu objetivo, com a viagem, era aprender uma técnica de análise pouco usada no Brasil sobre o uso de um laser em amostras a fim de identificar os produtos e subprodutos da degradação. Assim, ela consegue entender como o clima, a temperatura, o solo e outros fatores que contribuem para a decomposição de plásticos e outros materiais, e pode atuar em sua reversão. Em resumo, a pesquisa dela permite que os materiais possam se tornar mais facilmente degradáveis e não afetem o meio ambiente. “Era um dos meus propósitos: aprender a técnica e ensinar aqui na UFRGS a utilização deste equipamento, que já é usado aqui, mas não de modo tão avançado como lá”, explica. Porém, por ter trocado de programa, a bolsa da CNPq ficou suspensa enquanto ela realizava o doutorado. Ao retornar, soube dos cortes, e não poderá reativar o financiamento da CNPq após o encerramento da bolsa Capes. Ou seja, nos próximos sete meses, até a defesa de sua tese, Gabriela corre o risco de não receber pagamento algum. “Eu não tenho mais meu apartamento, que era alugado, em Porto Alegre, e não vou ter como morar na cidade para poder terminar a pesquisa. O doutorado-sanduíche exige que eu fique um ano no país para concluí-lo. E caso não consiga defender ou desista (do doutorado), o contrato nos obriga a devolver todas as bolsas que recebemos. Caso contrário, dívida ativa com a União.” A preocupação dela é que, mesmo que a bolsa seja reativada, ela não deve receber os pagamentos. Como a destinação da bolsa requer dedicação exclusiva à pesquisa, ela teme ficar proibida de assumir um trabalho regular devido à vinculação acadêmica e, ainda assim, não receber o salário mensal. Veja a situação de algumas universidades do RS UFRGS 217 bolsas serão cortas na UFRGS Ramon Moser/Divulgação A Pró-Reitoria de Pós-Graduação da UFRGS constatou que há um quantitativo de bolsas que não estão permitindo a indicação de novos bolsistas. Conforme a instituição, estão nessa situação as bolsas que têm o fim da vigência previsto entre agosto e dezembro. Programa de Apoio à Pós-Graduação - PROAP (programas com conceitos 3, 4 e 5) Bolsas de mestrado suspensas: 28 Bolsas de doutorado suspensas: 28 Programa de Excelência Acadêmica – PROEX (programas com conceitos 6 e 7) Bolsas suspensas: 116 Programa Nacional de Pós-Doutorado Bolsas suspensas de pós-doutorado: 45 UFSM Foram cortas 71 bolsas na UFSM Felipe Truda/G1 A UFSM relatou que, segundo a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP), a "instituição foi informada sobre o corte através da imprensa, pois não houve comunicado oficial à UFSM por parte do órgão de fomento". No momento, foram congeladas 71 das 1.283 bolsas Capes da universidade. Bolsas de mestrado suspensas: 52 Bolsas de doutorado suspensas: 15 Bolsas de pós-doutorado suspensas: 4 Mas, conforme a instituição, há a expectativa de que a redução continue. A PRPGP informa que o sistema da Capes encontra-se atualmente fechado para o cadastramento de novos bolsistas nas modalidades Programa de Demanda Social (DS), Programa de Excelência Acadêmica (PROEX) e Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD). O reitor demonstra preocupação com a situação. Ele disse que os sucessivos cortes são um "equívoco gravíssimo". "Este assunto tem ocupado grande parte dos intensos debates no foro da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) que está tentando reverter a situação diretamente junto ao MEC e em reuniões com parlamentares no Congresso Nacional", afirma Burmann. Além dos prejuízos à pesquisa científica, a instituição coloca a atualização e manutenção de equipamentos e de insumos como agravante. "Todo um histórico de criação, manutenção e aperfeiçoamento do Plano Nacional de Pós-Graduação, resultado do esforço contínuo da sociedade brasileira ao longo das últimas décadas, fica seriamente comprometido. Indiscutivelmente, isto trará repercussão direta na formação de recursos humanos qualificados em todos os níveis e sua migração para outros países, comprometendo o futuro e os anseios legítimos de toda uma nação", diz, por meio de nota, a UFSM. UFPel Universidade Federal de Pelotas (UFPel) informou que terá diversas bolsas cortadas Reprodução/RBS TV A Universidade Federal de Pelotas passou um levantamento preliminar das bolsas congeladas. A instituição ainda aguarda um retorno do Programa de Pós-graduação em Biotecnologia para ter um número definido. Abaixo o número de bolsistas que defendem seus trabalhos entre setembro e dezembro/2019. A instituição acredita que essas bolsas serão cortadas: Bolsas de mestrado suspensas: 14 (de 376) = 3,7% Bolsas de doutorado suspensas: 8 (de 365) = 2,2% Bolsas de pós-doutorado suspensas: 12 (de 68) = 17,6% A instituição informou que a Capes declarou que as bolsas bloqueadas representam 1,94% do financiamento total do órgão. Mas a universidade contesta a informação. "Como pode ser visto, os percentuais na UFPel em cada modalidade são bem maiores, resultado da falta de critério na aplicação da medida. Foram atingidos cursos de todas as áreas e de todas as faixas de avaliação (de 3 a 7)", afirma a nota. "Além disso, a Capes precisa esclarecer se o período considerado para o corte é realmente de setembro a dezembro de 2019, como deu a entender o presidente do órgão na coletiva, ou, como informa no Ofício Circular nº 6/2019-CGSI/DPB/CAPES, tais medidas serão mantidas até o início da vigência da nova concessão", comenta a universidade, via assessoria de imprensa. A dúvida é porque, normalmente, as novas concessões iniciam em março. Neste caso, as bolsas atingidas seriam aquelas que estão ocupadas até fevereiro de 2020 e, portanto, o corte seria ainda maior. "Estamos buscando contato com a Capes para confirmação, até agora sem sucesso, pois é preciso dirimir a dúvida entre a declaração da Capes e seu ofício", conclui a nota. UFFS Além do RS, UFFS também está presente em Santa Catarina e no Paraná Divulgação/Diretoria de Comunicação UFFS A Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) tem 32 bolsas implementadas e mais cinco para implementar. A universidade não sabe se essas bolsas serão retiradas ou não. Além disso, de acordo com a interpretação da entidade sobre o ofício da Capes, as bolsas que estão implementadas não poderão ser repassadas a outros estudantes, quando eles concluírem o curso, fazendo com que a universidade percam suas bolsas. O corte atinge as áreas das ciências agrárias, ciências humanas, ciências de alimentos, ciências sociais aplicadas, exatas e tecnológicas e veterinária. "A UFFS é uma instituição nova, pública federal, criada em 2009. A pós-graduação na UFFS está em processo de estruturação e, por isso, há uma grande necessidade de investimentos públicos para a estruturação de laboratórios, grupos de pesquisas, políticas de internacionalização e intercâmbios. A redução orçamentária das agências fragiliza as IFES, porque o fomento às atividades de pesquisa e pós-graduação vem da Capes, CNPQ, FINEP e agências de fomentos estaduais", informa via assessoria de imprensa. FURG O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Eduardo Secchi, apresentou o número total de bolsas que serão suspensas em setembro. E ressalta que qualquer bolsa que for encerrada nos meses seguintes, até dezembro, também serão suspensas pela Capes. Número de bolsas atingidas em setembro: Programas Demanda Social (PPGs notas 3 a 5) Bolsas de mestrado suspensas: 6 Bolsas de doutorado suspensas: 4 Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD): 3 Programas de Excelência (PPGs notas 6 e 7 da Capes) Bolsas de mestrado suspensas: 10 Bolsas de doutorado suspensas: 5 Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD): 1 Número de bolsas atingidas até o final do ano: Bolsas de mestrado suspensas: 17 Bolsas de doutorado suspensas: 14 Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD): 16 A FURG aponta que várias áreas serão afetadas pelos cortes de diversas maneiras. Nas bolsas de demanda social, a perda é de 9% nas bolsas de mestrado e de 10% nas de doutorado. Entretanto, para outros programas, como o de enfermagem, a perda será de 89% das bolsas de doutorado e de 92% de mestrado. "Isso certamente causará uma perda gigantesca na capacidade de pesquisa de vários programas de pós-graduação da FURG. Vale lembrar que, no primeiro semestre, já houve cortes", afirma Secchi. "As perspectivas para o ano que vem são ainda piores, com uma redução de cerca de 50% no orçamento da Capes. Estes cortes provavelmente levarão a mais perda de bolsas e, portanto, do nosso potencial de pesquisa. Isso pode colapsar o sistema de pós-graduação do país. A pós-graduação é a locomotiva da produção cientifica nacional. Mais de 95% da ciência nacional é realizada nas universidades publicas", acrescenta o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação. O Ministério da Educação já antecipou que, até o fim do ano, nenhuma bolsa que for encerrada será renovada. "Considero estes cortes um grande retrocesso para a pesquisa brasileira, que vinha crescendo consideravelmente nos últimos anos. É inadmissível que um governo reduza drasticamente os investimentos da educação, pois isso afeta diretamente o desenvolvimento da nação brasileira”, afirma a reitora Cleuza Maria Sobral Dias. UFCSPA UFCSPA teve três bolsas de mestrado canceladas Divulgação/Luciano Valério Na UFCSPA, os programas prejudicados são os de biociências e ciências da saúde, que pesquisam áreas como desenvolvimento de vacinas, estudos genéticos, doenças crônicas, epidemias e saúde mental. Os três cortes anunciados até agora atingem cerca de 6% das bolsas da instituição. Bolsas suspensas de mestrado: 2 Bolsas suspensas de doutorado: 1 A partir de 2014, a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre implementou oito novos cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado). Atualmente, são 12 programas, que contam com cerca de 800 alunos. Desses, possuem bolsa 76 mestrandos, 59 doutorandos e 13 estudantes de pós-doutorado. "Os cortes de bolsas tornam difícil o acesso aos cursos por estudantes que precisem se dedicar integralmente à pesquisa e dificultam a continuidade de projetos de pesquisas em desenvolvimento ou implantação", comunica a instituição por meio de sua assessoria de imprensa. PUCRS PUCRS ainda não conseguiu mensurar a quantidade de bolsas nem as áreas atingidas PUCRS/Divulgação A PUCRS ainda não conseguiu mensurar a quantidade de bolsas nem as áreas atingidas, conforme informou por intermédio de sua assessoria de imprensa. Porém, o reitor Evilázio Teixeira afirma que "a suspensão dos cadastramentos de novos bolsistas via Capes deve gerar impactos significativos. Esses efeitos ocorrerão em nossas atividades de pesquisa e em nossos programas de pós-graduação da instituição, com repercussões para os próximos anos." "Precisamos ter em mente que, embora possa parecer um problema exclusivo das universidades, a redução drástica no custeio e investimentos em pesquisa afeta a sociedade brasileira. Neste momento, as universidades estão sendo porta-vozes de algo que extrapola os seus muros. Trata-se da visão de futuro do Brasil e nossa responsabilidade social em investigar e buscar soluções para os problemas complexos da nossa sociedade, gerando desenvolvimento e inovação”, completa. Uniritter Áreas mais afetadas na Uniritter são arquitetura e urbanismo, letras, design e direito Divulgação/Uniritter As áreas mais afetadas na Uniritter são arquitetura e urbanismo, letras, design e direito, considerando a impossibilidade de realocação de bolsas a partir da conclusão das pesquisas. A UniRitter ainda está avaliando possíveis impactos. Bolsas de mestrado suspensas: 8 bolsas-taxa e 5 bolsas integrais Bolsas de doutorado suspensas: UniRitter ainda está avaliando possíveis impactos Bolsas de pós-doutorado suspensas: 2 Em relação ao total de bolsas oferecidas na instituição, aproximadamente, 35% foram cortadas até o momento. Feevale Feevale informou que ainda não consegue medir o impacto dos cortes Divulgação/Universidade Feevale A universidade informou que ainda não consegue medir o impacto dos cortes na quantidade de bolsas que usufrui. "Até que um anúncio oficial seja divulgado, informando os critérios específicos para os cortes, a instituição lida apenas com possibilidades", relata, via assessoria de imprensa. Unisinos Universidade do Vale do Rio dos Sinos diz que "não foi impactada de maneira significativa" Divulgação/Unisinos A Universidade do Vale do Rio dos Sinos diz que "não foi impactada de maneira significativa". "Além dos recursos do governo, a universidade procura desenvolver projetos de pesquisa com empresas buscando outras alternativas para proporcionar aos alunos o acesso à pesquisa", informa, por meio de nota.
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06/09 - Bolsonaro assina MP que cria carteirinha estudantil digital, emitida pelo governo
Hoje, documento é impresso por entidades como UNE e Ubes, que podem cobrar pelo serviço. Equipe do governo defende “desidratar” essa fonte de recursos. Cerimônia de assinatura da carteirinha de identificação estudantil TV Globo O presidente da República, Jair Bolsonaro, assinou nesta sexta-feira (6) uma medida provisória que cria uma carteirinha estudantil digital. Chamado “ID Estudantil”, o documento valerá para alunos dos ensinos fundamental, médio ou superior. Entenda em 8 pontos Emissão será gratuita por meio de lojas de aplicativo no celular Caixa Econômica vai oferecer o documento físico de graça Emissão está prevista para começar em 90 dias para o ensino superior e até seis meses para alunos da educação básica MP não prevê veto à emissão de carteirinhas por Une, Ubes e outras entidades Estudante que emitir o "ID Estudantil" vai ter que fornecer dados para banco do MEC Sem citar entidades, Bolsonaro diz que MP é "bomba" e evita que "certas pessoas" promovam o socialismo nas universidades Em maio, polêmica sobre as carteirinhas levou a demissão do presidente do Inep Documento permite que estudantes paguem meia entrada em shows, teatro, cinema e outros eventos culturais Governo federal vai emitir carteira de estudante de graça Nas lojas em 90 dias A carteirinha poderá ser baixada gratuitamente em um formato de aplicativo nas lojas Google Play e Apple Store. Os dados serão usados na tela do celular, sem necessidade de impressão. Quando for necessário, um documento físico poderá será emitido em parceria com a Caixa Econômica Federal. Assim como a carteirinha tradicional, o documento permite que estudantes paguem meia entrada em shows, teatro, cinema e outros eventos culturais. A emissão, no entanto, só começa 90 dias após a assinatura da MP e publicação no Diário Oficial. Meia-entrada: veja perguntas e respostas sobre o tema Segundo o secretário-executivo do MEC, Antônio Paulo Vogel, o prazo de 90 dias descrito na MP deve valer apenas para o ensino superior. Para outras etapas (ensino fundamental, médio, técnico e profissional), o início da emissão pode levar até seis meses, em razão da demanda. O projeto é conhecido desde a equipe de transição do governo Bolsonaro, que propôs a centralização dos documentos como forma de desidratar o orçamento do movimento estudantil. Sem citar o nome de entidades, o presidente fez críticas aos representantes dos estudantes e disse que o atual modelo de emissão das carteirinhas colabora com a defesa do socialismo. "Essa lei de hoje, apesar de ser uma bomba, é muito bem vinda, vem do coração. E vai evitar que certas pessoas, em nossas universidades, promovam o socialismo. Socialismo esse que não deu certo em lugar nenhum do mundo, e devemos nos afastar deles" - Jair Bolsonaro, presidente O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, citou diretamente as entidades estudantis. "Instituições como a UNE e outras, impregnadas por uma esquerda... O que nós estamos fazendo hoje é libertar cada jovem, cada estudante. Não pagar dinheiro nem para UNE nem para Ubes, para quem quer que seja. Basta acessar a internet e fazer o cadastro", afirmou o ministro. Sem entidades Atualmente, uma lei de 2013 prevê que a carteirinha seja emitida por entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes). Ambas cobram R$ 35 pela carteira, além do frete. Esse serviço é uma das principais fontes de recursos das entidades. A UNE fica com 20% do valor (R$ 7), e a Ubes, com 25% (R$ 10,50). A TV Globo aguarda retorno das duas organizações sobre o número de carteirinhas emitidas nos últimos anos. Além de UNE e Ubes, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), as entidades estudantis municipais e os diretórios estudantis e acadêmicos das faculdades também podem emitir o documento. 'Não estuda nem trabalha' Bolsonaro afirmou que há "muitos estudantes pobres" para os quais o custo atual de R$ 30 para emissão das carteirinhas "faz diferença". Na sequência, fez contas para mostrar o valor que seria arrecadado pelas entidades estudantis. "Eu não sei quantos têm carteira no Brasil, vou chutar aqui uns 20 milhões. Se botaram aí R$ 20, vai dar quanto? R$ 400 milhões. Talvez seja um pouco menos, que seja R$ 100 milhões. São R$ 100 milhões que deixam de sair do bolso de quem trabalha, para ir para o bolso de quem não estuda, nem trabalha" - Jair Bolsonaro O presidente ainda associou a medida à conquista da "liberdade estudantil". "Estou feliz também por poupar o trabalho de uma minoria que representa os estudantes. Eles nem vão trabalhar mais, afinal de contas, agora o seu tempo laboral será zero. Não teremos mais uma minoria para impor certas coisas em troca de uma carteirinha", afirmou Bolsonaro. O secretário de Ensino Superior, Arnaldo Barbosa de Lima, diz que não vão faltar recursos. “Foi um erro histórico se manter distante dos nossos estudantes, dos nossos clientes. Não faltarão recursos para os nossos estudantes, não contingenciamos recursos da assistência estudantil”, disse Lima, sem citar os bloqueios de recursos para universidades e livros didáticos. Ministro diz que espera desbloqueio de 1/3 da verba da Educação nos próximos 2 meses Capes corta 5.613 bolsas a partir deste mês e prevê economia de R$ 544 milhões em 4 anos Cadastro unificado No material divulgado à imprensa, o Ministério da Educação afirma que o estudante que fizer a carteirinha digital terá que concordar em ceder seus dados pessoais “para a composição do cadastro unificado e para utilização no ciclo das políticas públicas estudantis”. Segundo o MEC, esses dados vão compor uma base unificada, junto com informações como o histórico escolar e a frequência do aluno em sala. O ministério pretende usar essas informações, tanto de modo agrupado quando de um aluno específico, para "formular políticas" e acompanhar o desempenho dos estudantes. Demissão Em maio, uma polêmica sobre as carteirinhas levou à demissão do então presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Elmer Vicenzi. O instituto é responsável pelas principais avaliações de grande porte do país, como o Enem e o Revalida. O MEC queria usar o banco de dados dessas inscrições para a emissão dos documentos estudantis. O pedido de mudança nas regras de sigilo, para que esse acesso fosse liberado, chegou a ser feito por Vicenzi. Representantes de uma diretoria do Inep e da área jurídica emitiram pareceres contrários, e foram exonerados à época. Simulação do ID Estudantil Divulgação/MEC
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06/09 - As creches que nunca saíram do papel, desamparando milhares de famílias brasileiras
Relatórios de órgãos especializados apontam 'problemas sistêmicos' e 'ineficiência' em programa federal de fomento à educação infantil, com prejuízos financeiros aos cofres públicos e a crianças que não conseguem vagas. Construção de creche paralisada em Gravataí (RS) em 2018, segundo a CGU, que identificou outras cerca de 4 mil obras semelhantes inacabadas Divulgação/CGU Faz mais ou menos cinco anos que as mães do Jardim Ouro Fino, nos extremos de Paranaguá (cidade de 153 mil habitantes no litoral do Paraná), ouviram das autoridades locais da época que o bairro periférico ganharia sua primeira creche, um posto de saúde e uma escola municipal. O terreno já havia até sido escolhido. "A expectativa foi muito grande. As mães que tinham filhos de um ano acharam que quando eles tivessem dois anos já estariam na creche", conta à BBC News Brasil Ana Marta Moraes de Paula Villamayor, presidente da associação do bairro. Essas crianças cresceram e nunca conseguiram frequentar aquela creche porque a obra nunca saiu do papel. O terreno, relembra Villamayor, acabou sendo reivindicado por um proprietário particular, a disputa foi parar na Justiça "e hoje tem um sobrado no lugar onde a gente achava que seriam a nossa creche, escola e posto de saúde". A obra não realizada é 1 entre 7 creches planejadas e nunca executadas em Paranaguá dentro do Proinfância, Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil, lançado há 12 anos pelo governo federal (ainda sob Luiz Inácio Lula da Silva) e em curso até hoje, com o objetivo de dar assistência e dinheiro a municípios que queiram construir e equipar creches, para garantir o acesso de crianças à educação infantil. E o caso da cidade litorânea paranaense está longe de ser exceção. Brasil tem 1.085 obras de creches e pré-escolas paradas e menor repasse de verbas desde 2009 Um relatório de 2018 da Controladoria-Geral da União calculou um prejuízo de cerca de R$ 800 milhões aos cofres públicos por obras não concluídas do Proinfância, ante problemas que se arrastam por governos distintos - em âmbito federal e municipal – e que evidenciam, segundo especialistas, não apenas corrupção, mas também falhas de planejamento, entraves políticos e ineficiência com o dinheiro do contribuinte. O mesmo relatório da CGU apontava que, até maio de 2018, de 8.824 obras previstas pelo Proinfância, menos da metade (3.482) haviam sido concluídas e só 1.478 estavam em funcionamento. "Mesmo quando as obras estão 100% concluídas, não há certeza de que todas estejam de fato funcionando como escola", explica à BBC News Brasil Maria Cristina Manella Cordeiro, procuradora do Ministério Público do Rio de Janeiro e coordenadora de um grupo de trabalho para fiscalizar obras do Proinfância. "Certa vez, visitei uma creche em Alagoas que estava pronta, equipada até com bercinhos. E estava fechada havia dois anos, porque tinha sido construída pelo prefeito anterior e o prefeito seguinte não queria inaugurá-la, para não dar crédito para o antecessor." A obra só foi inaugurada depois da pressão do Ministério Público, conta Cordeiro. 'Problemas sistêmicos' Disputas políticas do tipo são apenas um entre os muitos entraves encontrados na construção de creches públicas pelo Brasil. A ONG Transparência Brasil monitorou, ao longo de dois anos, projetos de 135 centros de educação infantil em 21 municípios do Sul e Sudeste do país. E identificou que a maioria deles apresentava "problemas sistêmicos, do planejamento à entrega". Isso inclui, por exemplo, problemas nos editais e na condução das licitações das obras, problemas com os terrenos (alguns inexistentes, em disputa judicial ou inadequados) e má fiscalização das obras por parte das prefeituras – algumas das quais recebem das empreiteiras as creches supostamente "concluídas", mas cheias de problemas de infraestrutura e acabamento, segundo a ONG. "O panorama das obras monitoradas revela a baixa eficácia do programa nas localidades analisadas, com menos de uma em cada cinco obras previstas tendo sido entregue no período observado", diz o estudo da Transparência Brasil, publicado em junho deste ano. "Outra face dos resultados decepcionantes é a grande parcela de obras canceladas: 40% das obras acompanhadas não vão ser concretizadas", prossegue o texto. "De maneira geral, as obras do Proinfância são, na melhor das hipóteses, entregues com alguns meses de atraso, e na pior, iniciadas e abandonadas por anos a fio, sem perspectiva de retomada e gerando desperdício de recursos públicos." 543 grandes obras na área da educação estão paradas; contratos superam R$ 3,6 bilhões Segundo Manoel Galdino, diretor-executivo da Transparência Brasil, um dos diversos percalços enfrentados pelo programa foi a adoção, entre 2012 e 2015, de um modelo chamado "metodologia inovadora", que tinha objetivo agilizar e baratear a execução das obras. Creche concluída em Uberlândia (MG) é a única pronta entre 21 obras monitoradas pela Transparência Brasil na cidade: outras 19 foram canceladas, e uma aguardava início da construção Divulgação/Transparência Brasil A ideia era dividir os municípios do país em quatro seções, cada uma delas sob a responsabilidade de uma empreiteira, que executaria o mesmo tipo de obra em todas as cidades dentro da sua região. Com isso, a promessa era de ganhar com a escala dos projetos. Não foi o que aconteceu, segundo órgãos de controle e a Transparência Brasil, que identificou um "massivo abandono das obras pelas empresas selecionadas para executar os projetos", levando a um "fracasso" desse modelo. "Como cada empresa tinha tecnologia própria, nenhuma outra empresa conseguia reassumir as obras abandonadas", diz Galdino à BBC News Brasil. "Virou um abacaxi. Obras abandonadas têm mato, invasão, depredação. Retomar as obras ficava muito caro, e às vezes tinha-se que começar tudo de novo, do zero." Custos financeiros e sociais É um retrato, diz Galdino, da mesma ineficiência vista com o dinheiro público em tantos outros projetos de infraestrutura e abastecimento pelo país. "Vemos isso também em [licitações de] merenda, unidades básicas de saúde, educação. (...) Não tenho números para comprovar, mas minha percepção é de que a ineficiência custa mais até do que a corrupção. Além disso, na ineficiência é mais fácil haver corrupção, já que falta fiscalização." Um exemplo vem do Mato Grosso do Sul, onde uma auditoria do Tribunal de Contas da União verificou, em 2017, "a contratação de empresas sem demonstração de capacidade técnico-operacional" para a construção de creches e outras pequenas obras públicas em cidades sul-matogrossenses, que acabaram atrasadas ou paralisadas. O prejuízo financeiro aos contribuintes no caso foi de R$ 3,6 milhões, mas o Tribunal de Contas cita também o "prejuízo social de extremo impacto": em três dos municípios que ficaram sem creche, a estimativa é de que 672 crianças permaneciam "sem ter acesso a ações de educação pública infantil" por causa das obras inacabadas. No âmbito nacional, a Controladoria-Geral da União estimou, em março de 2018, que "o Proinfância tinha o potencial de criar 1,8 milhão de novas vagas [em creches], mas esse número não deve ter ultrapassado as 500 mil". Especificamente nas obras paralisadas pelo país, a CGU apontou que os atrasos prejudicavam, no ano passado, mais de 99 mil crianças. O déficit de vagas em creches é uma das principais demandas na educação brasileira, uma vez que apenas 35,6% das crianças menores de 3 anos e 11 meses do país são atendidas em estabelecimentos de educação infantil, segundo dados de 2018 do IBGE compilados pela ONG Todos Pela Educação. Para especialistas em primeira infância, um atendimento especializado e de qualidade nessa faixa etária é importante não apenas para permitir que seus pais possam trabalhar durante o dia, mas também para aproveitar o amplo potencial de crianças pequenas em desenvolver habilidades cognitivas e sociais, com profundos impactos em sua vida acadêmica, profissional e pessoal no futuro. Creche concluída em Paranaguá (PR); outras sete obras semelhantes na cidade nunca saíram do papel Divulgação/Transparência Brasil De 21 obras, 1 só foi concluída Diferentes órgãos de monitoramento encontraram problemas no Proinfância pelo país. Em Uberlândia (MG), a Transparência Brasil e o Observatório Social de obras da cidade selecionaram 21 projetos de creches para monitoramento ao longo de dois anos. Dessas, uma única obra foi concluída até junho de 2019 - outras 19 foram canceladas, e uma aguardava início da construção. MEC quer construir 4,9 mil creches até 2022, reestruturando o programa Pró-Infância; veja pontos dos 'Compromissos pela Educação Básica' "Vemos que os prefeitos assinam os convênios e depois não têm interesse em executar as obras, porque é difícil manter as creches", opina Vladimir Rodrigues, do Observatório Social de Uberlândia. A mesma lógica, diz ele, vale para projetos de creches criados por emenda parlamentar. "O deputado cria a emenda e faz aquela média [com os eleitores], aparece na TV e depois esquece o que tem que fazer [para a obra de fato existir]. Até construir e entregar a creche tem um longo caminho." Uma questão importante, diz a procuradora Maria Cristina Cordeiro, é que, ao assinar os convênios para a construção de creches, os municípios muitas vezes já recebem uma parcela do dinheiro do governo federal – mesmo que a creche nunca saia do papel. "A maioria das vezes esse dinheiro não é devolvido pelos municípios. Agora, queremos trabalhar para pedir a devolução, e que esse dinheiro não vá para o caixa único da União, mas sim para financiar outras obras de creches paradas. Ou seja, que o dinheiro seja usado para o fim a que estava (originalmente) destinado." O financiamento para a construção de creches vem do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), uma autarquia do governo federal. Por email, a assessoria do órgão explica que cabe aos governos municipais contratar e gerir as obras de creches e que o FNDE ajuda com orientações técnicas, capacitação e assistência. "Considerando que a execução e conclusão dos empreendimentos é de responsabilidade dos entes beneficiados, informamos que não há como definir a quantidade de obras que serão entregues. Cumpre registrar que os entes devem finalizar as obras dentro do prazo de vigência dos Termos de Compromissos firmados com o FNDE", diz nota do órgão. "Destacamos que o FNDE trabalha para materializar sua missão de prestar assistência técnica e financeira, com vistas a executar ações que contribuam para uma educação de qualidade a todos." Pouco mais de um terço das crianças menores de 3 anos e 11 meses do país tem vagas em creches Matheus Brandt/BBC Brasil O que fazer? Para Manoel Galdino, da Transparência Brasil, existe uma grande dificuldade em conciliar interesses políticos, elaboração correta de projetos e uso eficiente do dinheiro público. "A questão não é saber como desenhar melhor (o programa), mas sim ter critério técnico ao aprovar os projetos, apoio técnico para gerenciar e fiscalizar – e esse apoio hoje não é eficiente – e superar os entraves políticos", opina. Em Paranaguá, no litoral paranaense, pelo menos um bairro carente se beneficiou de uma nova creche recente. No Jardim Iguaçu, a obra, que havia começado em 2012 e também sofrido com atrasos, paralisações e depredações, foi concluída e aberta à população no final do ano passado, explica Muriel Syriani Veluza, vice-presidente do Observatório Social da cidade. As outras sete que foram canceladas já deixaram uma população carente por vagas, diz ela. "Fomos de bairro em bairro (onde as creches estavam planejadas), e a demanda existe." No Jardim Ouro Fino, cuja história abre esta reportagem, a solução por enquanto é entrar na lista de espera de creches em bairros próximos, mas a fila às vezes leva mais de um ano. E, para levar os filhos diariamente às creches vizinhas, pais e mães precisam atravessar de bicicleta ou ônibus a rodovia PR-407, trajeto nem sempre seguro. A presidente da associação do bairro, Ana Marta Villamayor, afirma que ainda há tratativas com as autoridades para tentar obter uma creche, mesmo que em um novo terreno e com um novo projeto. "Aquelas crianças (que cinco anos atrás esperavam vagas) já cresceram, mas tem outras nascendo que futuramente vão precisar de vagas."
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