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11/12 - Convocado pela Câmara, Weintraub reafirma que há produção de drogas em universidades federais
À Comissão de Educação da Câmara dos Deputados ele disse que há "plantações de maconha" e "laboratórios de droga" nas universidades federais; o G1 mostrou que os casos citados foram investigados e não geraram processos contra as instituições. Ministro da Educação, Abraham Weintraub, fala nesta quarta-feira (11) à Comissão de Educação da Câmara dos Deputados Marcelo Camargo/Agência Brasil O ministro da Educação, Abraham Weintraub, reafirmou nesta quarta-feira (11) a existência de plantações de maconha e laboratórios de produção de drogas nas universidades federais. Para embasar a fala, o ministro exibiu uma série de reportagens sobre o tema. A declaração foi dada à Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, que convocou o ministro para esclarecer uma entrevista concedida por ele no fim de novembro, quando Weintraub declarou pela primeira vez que as universidades são "madraças de doutrinação" e "tem plantações extensivas" de maconha, além de os laboratórios de química estarem desenvolvendo droga sintética, a metanfetamina. Criticado à época por não apresentar provas, Weintraub publicou em uma rede social reportagens sobre o consumo de maconha e drogas sintéticas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e na Universidade de Brasília (UnB). As reportagens, entretanto, não indicam participação ou anuência dos gestores das universidades. Um levantamento feito pelo G1 em novembro apontou que nenhum processo foi aberto contra os reitores das instituições. Interferência nos campi Na Câmara, o ministro defendeu que há uma "epidemia de drogas", disse que "as estatísticas" mostram que o consumo de drogas nas universidades é o dobro do uso geral no país. Com isso, ele defendeu a interferência da Polícia Militar nos campi das universidades. “As universidades estão sim doentes, estão pedindo o nosso socorro", disse o ministro. "Eu sou a favor da autonomia universitária para pesquisa, para ensino. Pode ensinar o que quiser, falar de Karl Marx, não tem problema. Agora, a PM tem que entrar nos campi”, afirmou Weintraub. Reitores criticam ataques No início do mês, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes) entrou na Justiça para pedir que o ministro da Educação também explique as alegações de que há "plantação de ervas para produção de drogas” nas universidades federais brasileiras. Na Câmara, Weintraub se defendeu: “Eu não falei em momento algum que a culpa é dos reitores", afirmou. "Falei que a situação é tão dramática que há plantação em algumas. Não acusei reitores, professores, técnicos. Eu sou professor concursado de uma universidade federal”, disse Weintraub. Ele também questionou sua presença entre os parlamentares e disse que o MEC vive a "maior revolução na área do ensino". "O símbolo máximo é que sai o kit gay e entram livros para as crianças”, afirmou o ministro, referindo-se ao projeto 'Escola sem homofobia', voltado a educadores e não a crianças, que foi apelidado de 'kit gay' e ganhou repercussão durante as eleições. É #FAKE que Haddad criou 'kit gay' para crianças de seis anos Fala interrompida Após o segundo bloco de perguntas, o ministro da Educação foi interrompido por interferência de representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE). Jovens tentaram abrir um guarda-chuva com inscrições em tinta branca e a oposição defendeu a permanência dos manifestantes. Governistas criticaram a interferência e, pelo microfone, disseram que “a mamata vai acabar... puxadinho do PCdoB”. Momento de tumulto durante comissão da câmara que pede esclarecimento a Weintraub sobre dizer que há "plantações de maconha" e "laboratórios de droga" nas universidades federais Reprodução/TV Câmara Deputados foram à área onde estavam os membros da UNE, tanto para defender quanto para atacar. Por fim, os dois representantes da UNE (incluindo o presidente Iago Montalvão) sentaram-se junto a parlamentares de oposição, nas cadeiras do plenário. A reunião chegou a ser suspensa por 5 minutos. Quarta vez Esta foi a quarta convocação do ministro da Educação pelo Congresso desde a posse no cargo, em abril. Em maio, em meio aos bloqueios do orçamento das universidades federais, o ministro foi às comissões de Educação da Câmara e do Senado, e também falou ao plenário da Câmara. A convocação mais recente foi aprovada na última quarta (4). A Comissão de Educação aprovou cinco requerimentos para que o ministro explicasse as declarações dadas ao “Jornal da Cidade Online”, em que Weintraub relacionou as universidades federais à produção de drogas.
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11/12 - 'Laurent não liga para o recorde do Guinness', diz pai do garoto gênio que largou a faculdade aos 9 anos
Em entrevista ao G1, Alexander Simons, pai do menino belga que estava prestes a se tornar o mais jovem do mundo a receber um diploma de graduação, disse que ele vai terminar a faculdade e pular para o doutorado em uma das melhores instituições dos EUA. Conheça a rotina de Laurent Simons na reportagem do Fantástico Laurent Simons é o garoto belga de poucas palavras, bochechas vermelhas, franja em cima do olho e QI de 145 que ganhou fama mundial por estar prestes a concluir a graduação de engenharia elétrica aos 9 anos de idade. Mas ele voltou a ser o centro das atrações nesta semana por outro motivo: abandonar a carreira. A notícia foi divulgada nesta segunda-feira (9) pela Universidade Tecnológica de Eindhoven, onde ele estava matriculado, e confirmada ao G1 pelo pai de Laurent, Alexander Simons. Caso tivesse concluído o curso aos 9 anos, ele provavelmente conquistaria o título de mais jovem graduado do mundo, recorde do Guinness Book que, oficialmente, pertence a um americano desde 1994, que se formou em antropologia aos 10 anos. "Laurent tem até os 10 anos e 6 meses" para bater o recorde atual, detalhou Alexander, em entrevista por telefone na tarde desta terça-feira (10). "Mas Laurent não liga para o recorde do Guinness. É legal ter, mas, se ele quisesse ser o primeiro, ele não teria tirado férias aos 8 anos", continuou o pai do garoto. "A questão é que esse não é o objetivo do Laurent. Não é como ganhar um prêmio Nobel. O cara que comeu um monte de hambúrgueres também está no Guinness" – Alexander Simons Na tarde desta terça-feira (10), Laurent Simons publicou uma foto em seu perfil no Instagram sem muitos detalhes sobre seus próximos planos Reprodução/Instagram Disputa sobre a data de formatura Ambas as partes deram o mesmo motivo para a decisão que as separou: os pais de Laurent queriam que ele concluísse o curso em dezembro, apenas dez meses após ele iniciar a graduação. Já a universidade, em nota, afirmou que, do ponto de vista deles, o estudante precisaria de mais cerca de seis meses para fazer os exames restantes, e que poderiam concluir a carreira em meados de 2020, "um cronograma fenomenalmente rápido", considerando que a graduação regular dura três anos. "A universidade gostaria de ressaltar que, para o Laurent, nenhuma concessão foi feita em termos dos requisitos de qualidade para os estudos. Seu percurso de estudo cumpre as regulações de educação e avaliação do programa de bacharelado em engenharia elétrica" – Universidade Tecnológica de Eindhoven, em nota Segundo a nota, a diferença entre o garoto e os demais estudantes era a permissão para que ele fizesse as atividades práticas mais rapidamente e realizasse exames em datas distintas. "Isso, porém, não é incomum. Estudantes especiais, como os que praticam esporte de elite, podem ter um cronograma modificado se existem boas razões para isso." Da sua parte, Alexander afirmou que a universidade já havia concordado com o cronograma inicial, que se encerraria neste mês, mas começou a criar empecilhos e reduzir o ritmo depois de descobrir que a família havia aceitado um convite de uma das melhores universidades do mundo para que o garoto, após a graduação, fizesse um doutorado (PhD) lá. "Ele já tinha quase terminado. Eu tenho e-mails, o cronograma dele, a faculdade dizendo que ele concluiria em dezembro. Quando o Laurent estava sozinho com eles, eles perguntavam com quem ele estava falando. Ele disse que nós iríamos para os Estados Unidos. Foi quando os problemas começaram a acontecer", relatou o pai. Segundo ele, o combinado de que Laurent fizesse os exames todas as sextas-feiras passou a ser descumprido pela universidade. "De repente, eles levaram três semanas para preparar o próximo exame. Se você fizer assim, claro que vai levar mais seis meses ou um ano para ele terminar." A universidade, por sua vez, afirmou que as portas seguem abertas ao garoto, caso os pais decidam acatar o cronograma. "Temos orgulho de dizer que nossa equipe, especialmente Peter Baltus, professor e mentor de Laurent, demonstraram muita dedicação em guiar e ajudar Laurent. Seus supervisores adoraram trabalhar com ele, não só por causa de seu enorme talento, mas também porque ele é um garoto muito amoroso e inquisitivo" – Universidade Tecnológica de Eindhoven, em nota Rumo aos Estados Unidos Desde que o garoto chamou a atenção aos 8 anos, por ter sido aprovado em diversas universidades para cursar a graduação, a família de Laurent tem recebido diversos convites que podem moldar o futuro dele. Em 2018, os pais decidiram matriculá-lo na Universidade Tecnológica de Eindhoven, uma instituição holandesa que, segundo o ranking QS, é a 102ª melhor universidade do mundo. "Escolhemos Eindhoven porque ficava nos Países Baixos, era conveniente para nós, não estávamos tão prontos para emigrar. E eles tinham a [empresa] Phillips, conversamos sobre uma colaboração com ela, eles têm muitos equipamentos de saúde, e o Laurent se interessa por isso", explicou Alexander. Desde que a notícia da graduação então iminente do menino rodou o mundo, porém, novos convites começaram a bater à porta. "Só hoje de manhã recebi convites de mais duas universidades", disse o pai, que afirma não repassar todas as informações ao filho para blindá-lo do estresse excessivo. No entanto, um dos convites recebidos recentemente era irrecusável: Alexander diz que o nome da instituição ainda é confidencial, mas que se trata de uma universidade dos Estados Unidos que está no "top 10" do ranking QS. A princípio, o plano da família é se mudar de Amsterdã, nos Países Baixos, para a Antuérpia, na Bélgica, e reformar uma casa recém-comprada lá pelos próximos meses. A mudança para os Estados Unidos só deve acontecer a partir de março de 2020, para que Laurent retome e conclua o curso de graduação em engenharia elétrica na universidade americana – para isso, é provável que ele tenha que refazer alguns dos exames. Em seguida, ele deve iniciar um doutorado (PhD) também em engenharia elétrica. Alexander ressalta que, por causa de seus talentos, a instituição o aceitaria para o programa de pós-graduação mesmo que ele tivesse apenas o diploma do ensino médio. "Não tem a ver com diplomas. Ele diz que não quer nada até atingir seu objetivo, que é órgão artificiais, quantos ele conseguir. Ele quer estudar medicina, física, matemática, as matérias que ele acha serem necessárias para chegar a esse objetivo. Por enquanto, é engenharia elétrica, e ele vai conseguir o diploma." – Alexander Simons, pai de Laurent O garoto belga Laurent Simons tem 9 anos, QI de 145 e estava prestes a concluir a graduação em engenharia elétrica na Universidade Tecnológica de Eindhoven, na Holanda Reprodução/Instagram
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10/12 - Garoto que estava prestes a ser o mais jovem graduado na universidade abandonou o curso
Laurent Simons estudava engenharia elétrica na Universidade Tecnológica de Eindhoven, mas, segundo a instituição, uma disputa sobre o prazo da formatura fez os pais decidirem tirá-lo do curso. 'Novo Einstein': conheça a rotina do menino de nove anos que vai se formar em engenharia O garoto belga Laurent Simons, de 9 anos, estava perto de se tornar a pessoa mais jovem do mundo a conquistar um diploma de graduação, mas ele decidiu abandonar a faculdade de engenharia elétrica que cursava nos Países Baixos depois de uma disputa entre seus pais e a instituição sobre a data de formatura. A notícia foi anunciada pela Universidade Tecnológica de Eindhoven nesta segunda-feira (9). Em um comunicado, a instituição afirmou que o pai de Laurent, Alexander Simons, "repetiu seu desejo explícito de que seu filho obtivesse o diploma de bacharelado com 9 anos". O problema é que o aniversário de dez anos do menino se avizinha: ele nasceu em 26 de dezembro de 2009. Como ele começou a faculdade de engenharia elétrica em março deste ano, a universidade diz que ele precisaria completar um curso que normalmente dura três anos em apenas dez meses. "Laurent é um garoto com talento sem precedentes, e cujo ritmo de estudo é excepcional. Porém, a universidade não considera que esse prazo é factível, tendo em vista o número de exames que ele precisaria fazer antes de seu décimo aniversário, em 26 de dezembro", disse a Universidade Tecnológica de Eindhoven. Em uma reunião na segunda-feira (9), a instituição diz que ofereceu aos pais um cronograma que permitiria a formatura do estudante em meados de 2020. "Isso seria, de todas as formas, um cronograma fenomenalmente rápido", diz o comunicado. "Na nossa opinião, essa linha do tempo oferecia a Laurent a oportunidade de desenvolver suficientemente as habilidades associadas à fase final de seu programa de estudos, como insight, criatividade e análise crítica, sem pressão desnecessária sobre esse estudante de nove anos." QI de 145 Laurent conseguiu ser aprovado em diversas universidades quanto tinha apenas oito anos. Isso porque ele acabou cursando um total de seis séries escolares em apenas um ano e meio, com aulas particulares. Com um QI estimado em 145, o garoto não tem um plano definido de carreira, apenas um objetivo principal: desenvolver órgãos humanos artificiais. Laurent Simons se tornaria em dezembro o mais jovem graduado do mundo EVN
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10/12 - Udesc divulga listão dos aprovados no vestibular 2020/1
Resultado foi divulgado nesta terça-feira (10) à tarde, no site da instituição catarinense. Estudantes na Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis Diorgenes Pandini/NSC A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) divulgou no fim da tarde desta terça-feira (10) o resultado do vestibular de verão 2020/1. Os aprovados podem conferir a lista completa no site da instituição de ensino. Confira a lista de aprovados para a Udesc O site da universidade, por volta de 17h15, apresentava lentidão. Muitos tentavam acessar o resultado ao mesmo tempo. Os estudantes aprovados na primeira chamada devem fazer a matrícula em 6 e 7 de fevereiro. As aulas começam a partir de 17 de fevereiro. Segundo a instituição de ensino, 8.054 candidatos se inscreveram para as provas. O índice de abstenção foi de 16,45%. Ao todo, foram oferecidas 1.425 vagas de 52 cursos de graduação. Veja mais notícias do estado no G1 SC
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10/12 - 'Por que o meu filho gosta de ver mil vezes o mesmo desenho?'
A repetição é uma parte importante do aprendizado de crianças, sobretudo as menores. É assim que elas dão sentido ao que aprenderam - e encontram conforto e segurança. As crianças aprendem e consolidam a informação por meio da repetição e precisam ver e rever até consolidar seu entendimento Getty Images/BBC Logo ao acordar, Bruno, de quase três anos, invariavelmente pede para assistir ao desenho de Os Três Porquinhos. Depois, ele reencena a história com seus brinquedos, várias vezes por dia. Pedro, da mesma idade, adora ver os mesmos livros infantis de sua coleção, repetidamente. Ana Gabriela, de sete anos, chegou a pedir para ver o filme dos Detetives do Prédio Azul três vezes no mesmo dia. Como manter uma alimentação saudável na infância Estados precisaram racionar vacina BCG, aplicada em recém-nascidos Pais, às vezes irritados de ter de ver os mesmos desenhos e repetir insistentemente as mesmas brincadeiras, muitas vezes se perguntam: por que as crianças ficam obcecadas por alguns objetos, personagens e histórias? Será que elas não cansam? "As crianças aprendem e consolidam a informação por meio da repetição. Elas precisam de diversas reproduções para realmente aprender - na primeira vez que veem um desenho, por exemplo, vão prestar atenção às cores; na quarta vez talvez foquem sua atenção na história, na linguagem ou no arco narrativo", explica à BBC News Brasil Rebecca Parlakian, diretora-sênior de programas da organização americana Zero to Three, que promove políticas voltadas a crianças de zero a três anos. "É assim que as crianças vão consolidando seu entendimento em uma coisa única." "Para nós, adultos, é uma repetição. Para elas, crianças, é uma reelaboração", diz Patricia Corsino, professora-associada da Faculdade de Educação da UFRJ e coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa em Infância, Linguagem e Educação da universidade. "Isso se manifesta também nas brincadeiras de ir e voltar, nos pedidos de 'de novo' aos adultos quando eles fazem algo que agrada as crianças", explica a professora. "Nem sempre isso é feito pelos mesmos motivos por cada uma delas, mas o objetivo costuma ser o de se apropriar daquilo ou de buscar o afeto que sentiram (durante a brincadeira), para elas entenderem a si próprias dentro deste mundo tão complexo." Entrar na brincadeira é bom... As duas especialistas explicam que, quanto mais os adultos entrarem no jogo, mais criarão momentos para afeto, para a interação com as crianças e até para a ampliação do repertório delas. 'As crianças não precisam de muitas coisas. Precisam de poucas, mas com muita intensidade', diz professora Divulgação/Arquivo Parlakian começa lembrando que é bom limitar o uso de telas, mas ressalta que os pais podem, ao ver o mesmo desenho com as crianças, elaborar conversas e atividades a partir do que assistiram juntos. "'Vamos contar os números junto com o personagem?' ou então 'Como você acha que o personagem se sentiu naquele momento?'. Outra ideia é, depois de assistir, desligar a TV e fazer um jogo com base no desenho. Com isso, você transfere o que está na tela para a vida real, algo que normalmente não acontece com crianças pequenas se elas meramente assistirem ao desenho", diz a especialista. No caso de contos clássicos como Os Três Porquinhos, por exemplo, é possível ampliar o entendimento da criança contando a ela as diferentes versões existentes da história ou brincando de reencenar. "A exposição à mesma história com leves diferenças ajuda as crianças a consolidar o que aprenderam", diz Parlakian. "E reencenar as ajuda a entender como os personagens se sentem, o que as ajuda a desenvolver empatia." Mesmo sem mudar a história, mas escolhendo bons livros que possam ser lidos com prazer muitas vezes, os pais e cuidadores estarão dando grandes oportunidades para as crianças se desenvolverem, diz Patricia Corsino. "As crianças não precisam de muitas coisas. Precisam de poucas, mas com muita intensidade." ... mas se encher da repetição é compreensível Não tem nada de errado, no entanto, se os pais cansarem de assistir ao mesmo desenho pela milésima vez. "É natural os pais falarem que não querem mais e estabelecerem seus próprios limites", diz Corsino. Outra ideia é buscar a variedade dentro do mesmo tema, para expandir os horizontes da criança e dar a elas mais informações a respeito das coisas que elas tanto gostam. Parlakian conta que, aos três anos, sua filha adorava brincar de montar mesa de piquenique. "Certa vez, eu fiquei tão entediada de vê-la fazer isso pela milésima vez que sugeri: 'vamos fazer um piquenique de verdade no quintal?' Meu filho também teve uma fase em que ficou obcecado por caminhões. Então busquei mais livros sobre o tema e fiz com ele um passeio até um lava-rápido." E a repetição continua Repetição também traz sensação de conforto e segurança BBC Embora a repetição seja mais visível ao redor da faixa etária de dois a quatro anos, a vontade de ver/ouvir o mesmo filme, desenho ou história continua ao longo da infância e da adolescência, em graus diferentes. Isso porque a repetição, além de reforçar o aprendizado, traz uma sensação de conforto e segurança. "Muitos leem os livros do Harry Potter diversas vezes, e até mesmo adultos gostam de assistir várias vezes ao mesmo seriado. Essa previsibilidade e consistência nos faz sentir bem", prossegue Parlakian. "Mas, do ponto de vista das crianças, isso é ainda mais forte, porque o mundo tem tantas coisas novas acontecendo o tempo todo, e tantas estão fora do controle delas." Para crianças pequenas, ao redor dos dois a quatro anos, às vezes é o caso de simplesmente querer exercer sua autonomia - por exemplo, quando ela sempre insiste em usar um determinado par de sapatos e entra em crise se ele estiver sujo. "Para crianças dessa idade, o poder de fazer essa escolha (da peça de roupa) é algo muito forte, o que explica a crise de birra quando ela não consegue fazê-la", agrega Parlakian. "Nesses casos, minha sugestão é explicar por que aquele determinado sapato não pode ser usado naquele momento, validar o sentimento da criança (ou seja, dizer a ela que você entende sua frustração) e dar a ela a chance de escolher: 'você tem duas ótimas opções: pode usar o sapato x ou y'. Como elas são muito movidas pelo desejo pela autonomia, oferecer-lhes opções às vezes lhes dá a sensação de controle." Pode ser um sinal de que há algo errado? Na imensa maioria dos casos, diz Parlakian, a repetição é parte perfeitamente saudável do desenvolvimento infantil, e em geral as crianças são bastante flexíveis - têm suas preferências por livros e filmes, mas topam assistir ou brincar de coisas diferentes com frequência. Parlakian só adverte a prestar atenção caso a criança não esteja tendo prazer na brincadeira ou se mostre extremamente inflexível, ou seja, apresente sinais de estresse durante a brincadeira e repita tudo exatamente do mesmo jeito, sempre -, já que esse tipo de comportamento é comum em crianças do espectro autista. Vale lembrar, porém, que um diagnóstico do tipo só pode ser confirmado em consultas individualizadas com especialistas.
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10/12 - MEC vai detalhar regras para padronizar emissão de diploma digital de graduação
Secretário de Educação Superior afirmou nesta terça que medida deverá estar presente em todas as universidades que podem emitir e registrar diplomas até 2022. O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta terça-feira (10) que vai divulgar uma nota técnica detalhando regras de padronização dos diplomas de graduação no formato digital. A previsão da pasta é que todas as universidades com prerrogativa legal para a emissão e registro dos diplomas tenham o mecanismo até 2022. O que é o diploma digital? O diploma digital é o mesmo documento que comprova a formação de um universitário no ensino superior, mas em um formato digital que segue uma série de regras definidas pelo governo federal para garantir sua veracidade; A emissão e registro do diploma digital segue os mesmos critérios do diploma físico – por lei, as faculdades podem emitir diplomas, mas o registro que certifica e valida o documento só pode ser dado pelas universidades (públicas ou privadas), que têm autonomia legal para isso; Esse formato de diploma já existe desde abril de 2018, quando o MEC, ainda sob a gestão do ex-ministro Mendonça Filho, publicou uma portaria criando o mecanismo; Em abril de 2019, o ex-ministro Vélez Rodríguez publicou uma segunda portaria, regulamentando o formato do diploma digital; A gestão atual do MEC afirmou que, nesta terça-feira (10), vai divulgar uma nota técnica especificando o padrão que os diplomas digitais devem ter e está "elaborando a manifestação técnica sobre os apontamentos do relatório". Padronização Arnaldo Barbosa de Lima Junior, secretário de Educação Superior (Sesu) explicou que, por ter autonomia, uma universidade pode emitir diploma de seus alunos, e também emitir o registro desse diploma – um documento necessário para o reconhecimento da conclusão daquele curso. Já as faculdades só podem emitir o diploma, e os alunos que concluem cursos nelas precisam buscar uma universidade para conseguir o registro. Esse processo pode levar, por lei, até 120 dias. "Os alunos que estão em regiões mais pobres e que demoram muito para ter esse diploma", disse ele. “Estamos tentando consertar um erro histórico e tentando nos aproximar mais dos nossos alunos." A ideia é que, até 2022, todas as instituições que possam emitir esse registro garantam que os diplomas tenham os atributos do formato digital, mesmo que ainda existam na versão física. "A gente vai ter todo um processo de acompanhamento com as instituições para que os padrões sejam atingidos. Por isso até 2022 estaremos mapeando e todos vão ter o diploma digital", afirmou Cristiane Lepiane, coordenadora-geral de Regulação da Educação Superior do MEC. Ela afirmou que, por enquanto, a iniciativa vale apenas para diplomas de graduação, mas que a medida pode se estender aos cursos de pós-graduação no futuro. Algumas instituições já adotaram o novo formato, como a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), como mostrou essa reportagem do Bom Dia Paraíba de abril deste ano: Estudantes da UFPB substituem o diploma de papel por diploma digital Redução de gastos com pessoal Lima Júnior afirmou que as instituições seguirão tendo autonomia para definir seus processos de emissão de diploma e de registro de diplomas emitidos pelas faculdades e ressaltou que o diploma digital já era uma possibilidade. Mas, com a nota técnica anunciada nesta terça, a ideia, segundo ele, é "dar todas as possibilidades para as universidades começarem a emitir diploma [no formato digital]". Ele disse que a inciativa é uma "inovação tecnológica" que vai modernizar o processo de emissão e registro do diploma com um menor custo ao cidadão e "à prova de falsificações". O secretário afirmou que, em um teste realizado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o formato digital se mostrou mais rápido e barato. A média do tempo que a instituição leva para emitir o diploma caiu de 80 dias para dez, e o custo, de R$ 380 para R$ 85, principalmente por causa da redução do custo com mão de obra dos servidores. Ele citou ainda o alto número de diplomas falsos encontrados por uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro. "Com a Operação Nota Zero, os diplomas falsos, o número chega a 350 mil diplomas falsos emitidos em 5 anos. Cerca de R$ 700 milhões em fraudes", afirmou ele. "Você acaba com mercado secundário e possibilita que preços sejam cada vez mais baixos", disse o secretário. Deflagrada em 2018, essa operação investigou 11 escolas particulares de vários municípios do Rio de Janeiro, que eram suspeitas de emitir diplomas falsos do ensino fundamental e médio, e não tem relação com os diplomas do ensino superior. Veja mais no vídeo abaixo: Em 2018, a Polícia Civil do Rio de Janeiro investigou 11 escolas particulares pela emissão de diplomas falsos do ensino básico (*Sob supervisão de Ardilhes Moreira)
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10/12 - Comissão da Câmara aprova relatório final com críticas à gestão do MEC
O documento aponta 'fragilidade do planejamento e da gestão' da pasta, indica metas atrasadas, mudanças na estrutura, entre outros pontos. O relatório final com críticas à gestão do Ministério da Educação foi aprovado por unanimidade nesta terça-feira (10) na Comissão Externa da Câmara. O documento aponta "fragilidade do planejamento e da gestão" da pasta, indica metas atrasadas, mudanças na estrutura organizacional que interferiram na execução de projetos, entre outros pontos. O relatório possui sugestões de atuação para o MEC "melhorar a condução de políticas educacionais" e aponta prazos para a execução das propostas. O relatório final incorporou sugestões dos deputados, como a recomendação de que o Ministério da Educação desse apoio a estados, Distrito Federal e municípios para implementar o ensino técnico. O texto deverá ser encaminhado ao presidente da Câmara, à Comissão de Educação que poderá aprovar os projetos sugeridos, e ao MEC. Diagnóstico do MEC planejamento e a gestão do MEC estão muito aquém do esperado não apresentou Planejamento Estratégico para 2019 metas do Plano Nacional de Educação (PNE) estão atrasadas nem todas as Secretarias publicaram seus planos de trabalho e os publicados não apresentam priorizações, clareza nas metas, prazos ou responsáveis para as ações propostas as mudanças na estrutura organizacional criaram sobreposições de atividades e lacunas de atuação em áreas fundamentais menor número de agentes em cargos de confiança com experiência, se comparado aos dois últimos governos os cargos de maior nível hierárquico são ocupados em grande maioria por homens, enquanto os cargos de nível inferior são ocupados por pessoas do sexo feminino número de exoneração nos cargos de confiança, flagrantemente superior à gestão anterior instabilidade e falta de continuidade na gestão atual baixa execução orçamentária em diversos programas Política Nacional de Alfabetização (PNA) não foi implementada implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) segue com diversos pontos de indefinição não existe uma Política de Formação Docente falta de transparência na Comissão criada pelo Inep para avaliar a pertinência do Banco Nacional de Itens (BNI) com a "realidade social" do Brasil iniciativas do governo nos processos de escolha e nomeação de reitores e na distribuição de recursos de forma arbitrária e de contingenciamento seletivo em Universidades colocam em risco a autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial das instituições de ensino superior Principais recomendações Elaborar e publicar o Planejamento Estratégico até fevereiro de 2020 Aprofundar, alinhar e divulgar planos de trabalho até março de 2020 Criar um Observatório da Gestão Educacional, plataforma online com metas, objetivos e indicadores de desempenho até abril de 2020 Priorizar e quantificar as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), com comunicação clara e transparente até março de 2020 Aprimorar ferramentas de acompanhamento do PNE até março de 2020 Tornar a Instância Permanente de Negociação entre a União, Estados, Distrito Federal e os Municípios ativa, e publicar datas e atas de suas reuniões em site oficial até janeiro de 2020 Implementar a Política Nacional de Alfabetização (PNA) até março de 2020 Compatibilizar Políticas de Alfabetização com as de Educação Básica até março de 2020 Alinhar o PNA com o Estatuto do Índio até janeiro de 2020 Analisar o Custo-efetividade dos gastos discricionários até julho de 2020 Homologar as novas Diretrizes Curriculares Nacionais de Formação Inicial e Continuada de Professores até janeiro de 2020 Implementar as Novas Diretrizes para Formação até julho de 2020 Coibir cortes e contingenciamentos no orçamento das universidades durante toda a legislatura Prestar apoio técnico às instituições de ensino superior para ampliarem a arrecadação própria até outubro de 2020 Realizar a conclusão da consulta pública do Future-se até março de 2020 Apresentar os indicadores da proposta do Future-se até março de 2020 Garantir a previsibilidade de repasse de recursos para as universidades até março de 2020 Instituir cronograma geral dos marcos da implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) até fevereiro de 2020 Ampliar a Acessibilidade do Enem até a publicação do edital 2020, com revisão do Banco Nacional de Itens e inclusão de novas tecnologias visando a acessibilidade Divulgar a existência da comissão de demandas até a publicação do edital 2020 Compatibilizar Enem digital às necessidades de acessibilidade até junho de 2020 Adequar o Enem ao Novo Ensino Médio até janeiro de 2021 Aplicar o Enem em duas etapas, a primeira com base na BNCC e a segunda de acordo com os itinerários formativos até janeiro de 2023 Revisar modelo do projeto piloto do Enem Digital até junho de 2020 Garantir a segurança e o sigilo do Banco Nacional de Itens (BNI) ) e a nãointerferência nos conteúdos da prova até junho de 2020
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10/12 - Relatório denuncia perseguição a acadêmicos e universidades no mundo, com destaque inédito ao Brasil
Publicação anual da Scholars at Risk dedica pela primeira vez capítulo ao país, destacando mudança de conjuntura alarmante para a liberdade das universidades após eleição presidencial. Em 2018, após decisão judicial que determinou retirada de faixa com dizeres 'Direito UFF Antifascista', ela foi substituída por outra, denunciando: 'Censurado'; episódio é mencionado no relatório Free to Think 2019 Marcelo Sayao/EPA Com cinco edições publicadas, o relatório anual Free to Think, que monitora a perseguição a acadêmicos e a universidades em todo o mundo, já teve estampadas em sua capa fotos do Irã, da Turquia, do Paquistão e Egito. Na edição de 2019, quem ocupa a primeira página do relatório é o Brasil. A capa traz uma imagem de estudantes protestando no Rio de Janeiro em maio contra cortes de orçamento e bolsas anunciados pelo governo federal, capturada por Ricardo Moraes, da agência Reuters. Pela primeira vez, o Free to Think ("Livre para pensar", em tradução livre) traz também um capítulo dedicado ao Brasil, afirmando que "pressões significativas no ensino superior brasileiro aumentaram na véspera e no período posterior às eleições presidenciais de 2018". Nas edições anteriores, o Brasil não foi mencionado. O relatório, de caráter qualitativo, cita na edição de 2019 declarações de membros e iniciativas do governo federal brasileiro cortando investimentos para instituições e disciplinas específicas, como a sociologia e a filosofia; apresenta ainda ações que, de acordo com o documento, limitam a autonomia das universidades; e episódios de pressão, por agentes policiais e civis com motivações políticas, contra campus durante e depois das eleições presidenciais. O destaque inédito ao Brasil justifica-se não necessariamente pela dimensão da perseguição a acadêmicos no país em comparação com o resto do mundo, e sim a uma mudança na conjuntura, explicou à BBC News Brasil Robert Quinn, diretor executivo da organização sem fins lucrativos que produz o relatório, a rede internacional Scholars at Risk ("Acadêmicos em risco"), baseada na Universidade de Nova York. A publicação detalha ainda os casos da China, Índia, Sudão e Turquia e abrange o período de setembro de 2018 a agosto de 2019. Quinn, doutor em filosofia e com uma trajetória de prêmios e passagens por organizações dedicadas à promoção científica e aos direitos humanos, diz que além do relatório, outra atividade do Scholars at Risk é receber pedidos de assistência por acadêmicos que denunciam estar sendo vítimas de perseguição. A rede, que está celebrando 20 anos de existência, recebeu em sua história 34 solicitações desse tipo vindas do Brasil — 30 delas no último ano, o que fez a rede acompanhar mais de perto a situação do país e depois incluí-lo no relatório. "Eu não leria a imagem como dizendo: o Brasil foi o pior país do mundo no ano passado. Isto seria injusto", afirmou, falando de Nova York em entrevista via chamada de vídeo. "Mas acho que o que ela está dizendo é: o Brasil está aqui, e isto é novo." "Há algo acontecendo e precisamos olhar para isso. Não quer dizer que há um grande problema, mas significa que precisamos analisar. E, quando olhamos, uma parte dos incidentes foi muito bem pronunciada por representantes do governo ou políticos no Brasil. Algumas destas falas circularam pelo mundo", diz. O presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia de posse do Ministro de Estado da Educação, Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), nesta terça-feira (9). FáTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO O relatório apresenta, por exemplo, declarações do ministro da Educação, Abraham Weintraub, e do presidente Jair Bolsonaro. Uma delas foi uma entrevista de abril em que Weintraub afirmou que as universidades federais Fluminense (UFF), da Bahia (UFBA) e de Brasília (UnB) teriam cortes de verba por promover "balbúrdia" em vez de buscar excelência acadêmica, segundo ele. Outra fala do mesmo mês incluída no documento foi referente às disciplinas de filosofia e sociologia, que de acordo com o ministro poderiam ter verbas para seus cursos cortadas por não serem rentáveis. Esta posição foi endossada por Bolsonaro no Twitter, onde ele escreveu que a medida teria o objetivo de "focar em áreas que gerem retorno imediato ao contribuinte, como veterinária, engenharia e medicina". A reportagem solicitou posicionamento dos ministérios da Educação e Ciência e Tecnologia na manhã de segunda-feira (9), mas não obteve resposta até esta publicação. Fazendo uma analogia com a medicina, Quinn diz que há casos em que a tensão entre as universidades e o poder é crônica, ou seja, se expressa de uma forma saudável, por meio de debates públicos e protestos, por exemplo. E há os casos agudos, em que a tensão é liberada em forma de violência e perseguição. Para ele, a escalada de casos do Brasil que chegaram à organização indicam que o país pode estar chegando em sua fase aguda. "Baseado na história em outros lugares, temos um alarme do que pode acontecer e do que pode piorar. A situação (no Brasil) é preocupante." "Acho que o maior sintoma de todos no Brasil, pois é algo que se observa historicamente, voltando literalmente a séculos atrás, é a construção artificial do 'outro' por aqueles que estão no poder. Esta criação não se vale do conhecimento, da racionalidade ou de evidências, mas de emoções, energia negativa e uma remissão a um passado imaginário 'puro'". "No ensino superior, isso se manifesta com governos, partidos ou representantes importantes do poder mirando um acadêmico em especial ou uma disciplina particular como estrangeira, não tradicional". Ainda que o relatório lembre que os cortes nestas universidades e disciplinas não tenham sido concretizadas, Quinn diz que tais falas contribuem para um cenário de cerceamento à liberdade de pensamento — que não deve ser orientado apenas pelo critério da rentabilidade, ele destaca. "No nosso histórico de casos, por exemplo, vemos que qualquer disciplina pode se tornar um alvo", aponta o diretor. "Há alguns anos, tivemos o caso de um professor na Tunísia que lecionava uma disciplina sobre saúde pública, e trabalhava especificamente com mortalidade infantil. Você pode perguntar: por que isto se tornaria algo político? Porque o governo, e se tratava de uma ditadura, estava mentindo sobre a mortalidade infantil — a situação era muito pior do que estava sendo divulgado." "Se você considera a história da União Soviética, por exemplo, os físicos lideravam a dissidência. Mas nunca pela física em si, pelas fórmulas. Era porque eles queriam conversar com físicos de outros países, mas eram impedidos de viajar." "Hoje, no cenário contemporâneo, há países, como o Irã, que tentam recrutar físicos para participar de seus programas nucleares. E, se eles se negarem, vão para a prisão." É também lembrado no relatório sobre o caso brasileiro um decreto presidencial de maio que alterou os procedimentos para nomeação de órgãos vinculados à administração federal (não apenas instituições de ensino). Na visão de entidades que se manifestaram sobre o decreto, como o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) e a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) do Ministério Público Federal, ele poderia afetar diretamente a autonomia das universidades públicas. Isto porque o texto abre caminho para que o governo, e não mais os reitores, designem nomes para cargos de vice-reitor, pró-reitor, diretores e vice-diretores de faculdades. Pressão vinda da Justiça e de grupos políticos em campus brasileiros Além de ações do governo federal, o relatório aponta para decisões de juízes e ações policiais em universidades no contexto eleitoral, motivadas por acusações de que estudantes e professores estariam se manifestando partidariamente em espaços públicos. Foi o caso do confisco, por decisão judicial, de uma faixa pendurada na Universidade Federal Fluminense (UFF) com as palavras "Direito UFF Antifascista"; ou de folhetos de uma associação de docentes da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) intitulados Manifesto em defesa da democracia e das universidades públicas. TRE autoriza recolocação de faixa na faculdade de direito da UFF O relatório Free to Think lembra que, no final de outubro de 2018, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia concedeu medida cautelar suspendendo ações de busca e apreensão, autorizadas por juízes de Tribunais Regionais Eleitorais, em universidades de todo o país. Do período eleitoral, o documento denuncia ainda relatos de ataques e assédios de grupos civis com motivações ideológicas contra estudantes da Universidade de Fortaleza (Unifor); Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio); Universidade Federal do Pará (UFPA); e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Por fim, o relatório apresenta recomendações específicas para o caso brasileiro, como a investigação e eventual punição de autores de incidentes em que membros da comunidade universitária tenham sido colocados em risco; e o recuo de declarações e políticas que estigmatizem e ataquem o ensino superior do país. Em relação às 30 solicitações de assistência do Brasil recebidas pelo Scholars at Risk (SAR) no último ano, a entidade disse que seis estão sob acompanhamento de fato, enquanto as outras não puderam ser atendidas diretamente pela organização, sendo direcionadas a outras formas de assistência. "Em relação às outras 24 aplicações, algumas não atenderam aos critérios de bolsa ou risco. Como é possível observar em nossas ações, como o Free to Think, o SAR está preocupado com as pressões no setor da educação superior no Brasil que estão impactando todos os acadêmicos e estudantes do país. Devido aos recursos limitados e um crescente volume de pedidos de assistência, nossos serviços de proteção priorizam aqueles que relatam experiências de ataques e ameaças diretos", diz nota enviada à reportagem. A rede SAR foi fundada em 1999 e tem seções em diferentes partes do mundo, principalmente na América do Norte, Europa e África. Na América Latina, a rede tem colaboradores que participam anonimamente no monitoramento e verificação de incidentes. Nos casos mais graves de perseguição a acadêmicos, o Scholars at Risk tem um projeto que organiza asilo para que pesquisadores possam trabalhar e morar em outros lugares em que não estejam sob risco; há também serviços de assistência e campanhas para casos de acadêmicos presos. A organização tem apoio da Universidade de Nova York, onde é sediada, e recebe doações individuais e de outras entidades, como a Vivian G. Prins Foundation, Open Society e National Endowment for Democracy. Preocupação que perdura na Turquia No período abordado pelo relatório, o Scholars at Risk diz ter coletado relatos de centenas de incidentes em 56 países. No entanto, alguns deles, como o Brasil, ganharam neste ano capítulos em particular: foi o caso da Índia, Turquia, Sudão e China. A Turquia tem destaque importante por seu quarto ano consecutivo, já que a organização recebeu relatos de "ataques extraordinários" no ensino superior do país. Lá, acusados de traição e terrorismo, milhares de acadêmicos enfrentam processos judiciais e prisões por terem assinado em 2016 uma petição crítica às ações repressivas do governo contra os curdos. Alguns são vítimas da chamada "morte civil", ou seja, foram demitidos de seus cargos públicos, proibidos de assumir novas posições e de deixar o país legalmente. Há ainda no país outros casos de perseguição a pessoas e grupos considerados opositores que não necessariamente têm relação com o episódio da petição. Manifestantes protestam em marcha do Dia do Trabalhador em Ancara, na Turquia, nesta segunda-feira, dia do 1º de maio de 2017; ativistas pediram aumento salarial e melhores condições de trabalho Burhan Ozbilici/AP Na China, a histórica perseguição a acadêmicos se intensificou no último ano, com um aumento nas demissões, prisões, restrições de viagens daqueles considerados divergentes, por sua postura crítica, origem étnica ou religiosa, das diretrizes do Partido Comunista no país. No Sudão, que viveu uma onda de protestos que levou em abril à queda do então presidente Omar al-Bashir, as universidades foram alvo de repressão, com força de segurança se valendo de prisões e violência, às vezes letal, contra estudantes e professores manifestantes. Mesmo após a queda de al-Bashir, foram relatados casos de ataques perpetrados por grupos paramilitares. Já denúncias vindas da Índia também não são novidade, mas viram uma piora no último ano, segundo o relatório. Foram registrados conflitos graves entre grupos internos de estudantes; ou com grupos externos e milícias, muitas vezes motivados por divergências religiosas, étnicas ou ideológicas; ou ainda com a polícia. O relatório apresenta também casos de acadêmicos que foram retaliados profissionalmente pelas próprias instituições de ensino às quais estavam vinculados, como em demissões motivadas por opiniões por eles expressas. Na entrevista à BBC News Brasil, Robert Quinn reconheceu que o formato do relatório não é quantitativo, com uma precisão como a de uma pesquisa demográfica por exemplo. "Ao mesmo tempo, avaliamos que temos uma amostra representativa razoavelmente boa, pelo menos dos casos mais notáveis que aconteceram no ano passado", diz o diretor da organização. "Nossa metodologia está no nosso relatório e em nosso site, para que todos possam explorá-la." Quinn diz que vê o trabalho do Scholars at Risk como estando no meio do caminho entre o poder e as ideias, onde estão os acadêmicos e as universidades - "o trabalho deles é gerar ideias, fazer perguntas, o que por definição se choca com o poder", aponta. Mas esse poder é sempre político? Para o entrevistado, a resposta dá destaque justamente à América Latina. "Sem dúvidas há pressão também do poder econômico, e não surpreenderia se os números apontassem para a América Latina como vivendo um problema maior nesse sentido — mas eu precisaria checar os dados. Acadêmicos que trabalham com direitos fundiários, particularmente dos povos indígenas, ou aqueles que trabalham com meio ambiente muitas vezes entram em contato, e muitas vezes em conflito, com interesses corporativos e comerciais." O embate entre o poder e as ideias, ele diz, acontece há séculos — mas há "algo diferente hoje", fazendo das ameaças aos acadêmicos e ao livre pensamento algo global. Quinn atribui esta globalização dos riscos a uma combinação de fatores — alguns que considera positivos: a democratização do ensino superior em todo o mundo e do acesso à internet; e o encurtamento de fronteiras, com o transporte e as tecnologias. "Tudo isso está se combinando para formar um clamor pelo restabelecimento da expertise, da curadoria do conhecimento. No passado, quando a educação não era nem um pouco democrática, muito elitista, a curadoria do conhecimento acontecia pela limitação do acesso" "Mas parece que hoje estamos tendo muito mais dificuldade em filtrar as informações de qualidade do que é ruído." "A ironia é que, ao meu ver, isso faz das comunidades acadêmicas mais importantes do que nunca. A sociedade civil precisa da contribuição de uma expertise responsável e com interesse público para orientar o acesso à informação. Então, trata-se de um momento verdadeiramente único, mas não sem riscos."
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10/12 - 'They' é a palavra do ano, segundo dicionário Merriam-Webster
Palavra pode ser usada tanto para homens ou mulheres no plural, e também para quem se identifica como 'não-binário'. Escolha se deu análise de dados; pronome teve pico de buscas após declarações de celebridades e eventos do ano. O dicionário online americano Merriam-Webster escolheu o pronome "They" como a palavra do ano. A palavra em inglês pode ser usada para homens ou mulheres, no plural. Neste ano, o dicionário acrescentou mais uma definição ao pronome: a de que se refere pessoa que se identifica como não-binária, ou de gênero neutro (nem masculino, nem feminino). A escolha se deu por uma análise de dados, de acordo com o dicionário, após crescimento nas buscas. "Os pronomes estão entre as palavras mais usadas no idioma e, como outras palavras comuns (pense, faça e tenha), elas tendem a ser ignoradas pelos usuários do dicionário. Mas, no ano passado na medida em que as pessoas encontraram cada vez mais o uso 'não-binário' para o termo, vimos pesquisas por 'they' crescerem dramaticamente", afirmou Emily Brewster, editora sênior da Merriam-Webster, em um comunicado. Os picos durante o ano, segundo o Merriam-Webster, foram: Em janeiro, durante a Paris Fashin Week, a presença da modelo não-binária Oslo Grace pode ter motivados as buscas pelo termo. Outro momento foi em abril Em abril, a congressista americana Pramila Jayapal falou sobre o filho não seguir regras referentes a gênero Em junho, durante as celebrações do Pride (Orgulho, em inglês). No Brasil, pode ser entendido como 'Orgulho LGBTQI+' (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, queer ou questionando, intersexo, assexuais e arromânticos, entre outros) Em setembro, o cantor e compositor Sam Smith declarou ter se tornado 'não-binário' e pediu para ser tratado pelo pronome 'they' Em 2018, a palavra do ano para o dicionário Merriam-Webster foi "Justiça" e, em 2017, "Feminismo". Em 2016, foi "Surreal". Sam Smith, que se identifica como 'não-binário', durante show no Lollapalooza 2019 Fábio Tito/G1 'Emergência climática' Para o Dicionário Oxford, a "Palavra do ano" é, na verdade, uma expressão: "emergência climática". Ela foi divulgada em novembro. Segundo o próprio dicionário britânico, o uso do termo aumentou mais de 100 vezes desde setembro de 2018. Os dados foram coletados em um banco com milhões de palavras em inglês. Em 2018, a palavra do ano para o Dicionário Oxford foi "Tóxico". Em 2017, "Youthquake", que homenageia a revolução promovida por jovens. Em 2016 foi "Pós-verdade" e, em 2015, "Emoji". Manifestantes fecham o trânsito em Washington em protesto por ações contra o aquecimento global Kevin Lamarque/Reuters
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10/12 - Educação é a área que mais cresce em cursos de especialização no Brasil, diz instituto
Aulas focadas em inovação acadêmica e gestão atraem profissionais de pedagogia que buscam acompanhar as novidades do mercado, de acordo com o Semesp. Os cursos de especialização em educação ocuparam o topo do ranking de vagas abertas em 2019 no Brasil, de acordo com o Instituto Semesp, que reúne as empresas mantenedoras do ensino superior. A abertura de vagas segue uma tendência da busca por qualificação no setor, de acordo com a entidade. A área concentra 35% da oferta de vagas, acima de ciências sociais, negócios e direito (31%) e saúde e bem estar social (24%). O diretor da entidade, Rodrigo Capelato, afirma que o índice é puxado principalmente por cursos de inovação acadêmica e gestão que atraem, sobretudo, profissionais da pedagogia. O ranking está na pesquisa "Cursos de especialização lato sensu no Brasil", produzido pelo Semesp. A entidade usou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Dados (Pnad Contínua) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e informações do Ministério da Educação. No cenário, a modalidade que mais cresce é o ensino a distância (EAD), com 37,5% das vagas ofertadas. Infográfico mostra a porcentagem de vagas em especialização no Brasil, por área, em 2019: educação se destaca, com 35% delas Elida Oliveira/G1 De acordo com a análise do Semesp, as vagas em especialização subiram 74% em 2019, à frente do mestrado (18%) e doutorado (9%). “A educação está tendo uma revolução com novas metodologias. Apesar de a pessoa ser formada em pedagogia, ela ainda pode estar totalmente fora deste mundo novo. São tecnologias inovadoras que ninguém conhece direito, como sala invertida, aprendizado baseado em projetos, entre outras formas de ensinar” -- Rodrigo Capelato, diretor do Instituto Semesp. Capelato afirma que os cursos de pedagogia têm um currículo muito focado em teoria, e a graduação não consegue formar profissionais para os avanços rápidos que ocorrem dentro das escolas. Na opinião dele, a especialização consegue se adaptar às mudanças mais rapidamente por ter um currículo mais flexível. Investimento nos professores Dados do mais recente Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês) apontam que países que investem na valorização dos professores e em ações que diminuem a desigualdade entre escolas e alunos tendem a ter melhores resultados na aprendizagem dos estudantes. Entretanto, Capelato faz a ressalva de que, no Brasil, são os alunos que majoritariamente bancam os custos das especializações e que faltam investimentos governamentais para incentivar a formação continuada. Infográfico mostra a porcentagem de vagas de especialização, presenciais e EAD, por área Elida Oliveira/G1 Na avaliação do diretor do Semesp, a EAD tem crescido no segmento por ser aplicada em cursos que se adaptam à realidade de quem busca especialização: são pessoas acima de 30 anos, que já trabalham, e querem progredir na carreira, seja um diretor buscando aprimoramento ou um professor que procura outras posições. Veja o perfil dos estudantes de especialização lato sensu no Brasil, segundo o Instituto Semesp Ana Carolina Moreno/G1 Qualificação x mercado de trabalho Outra pesquisa feita com base em dados da Pnad Contínua, divulgada pelo G1, aponta que há mais trabalhadores qualificados do que vagas no mercado de trabalho. Quase 4 milhões de brasileiros que cursaram faculdade não encontram uma colocação que exija formação superior. Na avaliação de Capelato, é comum em um cenário de crise que as pessoas busquem se especializar, seja para manterem o emprego ou para uma recolocação no mercado de trabalho. "Quem se forma no ensino superior e vai concorrer a uma vaga não encontra, e acaba se candidatando para vagas de nível médio. Para não cair nisso, as pessoas têm buscado uma especialização para poderem concorrer às poucas vagas que exigem qualificação de nível superior", analisa. "A graduação não te faz melhorar de vida, mas te dá empregabilidade. Por outro lado, as vagas que exigem qualificação estão mais concorridas, e as pessoas têm corrido atrás [de uma boa formação]", afirma Capelato. Desigualdade de gênero Os dados do Semesp apontam que a maior parte dos estudantes de especialização (62,2%) são do gênero feminino. São mulheres que buscam se qualificar para manterem a competitividade no mercado de trabalho. Entretanto, elas ainda estão ganhando menos que seus pares do sexo masculino. O Índice de Desenvolvimento de Gênero (IDG), divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) nesta segunda-feira (9), aponta que as mulheres no Brasil estudam mais, porém possuem renda 41,5% menor que os homens. Confira mais detalhes da pesquisa Pnud no vídeo abaixo: ONU divulga ranking do Índice de Desenvolvimento Humano; Brasil ocupa a 79ª posição
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10/12 - Enem 2019 para pessoas privadas de liberdade será aplicado nesta terça e quarta
Segundo o Inep, 46 mil candidatos cumprindo pena em unidades prisionais ou de ressocialização em 25 estados e no Distrito Federal estão inscritos para as provas. Enem PPL de 2019 acontece nos dias 10 e 11 de dezembro Patrícia Teixeira/G1 A edição 2019 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para pessoas privadas de liberdade (PPL) será aplicada nesta terça e quarta-feira (10 e 11). Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 46.163 pessoas cumprindo penas ou medidas socioeducativas estão inscritas para as provas. Segundo o órgão, o número de candidatos do chamado Enem PPL cresceu 12,5% em um ano: em 2018, 41.044 pessoas se inscreveram das provas. Reaplicação do Enem A reaplicação do Enem também será feita para os candidatos da edição regular que, por algum motivo de logística da organização do exame, foram prejudicados e solicitaram uma nova oportunidade para realizar a prova. O Enem regular ocorreu nos dias 3 e 10 de novembro e, neste ano, pela primeira vez o Inep não concedeu automaticamente o direito de reaplicação aos candidatos presentes nas provas em locais onde houve intercorrências ou problemas logísticas. Dessa vez, para ter o direito de refazer o Enem, cada candidato deveria fazer a solicitação de reaplicação no site do Enem. O prazo para enviar o pedido ocorreu entre 11 e 18 de novembro, e o resultado saiu em 26 de novembro. Pela primeira vez, o Inep não informou quantos candidatos da edição regular do Enem vão refazer as provas durante a reaplicação. Em nota enviada ao G1 no fim de novembro, a autarquia do MEC afirmou que "não divulga balanço do processo por questões de sigilo e segurança da prova" e que a consulta do resultado da solicitação foi feita de forma individual. Veja a questão 56 da prova laranja do Enem 2018, que acabou aparecendo no Enem 2019; por causa da falta de ineditismo da questão, ela foi anulada pelo Inep Rodrigo Sanches/G1 Gabarito do Enem 2019 e questão anulada Na aplicação regular do Enem 2019, o Inep anunciou, após a divulgação do gabarito oficial, que uma das 180 questões de múltipla escolha havia sido anulada por repetição. Por causa da metodologia do Enem, a Teoria de Resposta ao Item (TRI), a anulação não afeta a correção e nota dos candidatos. Entenda mais no vídeo abaixo: Questão do Enem 2019 é anulada; entenda Initial plugin text
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10/12 - Câmara aprova projeto que altera fundo de telecomunicações para implementar internet em escolas
Texto prevê que internet deverá ser implementada até 2024 em áreas com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Com aprovação, proposta segue para o Senado. Deputados reunidos no plenário da Câmara durante a sessão desta segunda-feira (9) Michel Jesus/ Câmara dos Deputados A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (9) um projeto que altera o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para viabilizar a implementação de internet nas escolas públicas. De acordo com o projeto, a meta é fazer com que a internet banda larga seja implementada nas escolas até 2024. Com a aprovação, o texto seguirá para o Senado. O Fust foi criado em 2000 e serve para financiar serviços de telecomunicações para populações mais carentes. Pela lei, cabe à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) implementar e fiscalizar os programas. De acordo com a Câmara, o fundo arrecada cerca de R$ 1 bilhão a cada ano e já acumula R$ 21,8 bilhões de saldo. Ainda segundo o site da Câmara, a lei atual permite a aplicação dos recursos somente na expansão da telefonia fixa. O que diz o projeto Conforme o projeto aprovado na Câmara, os recursos serão usados em regiões: com baixo Índice de Desenvolvimento Humano; sem viabilidade econômica para a atividade de telefonia e internet; com potencial de população a ser beneficiada. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, compara indicadores de países como riqueza, alfabetização, educação, esperança de vida, natalidade e outros. A proposta estabelece ainda que: a execução de programas com recursos do Fust poderá ser feita por licitação; a União deverá realizar os projetos em parcerias com entidades públicas e privadas sem fins lucrativos; será criado um Conselho Gestor, vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, para formular políticas e orientações gerais para a aplicação dos recursos; o conselho será formado por representantes dos ministérios da Economia, da Saúde, da Educação e da Agricultura, além de representantes da sociedade civil. Propriedades na fronteira Também nesta segunda-feira, os deputados aprovaram um projeto que permite a ampliação, até 2025, do prazo para a regularização de pequenas e médias propriedades em faixas de fronteira. A proposta segue para o Senado. A medida vale para áreas com até 15 módulos fiscais (unidade de medida, em hectares, que tem valor fixado pelo Incra para cada município). O autor da proposta, deputado Doutor Leonardo (SD-MT), argumentou que a medida é necessária porque o fim do prazo criava insegurança jurídica e alterava o mercado imobiliário para essas propriedades.
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10/12 - Mais de 2,6 mil presos de SC fazem Enem nesta terça e quarta
Mais de 100 adolescentes que cumprem medidas socioeducativas também farão prova. Enem abre possibilidades para que presos se matriculem no Prouni e Sisu. Presos fazem o Enem em SC SAP/Divulgação Nesta terça (10) e quarta-feira (11), 2.682 presos e 104 adolescentes que cumprem medidas socioeducativas em Santa Catarina vão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), informou a Secretaria da Administração Prisional e Socioeducativo. A prova abre a possibilidade dessas pessoas se matricularem em projetos que exigem a nota, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A aplicação das provas ocorre nas mesmas salas em que os presos recebem outros projetos educacionais, como o Ensino de Jovens e Adultos (EJA), o Despertar pela Leitura e programas técnicos. As provas terão os mesmos assuntos do Enem regular: linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias e redação. “A importância do Enem PPL [Pessoas Privadas de Liberdade] passa pelo trabalho de reabilitação social dos internos do sistema prisional”, disse a gerente de desenvolvimento educacional do Departamento de Administração Prisional (Deap), Josiane Melo. “O objetivo é que, com a elevação de sua escolaridade, a pessoa possa voltar à liberdade com mais oportunidades e não volte ao crime”, completou. Atualmente, 186 detentos do sistema prisional cursam ensino superior em Santa Catarina. Eles estão matriculados em cursos como administração, biblioteconomia, direito e logística e participam das aulas nas universidades com autorização judicial. O Enem PPL é aplicado desde 2010. Veja mais notícias do estado no G1 SC
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09/12 - Vestibular UFSC e UFFS 2020 tem 'a exclusão escolar e o direito à educação no Brasil' como tema da redação
Esta segunda-feira foi o último dia de provas. Índice de abstenção foi de 20,09%. Vestibular UFSC 2020 Tiago Ghizoni/NSC Neste terceiro e último dia do vestibular unificado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), os candidatos fizeram a redação, que teve como tema "A exclusão escolar e o direito à educação no Brasil". Os estudantes puderem escolher entre as modalidades de dissertação, conto e "textão para internet". Nesta segunda-feira (9), os candidatos responderam a quatro questões discursivas e fizeram a redação. O gabarito preliminar deve estar disponível na página do vestibular da UFSC a partir das 20h desta segunda. Sobre as modalidades da redação, a presidente da Comissão Permanente do Vestibular (Coperve), Maria José Baldessar, afirmou que “As propostas refletem a atenção da universidade à temática de relevância social e ao modo como a escrita circula em diferentes esferas sociais, incluindo a escola”. O índice de abstenção foi de 20,09%. O número é maior do que o do segundo dia, que foi de 19,12%.De acordo com a Coperve, 5.158 candidatos faltaram nesta segunda. No primeiro dia, o índice de abstenção foi de 17,71%. O concurso recebeu mais de 25 mil inscrições. Este é o primeiro vestibular unificado da UFSC e UFFS. No total são 5.174 vagas, sendo 4.513 para a UFSC e 661 para a UFFS. Os candidatos têm à disposição em 145 opções de cursos distribuídos em 11 campi. Veja mais notícias do estado no G1 SC
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09/12 - Colégio Eleitoral define lista tríplice para escolha de reitor da UFSJ
O documento será encaminhado para apreciação do Ministério da Educação. Campus Santo Antônio em São João del Rei da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) UFSJ/Divulgação O Colégio Eleitoral da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) elegeu na tarde desta segunda-feira (9), os integrantes da lista tríplice para reitor da instituição. O documento será encaminhado para o Ministério da Educação (MEC) para nomeação do novo reitor ou reitora para o período de 2020 a 2024. De acordo com a UFSJ, a lista é formada pelo professor Marcelo Pereira de Andrade e as professoras Rosy Iara Maciel de Azambuja Ribeiro e Elisa Tuler de Albergaria, nesta ordem de indicação, conforme votação dos integrantes do Colégio Eleitoral. A lista tríplice será encaminhada para apreciação do MEC, no entanto, o presidente Jair Bolsonaro, tem a prerrogativa para indicar um nome diferente da ordem dos indicados, como já ocorreu em seis casos neste ano. Na votação realizada nesta segunda, Marcelo Pereira recebeu 27 votos. As professoras Rosy Iara e Elisa Tuler foram escolhidas por 14 votantes. A diferença na ordem de indicação ocorre por conta do fato de a primeira professora fazer parte a mais tempo da instituição. A chapa deles foi a escolhida durante uma pesquisa informal junto à comunidade acadêmica realizada no dia 26 de novembro. Os integrantes das outras duas chapas participantes decidiram não se inscreverem para eleição formal no Colégio Eleitoral, que contou com chapa única. Com o envio da lista tríplice ao MEC, a previsão é que a nomeação para o principal cargo da instituição seja feita até 8 de maio de 2020. Lista tríplice para a escolha de reitor ou reitora da UFSJ UFSJ/Divulgação
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09/12 - Abertas inscrições para vagas em escolas e creches municipais de Viçosa
Período de cadastramento vai até 13 de novembro. Saiba como se inscrever. Estão abertas as inscrições para as vagas em escolas e creches municipais de Viçosa. O período de cadastramento vai até o dia 13 de novembro. De acordo com a Prefeitura de Viçosa, as vagas selecionadas são para as crianças que foram cadastradas no site do Executivo em setembro e para os adolescentes inscritos no sistema da Secretaria de Estado de Educação para os ensinos Fundamental e Médio. Os pais ou responsáveis que não se informaram sobre a escola indicada pelos cadastros podem conferir as listas disponíveis no site da Prefeitura. Para a efetivação da matrícula, além do preenchimento da ficha, devem ser entregues na secretaria da escola, cópia e original da conta de luz da residência da criança, certidão de nascimento e cartão de vacina, além de número de telefone para contato. Caso o aluno tenha alguma necessidade de acompanhamento especial, um laudo médico também deverá ser entregue no momento da matrícula. Para os alunos não cadastrados, os responsáveis podem realizar a matrícula na escola, caso haja vagas remanescente, nos dias 16 e 17 de dezembro. Após renovação e matrícula dos cadastrados, persistindo vagas remanescentes e, se o número de interessados for superior ao número das vagas, será realizado um sorteio no final de janeiro na presença dos pais, do diretor da escola e de um membro da comissão do cadastro. Qualquer dúvidas podem ser sanadas na Secretaria de Educação, na Avenida Santa Rita, n° 506, ou pelo telefone (31) 3892-9242.
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09/12 - Unicamp tem 17,3 mil inscritos para vagas com ingresso via Enem; veja os cursos mais concorridos
Universidade oferece 639 oportunidades para quem busca ingresso pela nota em exame nacional. Diretor diz que lista de carreiras mais procuradas sinaliza perfil sociocultural. Provas aplicadas na edição 2019 do Enem Ana Carolina Moreno/G1 A Unicamp recebeu 17,3 mil inscrições para 639 vagas oferecidas em cursos de graduação que usam como critério de seleção a nota obtida pelo candidato na realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), edição aplicada neste ano ou em 2018. A quantidade representa 610 candidatos a menos do que o total contabilizado no processo anterior, uma redução de 3,3%, segundo a organização (Comvest). Inscritos 2019 - 17.977 Inscritos 2020 - 17.367 Diferença - 610 "É uma oscilação pequena e faz parte do processo de amadurecimento e compreensão dos sistemas de ingresso. São mais de 17 mil inscritos, com perfil segmentado de escola pública e ou optante por cotas étnico-raciais, para 639 vagas. Isso demonstra que estamos no caminho certo para permitir o acesso de mais estudantes à Unicamp", avalia o diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto. Esta é a segunda vez em que a universidade estadual realiza este tipo de modalidade de seleção. Clique aqui e veja o edital sobre o processo seletivo Segundo a Unicamp, a distribuição das vagas reservadas será da seguinte forma: 50% de cada curso ao segmento EP (escola pública); 25% de cada curso ao segmento PP (autodeclarados pretos e pardos); 25% de cada curso ao segmento EP+PPI (escola pública + autodeclarados pretos e pardos) "Para ter direito às cotas por critério étnico-racial, os estudantes autodeclarados pretos ou pardos deverão possuir traços fenotípicos que os caracterizem como negro, de cor preta ou parda. Caso aprovados, eles deverão assinar e entregar uma declaração no ato da matrícula, de acordo com o Edital. Os optantes pelas vagas indígenas também deverão apresentar a declaração", diz a comissão. 10 cursos mais concorridos Medicina (integral) - 293,5 candidatos por vaga (c/v) Arquitetura e urbanismo (noturno) - 100 c/v Comunicação social - Midialogia (integral) - 56,5 c/v Ciências biológicas (integral) - 54,8 c/v Ciência da computação (noturno) - 51,4 c/v Enfermagem (integral) - 47,6 c/v Ciências econômicas (noturno) - 43,5 c/v História (integral) - 41,1c/v Farmácia (integral) - 39,3 c/v Odontologia (integral) - 31,7 c/v Perfil dos inscritos Escola pública - 11.887 inscritos Autodeclarados pretos e pardos - 2.150 inscritos Escola pública + autodeclarados pretos e pardos - 3.330 inscritos Para a Unicamp, o resultado sinaliza um perfil sociocultural dos oriundos de escola pública e dos optantes por cotas, como o maior interesse pelas áreas de saúde, humanas e computação. "A concorrência diverge do vestibular tradicional, sobretudo na concorrência de cursos e carreiras das engenharias e exatas. É um bom sinal ver que cursos de licenciatura como história e letras tenham despertado tanto interesse. É revelador da admiração dos estudantes com o imenso papel de seus professores", falou Freitas Neto ao avaliar que as características são mais notáveis na educação pública. O diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto Alex Matos Regras De acordo com a universidade estadual, candidatos que concluíram algum curso de graduação ou pós em instituição pública não podem concorrer nessa modalidade. Ao todo, estão previstas até cinco chamadas para matrícula e o calendário é o mesmo do vestibular tradicional. Ela será realizada em duas etapas: as três primeiras virtuais (site da Comvest) e a partir da quarta chamada, de forma presencial, na unidade sede do curso. Confira a lista de aprovados para a 2ª fase do vestibular 2020 Unicamp abre prazo para cadastros de premiados em olimpíadas Múltiplas Inscrições Os interessados podem se inscrever, ao mesmo tempo, em mais de um dos sistemas de seleção. "Caso um candidato tenha sido convocado para matricula em cursos diferentes, na mesma chamada, no Vestibular 2020 e no Enem-Unicamp, o candidato fará opção, no momento da matrícula. Ao efetivar a sua matrícula em um dos sistemas, o candidato será excluído, automaticamente, da lista de classificação dos demais sistemas de ingresso. Caso esteja inscrito no mesmo curso, seja convocado em qualquer sistema e não realize matrícula, terá seu nome excluído das chamadas em outros sistemas", diz nota. Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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09/12 - Fuvest 2020 divulga lista dos aprovados para segunda fase do vestibular
As provas serão realizadas nos dias 5 e 6 de janeiro de 2020. Candidatos realizam primeira fase do vestibular da Fuvest 2020 neste domingo (24) Marina Pinhoni/G1 A Fuvest divulgou na manhã desta segunda-feira (9) a lista dos aprovados para a segunda fase do vestibular, que seleciona alunos para a Universidade de São Paulo (USP) em 2020. Ao todo, 129.148 candidatos foram inscritos na primeira fase do vestibular. VEJA A LISTA DE APROVADOS PARA 2ª FASE DA FUVEST Veja as notas de corte de cada curso Os candidatos convocados para a segunda fase farão o exame nos dias 5 e 6 de janeiro de 2020. Fuvest divulga lista de aprovados para segunda fase Segunda fase No domingo (5), a prova é de português e os candidatos fazem a redação. Já na segunda-feira (6), as provas serão de disciplinas específicas, de acordo com a carreira escolhida. Nos dois dias, os portões do locais de prova serão abertos às 12h30 e fechados às 13h, quando terá início a aplicação das provas, que têm duração de quatro horas. Não haverá tempo adicional para a transcrição de respostas. Nota de corte A Fuvest divulgou na manhã desta sexta-feira (6) a nota de corte da segunda fase do vestibular 2020. Veja as notas de corte de todos os cursos A nota de corte mais alta é para o curso de medicina. No campus de São Paulo, o candidato deve ter acertado no mínimo 78 pontos para passar. Os cursos de medicina em Bauru e Ribeirão Preto, tiveram a segunda nota de corte mais alta, de 75 pontos. Na sequência, aparece o curso de engenharia aeronáutica, em São Carlos, com 70 pontos. A nota do curso de relações internacionais foi de 64 pontos e aparece na terceira posição do ranking. A lista de convocados para a segunda fase será divulgada no dia 9 de dezembro. A lista de aprovados no vestibular será divulgada no dia 24 de janeiro. Serão selecionados 8.317 candidatos para os cursos de graduação da Universidade de São Paulo (USP). A primeira fase da Fuvest foi realizada em 24 de novembro. O exame foi aplicado em 35 cidades do estado de São Paulo. Foram 90 questões de múltiplas escolhas sobre biologia, física, geografia, história, inglês, matemática, português e química (eleita a prova mais difícil pelos candidatos), além de questões interdisciplinares. O gabarito oficial foi divulgado no dia 25 de novembro. Inscritos Ao todo, 129.148 candidatos foram inscritos na primeira fase do vestibular. De acordo com os organizadores, esta edição do exame apresentou redução da taxa de abstenção na 1ª fase da prova, que passou de 8,1% dos candidatos ausentes para 7,9%. As maiores taxas de abstenção foram nas regiões de Registro (25%) e Itapeva (19,5%). Serão reservadas 45% das vagas (5% a mais do que no ano passado) de cada curso para alunos que fizeram todo o ensino médio em escola pública. Outras 2.830 vagas são voltadas para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) que fizerem o Enem. Candidatos fazem a prova da primeira fase da Fuvest em São Paulo Marina Pinhoni/G1 Calendário da Fuvest 2020 13 e 17 a 20 de dezembro de 2019 – Prova de Habilidades Específicas – Música – ECA 17 de dezembro de 2019 – Prova de Habilidades Específicas – Artes Visuais 17 a 21 de dezembro de 2019 – Prova de Habilidades Específicas – Música – Ribeirão Preto 5 e 6 de janeiro de 2020 – Provas de 2ª Fase 8 a 10 de janeiro de 2020 – Prova de Habilidades Específicas – Artes Cênicas 24 de janeiro de 2020 – Divulgação da 1ª Chamada 25 de janeiro a 28 de janeiro de 2020 – Período da Matrícula Virtual – 1ª Chamada 31 de janeiro de 2020 – Divulgação da 2ª Chamada Cursos mais concorridos Medicina (Pinheiros) - 129,46 candidatos por vaga Medicina (Bauru) - 124,21 candidatos por vaga Medicina (Ribeirão Preto) - 89,04 candidatos por vaga Psicologia (São Paulo) - 73,67 candidatos por vaga Relações Internacionais - 58,6 candidatos por vaga Curso Superior do Audiovisual - 46,92 candidatos por vaga Psicologia (Ribeirão Preto) - 43,24 candidatos por vaga Medicina Veterinária - 42,91 candidatos por vaga Ciências Biomédicas - 37,21 candidatos por vaga Design - 32,36 candidatos por vaga Publicidade e Propaganda - 31,20 candidatos por vaga Fisioterapia - 31,17 candidatos por vaga Jornalismo - 29,10 candidatos por vaga Artes Visuais - 26,57 candidatos por vaga Arquitetura (FAU) - 25,94 candidatos por vaga Initial plugin text
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09/12 - Cursos de especialização no Brasil já têm o triplo de estudantes que o mestrado e o doutorado
Número de matrículas em cursos de pós-graduação lato sensu aumentou 74% de 2016 a 2019, mas ritmo desacelerou nos últimos dois anos, segundo levantamento inédito. Brasil tem 1,18 milhão de estudantes de especialização lato sensu, diz levantamento Divulgação/Unila Em 2019, o número de estudantes matriculados em cursos de especialização no Brasil é três vezes maior do que os que fazem mestrado ou doutorado. Essa diferença tem se aprofundado desde 2016, quando a especialização, ou pós-graduação lato sensu, tinha o dobro dos estudantes do chamado stricto sensu. Nesses quatro anos, as matrículas na especialização subiram 74%, contra 18% do mestrado e 9% do doutorado. A grande maioria desses estudantes trabalha além de fazer o curso – quase a metade deles estão em empregos das áreas de educação, saúde humana ou serviços sociais. Os dados são da pesquisa "Cursos de especialização lato sensu no Brasil", divulgada na sexta-feira (6) pelo Instituto Semesp, entidade que reúne empresas mantenedoras do ensino superior privado. Segundo o Semesp, o levantamento considerou apenas os cursos com duração de 360 horas "voltados para o aperfeiçoamento de uma área profissional específica com foco nas demandas do mercado de trabalho". Os cursos MBA (Master Business Administration) também entraram na conta. Compare a evolução no número de matrículas em cursos de especialização lato sensu, mestrado e doutorado Ana Carolina Moreno/G1 A metodologia incluiu o cruzamento de informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Dados (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de detalhes sobre oferta de vagas do sistema e-MEC, do Ministério da Educação, e valores de mensalidades divulgados pelo Guia do MBA 2019, do Estadão. É a primeira vez que o instituto realiza a pesquisa. Segundo Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp, a ideia surgiu por causa da falta de dados sobre essa população específica no ensino, que "tem um número expressivo de alunos" e está majoritariamente concentrado na rede privada. Sua Chance: cursos de especialização são indicados para quem está desempregado Perfil dos cursos lato sensu Quase metade dos estudantes da especialização no Brasil tem entre 25 e 34 anos e se declara responsável pelo domicílio em que residem. Além disso, quase dois terços são compostos mulheres, um quarto vive em São Paulo e a grande maioria está matriculada em uma instituição privada. Veja o perfil dos estudantes de especialização lato sensu no Brasil, segundo o Instituto Semesp Ana Carolina Moreno/G1 Apesar de representar quase um terço das matrículas, a participação das matrículas em cursos de especialização a distância (EAD) mais que dobrou, de 161 mil em 2016 para 361 mil em 2018. Segundo Capelato, o aumento da oferta de cursos EAD na pós-graduação lato sensu é um dos motivos do "encaixe" da população que busca a especialização na oferta das instituições. "O público que faz pós é mais velho, 'casa' com o EAD, e o preço ficou mais acessível." – Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp. Maior empregabilidade e renda mais alta Ainda de acordo com ele, um dos motivos pelos quais cada vez mais brasileiros buscam a especialização é para manter o emprego que já têm. Os dados mostram que 84,9% dos matriculados nesses cursos trabalham. Desse contingente, 65,7% está no mesmo emprego há pelo menos dois anos, 45% trabalha entre 31 horas e 40 horas por semana e 10,4% tem mais de um emprego. Os dados do Semesp foram divulgados na mesma semana em que um levantamento feito pelo iDados também a partir da Pnad Contínua, mostrou que o Brasil tem uma defasagem entre o mercado de trabalho e os profissionais com ensino superior: são 14,5 milhões de ocupações com exigência de graduação para 18,3 milhões de pessoas que terminaram a faculdade. Capelato explica que esse excesso é uma decorrência da crise econômica, mas que ela afeta menos os profissionais com formação superior. "Na crise econômica, diminui o prêmio salarial. Como não tem vaga, o mercado está ruim, o empregador da vaga de nível médio tem a opção de contratar alguém com nível superior. A grande vantagem do ensino superior é a empregabilidade", explicou o diretor-executivo do Semesp. Os dados da Pnad mostram que a taxa de desemprego entre quem tem diploma da graduação é de 6%. Além disso, quanto mais diplomas de pós-graduação, maior é o número de trabalhadores nas faixas de renda mais altas. Rendimento dos brasileiros por nível de formação Ana Carolina Moreno/G1 A pesquisa do Semesp leva em conta o custo apenas dos cursos de MBA. Em média, os cursos de até 12 meses custam R$ 10.213, enquanto os de 13 a 24 meses saem por R$ 16.458 e os cursos de MBA com mais de 24 meses de duração têm um valor médio de R$ 25.981. Universidade pública vai poder cobrar por cursos de especialização, decide STF
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08/12 - Vestibular UFSC/UFFS 2020: segundo dia tem abstenção de 19,12%
No total, 4.907 candidatos faltaram neste domingo (8). Número foi 1,41% maior do que no primeiro dia. Vestibular UFSC 2020 Tiago Ghizoni/NSC O vestibular unificado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) teve índice de abstenção de 19,12% neste domingo (8), segundo dia de provas. De acordo com a Comissão Permanente do Vestibular (Coperve), 4.907 candidatos faltaram. O número é 1,41% maior do que o do primeiro dia, que registrou 17,71% de abstenção. Neste domingo, os candidatos responderam a 10 questões de física, 10 de química e 20 de ciências humanas e sociais, que abrangem história, geografia, filosofia e sociologia. Veja horários e o que levar para fazer as provas O terceiro e último dia de provas ocorre nesta segunda (9), com redação e quatro questões discursivas. No primeiro dia, no sábado (7), as questões foram de primeira língua, segunda língua, matemática e biologia. No total são 5.174 vagas, sendo 4.513 para a UFSC e 661 para a UFFS. Os candidatos têm à disposição em 145 opções de cursos distribuídos em 11 campi. Veja mais notícias do estado no G1 SC
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08/12 - 5 experimentos de Darwin que você pode fazer em casa
Depois de cinco anos a bordo do navio Beagle, quando deu a volta ao mundo, o naturalista retornou em 1836 ao Reino Unido e passou décadas conduzindo experiências em sua casa em busca de evidências para sua teoria da evolução por seleção natural. A curiosidade e a dedicação de Darwin culminaram em algumas previsões famosas - como, por exemplo, a da existência de uma espécie mariposa descoberta apenas décadas depois BBC Desde orquídeas até crustáceos e sementes. A curiosidade de Darwin pelo mundo natural era tamanha que, quando focava em algo, seu interesse não só se convertia em paixão, como também levava a meses ou anos de experimentos meticulosos. O naturalista era capaz de enxergar questões profundas em acontecimentos em que a maioria das pessoas sequer prestaria atenção. Encantado com a natureza e indignado com a corrupção: o que Charles Darwin achou do Brasil do século 19 Por que Charles Darwin pode ter sido um dos maiores economistas da história Depois de passar cinco anos a bordo do navio Beagle, quando deu a volta ao mundo observando espécies da América do Sul à Oceania, Darwin retornou em 1836 ao Reino Unido, seu país de origem. O biólogo passou, então, décadas fazendo experimentos em sua casa em Kent, a cerca de uma hora de Londres, em busca de evidências para sua teoria da evolução por seleção natural. Apesar de ter sofrido com problemas estomacais, tonturas, fadiga extrema e outros sintomas debilitantes ao longo da vida, não desistiu de seus experimentos. Darwin sofreu com problemas de saúde ao longo de grande parte da vida adulta, mas nunca desistiu de seus experimentos Science Photo Library/BBC "Darwin tinha problemas de saúde, e só alguém que realmente amasse estudar a natureza teria perseverado como ele fez, ao longo de décadas de experimentos e observações cuidadosas", disse à BBC News Mundo o professor de biologia Ken Thompson, da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, autor do livro As plantas mais maravilhosas de Darwin. "A teoria da seleção natural, com toda a sua importância, pode ser vista como uma consequência do grande amor e curiosidade de Darwin pelo mundo natural." Conheça cinco experimentos realizados por Darwin que podem ser replicados em casa e entenda o que o naturalista britânico buscava comprovar por meio deles. 1. Em direção à luz Com seus experimentos sobre como brotos respondiam ao estímulo da luz, Darwin descobriu os hormônios das plantas Science Photo Library/BBC Em "O Poder do Movimento nas Plantas", que escreveu com um dos dez filhos, Francis, Darwin descreve como constatou que o broto de uma espécie de planta, a Phalaris canariensis, crescia "torto" quando submetido ao estímulo da luz. "Nos surpreendeu ver como a parte superior determinava a direção da curvatura da parte inferior" – Charles Darwin Para averiguar se a parte superior do broto era a parte sensível à luz, o biólogo cobriu a recobriu com uma "capa" de material opaco. E verificou que, desta vez, a planta não se dobrou em direção à luz. É possível replicar esse mesmo experimento: plantar uma semente e ver como seu primeiro broto curva-se em direção a uma vela acesa, por exemplo, para então cobrir a ponta com uma "capa" de papel alumínio e notar a diferença. Darwin era cuidadoso e paciente quando se tratava de suas experiências mas, segundo Ken Thompson, "sua verdadeira genialidade estava em sua habilidade de formular as perguntas corretas". Darwin esteve no Brasil por 5 meses em 1832 Arte / TG Neste experimento, "a ideia-chave para Darwin era de que a parte de uma planta que responde a um estímulo - neste caso, à luz - não necessariamente é a mesma que percebe esse estímulo". "E essa constatação leva a uma conclusão inevitável, de que algo transporta esses sinais de uma parte a outra da planta." "Darwin descobriu, na prática, o efeito dos hormônios das plantas, que seguem sendo uma das áreas mais ativas de pesquisa em fisiologia vegetal." 2. A 'luta pela existência' Em seus experimentos com ervas daninhas, Darwin queria demonstrar que mais organismos individuais nascem do que organismos que sobrevivem Science Photo Library/BBC Em 1857, Darwin analisou as ervas daninhas em seu jardim e demonstrou que a vasta maioria das sementes que germinam não sobrevive. A mesma experiência pode ser replicada, delineando com uma corda um pequeno lote de terreno em que a terra fique exposta e marcando o lugar em que cada semente nasce. "A cada dia, eu marcava as mudas de ervas daninhas que nasceram durante os meses de março, abril e maio. De 357 que apareceram, 277 pereceram, principalmente devido às lesmas", escreveu Darwin. Mas por que o naturalista estava tão interessado em observar a morte precoce dos brotos? Darwin (à dir.) em sua casa, junto ao geólogo Charles Lyell (de pé) e o botânico Joseph Hooker na pintura de Victor Eustaphieff: Hooker era diretor do Jardim Botânico de Londres, Kew Gardens, e Darwin manteve uma longa correspondência com ele sobre seus experimentos Science Photo Library/BBC Em "A Origem das Espécies", Darwin escreveu: "já que mais indivíduos são produzidos do que os que podem sobreviver, deve haver uma luta pela existência". Thompson destaca que a teoria da seleção natural estava baseada na ideia - então descrita como a sobrevivência do mais apto, por Herbert Spencer - de que mais organismos individuais nascem do que os que podem sobreviver. Somente os mais aptos se reproduzem e passam seus genes à nova geração. "Darwin estava interessado em qualquer exemplo desse processo em ação - neste caso, a morte da maioria dos brotos em um lote de terra". 3. Sementes na água Provar que sementes poderiam sobreviver por longos períodos na água do mar e então germinar era importante para explicar a presença de uma mesma espécie em lugares distantes entre si Science Photo Library/BBC Darwin passou mais de um ano verificando a capacidade das sementes de sobreviver na água do mar. O experimento era crucial para responder aos críticos da teoria da evolução das espécies. "A crença dominante na época de Darwin era de que os animais e plantas eram encontrados nos lugares em que Deus os havia colocado", explica Thompson. Encontrar uma mesma espécie em lugares muito distantes entre si, às vezes mesmo em continentes diferentes, era considerado uma prova desse desígnio divino. O estúdio de Darwin em sua casa, a Down House, agora é preservado como museu Getty Images/BBC "Darwin queria mostrar que as espécies podem se dispersar por distâncias maiores do que as pessoas acreditavam." "Por isso, provar que as sementes conseguiam sobreviver durante longos períodos de tempo na água do mar, para então germinar, era importante, já que implicava ser possível a dispersão por grandes distâncias por meio das correntes oceânicas", acrescenta. 4. Plantas carnívoras As cartas de Darwin revelam que, por volta de 1860, sua paixão eram plantas carnívoras, como descreve Thompson em seu livro. O cientista chegou inclusive a se referir a uma delas, a Drosera rotundifolia, ou orvalho-do-sol, como sua "amada drosera". 'Para Darwin, era óbvio que a drosera havia evoluído a partir das muitas plantas que tinham tricomas glandulares por outras razões, como a defesa contra insetos' Science Photo Library/BBC Darwin queria descobrir a dieta favorita dessa planta e, assim, submeteu-a a uma dieta variada, à base de itens como açúcar, leite, azeite e gelatina. "As insetívoras eram um exemplo maravilhoso de plantas que gradualmente evoluíram e desenvolveram uma habilidade de fazer algo que a maioria das plantas não pode fazer", explicou Thompson à BBC News Mundo. "Para Darwin, era óbvio que a drosera havia evoluído a partir das muitas plantas que tinham tricomas glandulares (apêndices que produzem secreção) por outras razões, como a defesa contra insetos. E podia, por sua vez, evoluir e se converter em algo diferente, como a chamada apanha-moscas." O naturalista também deduziu corretamente que as plantas carnívoras evoluíram em solos pobres, em que precisavam atrair insetos para obter nutrientes. "Considerando o solo em que elas crescem, o nitrogênio disponível é geralmente muito limitado - o que faz com que muitas delas absorvam o elemento dos insetos que capturam", escreveu Darwin. 5. Coevolução Darwin fez experimentos com o trevo vermelho para estudar a dependência dessas plantas de seus insetos polinizadores Science Photo Library/BBC Darwin estudou a relação entre as plantas e os insetos que as polinizam, uma dependência fruto da coevolução de duas espécies diferentes. O cientista fez experiências com plantas de trevo vermelho - processo que pode ser replicado por um leigo. Antes que o trevo floresça, cubra algumas partes da planta com uma malha "à prova de insetos". Então compare o número de sementes produzidas pelas flores cobertas e pelas expostas. Um dos casos mais famosos de coevolução é o de uma célebre previsão de Darwin. O naturalista recebeu de um famoso horticultor inglês, James Bateman, vários exemplares de uma chamativa orquídea de Madagascar, a estrela-de-Belém, cujo nome científico é Angraecum sesquipedale - e que ficaria conhecida como a "orquídea de Darwin". A 'orquídea de Darwin', Angraecum sesquipedale, tem um nectário de 30 centímetros de comprimento. Que inseto poderia alcançar o néctar e polinizá-la? Science Photo Library/BBC O que chamou a atenção do cientista foi o comprimento do nectário ou canal (de cerca de 30 centímetros), cuja parte inferior armazena o néctar. "Para Darwin, estava claro que, se uma orquídea tinha um nectário de cerca de 30 centímetros, esse nectário havia evoluído assim por uma razão", explica Thompson. "Ele cultivou Angraecum em sua própria estufa e antecipou que ela deveria ser polinizada por uma mariposa com uma probóscide (língua) suficientemente comprida para alcançar o néctar". Darwin previu a existência de uma mariposa com uma probóscide (língua) suficientemente longa para polinizar a orquídea de Madagascar Science Photo Library/BBC Foram necessários cerca de 40 anos para que se descobrisse uma mariposa com tais características em Madagascar. "E demonstrar que a mariposa efetivamente polinizava a orquídea levou mais de um século." A mariposa foi descrita com o nome de Xanthopan morganii praedicta, e a última parte de seu nome faz referência à previsão realizada por Darwin sobre sua existência. Uma mensagem de Darwin para todos 'O mundo está cheio de perguntas para aqueles que têm olhos para vê-las', destaca Thompson Getty Images/BBC Os experimentos de Darwin têm uma grande mensagem para todos nós, segundo Thompson. "Darwin nunca encarou nada como fixo", afirmou à BBC News Mundo o professor da Universidade de Sheffield. "Ele via as mesmas coisas cotidianas que todos nós vemos, mas sempre buscava nelas um significado profundo." "O mundo está cheio de perguntas para aqueles que têm olhos para vê-las." VÍDEO: Darwin desistiu da medicina viajou pelo mundo Teorias da evolução e seleção natural repercutem em várias disciplinas
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08/12 - Brasil é o 9º país que mais envia estudantes aos Estados Unidos
País superou o México e subiu uma posição em ranking anual divulgado pelo Instituto de Educação Internacional dos EUA; no ano letivo 2018-2019, 16 mil brasileiros estudavam no país norte-americano. China e Índia espondem por 52% dos intercambistas em universidades dos Estados Unidos Ana Carolina Moreno/G1 O Brasil superou o México e subiu para a 9ª posição na lista de países que mais enviam estudantes para os Estados Unidos. No ano letivo de 2018-2019, 16.059 brasileiros estavam matriculados em cursos de instituições de ensino do país norte-americano. O número representa um avanço de 9,8% em relação ao ano anterior, mas ainda está abaixo do recorde de 23.675, registrado no ano letivo de 2014-2015 (leia mais abaixo). Os dados são do relatório Open Doors, divulgado anualmente pelo Instituto de Educação Internacional (IIE, na sigla em inglês) e pelo departamento de Estado do governo americano. Veja, no vídeo abaixo, reportagem da GloboNews com histórias de brasileiras que estudaram fora do país: Brasil é o 9º país que mais envia estudantes aos EUA Segundo o relatório, divulgado no fim de novembro, 1.095.299 estrangeiros estudavam nos Estados Unidos no ano letivo que terminou em meados de 2019. Trata-se de um recorde histórico, diz o IIE. O número representa 5,5% do total de universitários no país, e contribuíram US$ 44,7 bilhões (cerca de R$ 180 bilhões) para a economia americana em 2018. Desse total, 52% são cidadãos da China e da Índia. A China, que há dez anos assumiu o posto de país com o maior número de intercambistas nos Estados Unidos, respondeu sozinha por quase 370 mil estudantes, ou um terço do total. Intercambistas nos Estados Unidos - TOP 25 O Brasil no ranking Desde 2015, a única movimentação no "top 10" dos países com mais estudantes matriculados nos EUA foi a escalada do Brasil da 10ª para a 9ª posição. O país recebeu destaque de Marie Royce, secretária-adjunta de Estado para Assuntos Educacionais e Culturais dos EUA. "Países de mercados emergentes mostraram alguns dos crescimentos mais fortes ano após ano, especialmente Bangladesh (aumento de 10%), Brasil (9,8%), Nigéria (5,8%) e Paquistão (5,6%)", afirmou ela. No entanto, apesar do segundo ano de crescimento consecutivo, o Brasil ainda não se recuperou da queda entre 2014 e 2016, quando o número de intercambistas brasileiros matriculados no ensino superior americano recuou 44,7%, de 23.675 para 13.089. Na última década, os dados do relatório Open Doors mostram uma variação maior no número de brasileiros nos EUA do que o contrário: americanos escolhendo estudar no Brasil. Compare o nº de brasileiros estudando nos EUA e o nº de americanos estudando no Brasil na última década Ana Carolina Moreno/G1 Os cursos mais procurados De acordo com o IIE, mais da metade dos estudantes estrangeiros que buscam cursos em um universidades americanas se matriculam nas carreiras conhecidas como STEM, sigla que representa os cursos de ciências, tecnologia, engenharia e matemática. No ano letivo 2018-2019, essa porcentagem foi de 51,6% e, segundo o relatório, um dos motivos é o fato de o governo americano permitir que cidadão estrangeiros com diploma nesses cursos tenham um visto com duração maior para buscar emprego no país. "Mudanças na política que permitem que estudantes de STEM permaneçam nos Estados Unidos por 36 meses após terminarem seus estudos para oportunidades de Treinamento Prático Opcional [OPT, na sigla em inglês] provavelmente continua a incentivar o aumento de estudantes nesses programas, que foi de 9,6% para 223.085", afirmou o instituto. Veja quais são os níveis de ensino mais procurados pelos estudantes estrangeiros matriculados nos Estados Unidos Ana Carolina Moreno/G1
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07/12 - Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020: Primeiro dia tem índice de abstenção de 17,71%
Segundo a Comissão Permanente do Vestibular, dos 25.667 inscritos, 4.546 não fizeram a prova deste sábado. Primeiro dia da prova do vestibular unificado da UFSC e UFFS Pipo Quint/ UFSC O primeiro dia do Vestibular Unificado 2020 de verão da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) registrou o índice de abstenção de 17,71%. Segundo a Comissão Permanente do Vestibular (Coperve), dos 25.667 inscritos, 4.546 não fizeram a prova deste sábado (7), que teve questões de línguas, literatura, matemática e biologia. Confira galeria de fotos do primeiro dia Os portões foram fechados às 13h45 deste sábado (7), mas a prova iniciou às 14h. Segundo a organização, não houve nenhuma ocorrência antes do início das provas. Os primeiros candidatos podem sair às 16h30 e o exame termina às 18h. No domingo (8), serão contempladas: ciências humanas e sociais, física e química. Já no último dia de prova, estão agendadas a redação e quatro questões discursivas. Veja horários e o que levar para fazer as provas As questões envolvem os conteúdos previstos nos programas das disciplinas e podem ter caráter interdisciplinar, segundo a Coperve. De acordo com os organizadores, o gabarito oficial será divulgado na segunda-feira (9), às 20h, conforme o edital. No total são 5.174 vagas, sendo 4.513 para a UFSC e 661 para a UFFS. Os candidatos têm à disposição em 145 opções de cursos distribuídos em 11 campi. Entrada de candidatos em Florianópolis no primeiro dia de prova Pipo Quint/ UFSC O concurso irá preencher 70% das vagas de cada um dos cursos de graduação da UFSC e 30% das vagas de cada um dos cursos de graduação da UFFS para o ano letivo de 2020. Ambas as instituições manterão o sistema de cotas já estabelecido e a proporção de vagas destinadas ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) por cada universidade. Os candidatos têm à disposição em 145 opções de cursos distribuídos em 11 campi na região Sul. Em Santa Catarina, serão Florianópolis, Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville, pela UFSC, e Chapecó, pela UFFS. No Paraná, serão os campi de Laranjeiras do Sul e Realeza, ambos da UFFS. Já no Rio Grande do Sul, serão Cerro Largo, Erechim e Passo Fundo, todos também pela UFFS. Veja mais notícias do estado no G1 SC Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020: Veja fotos do primeiro dia Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020 começa neste sábado Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020: veja horários e o que levar para fazer as provas Vestibular unificado UFSC e UFFS: Veja lista com os cursos mais concorridos
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07/12 - Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020: Veja fotos do primeiro dia
Os portões foram fechados às 13h45, mas a prova iniciou às 14h. Segundo a organização, não houve nenhuma ocorrência antes do início dos exames. Candidatos conferem os locais de prova na UFSC Pipo Quint/ UFSC Mais de 25 mil candidatos se inscreveram para o exame que, pela primeira vez, foi unificado entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Os portões foram fechados às 13h45 deste sábado (7), mas a prova iniciou às 14h. Segundo a organização, não houve nenhuma ocorrência antes do início das provas. Os primeiros candidatos podem sair às 16h30 e o exame termina às 18h. Portões foram fechados às 13h45 para o início das provas Ângela Prestes/ NSC Neste primeiro dia de prova, os candidatos responderão questões de língua portuguesa e literatura brasileira ou libras, segunda língua, matemática e biologia. No domingo (8), serão contempladas: ciências humanas e sociais, física e química. Já no último dia de prova, estão agendadas a redação e quatro questões discursivas. Veja horários e o que levar para fazer as provas De acordo com os organizadores, o gabarito oficial será divulgado na segunda-feira (9), às 20h, conforme o edital. No total são 5.174 vagas, sendo 4.513 para a UFSC e 661 para a UFFS. Os candidatos têm à disposição em 145 opções de cursos distribuídos em 11 campi. Veja fotos deste sábado Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020 começa neste sábado Pipo Quint/ UFSC Entrada de candidatos no primeiro dia de provas do vestibular unificado da UFSC/ UFFS Pipo Quint/ UFSC Centro Socioeconômico (CSE) na UFSC em Florianópolis Pipo Quint/ UFSC Entrada de candidatos em Florianópolis Pipo Quint/ UFSC Primeiro dia da prova do vestibular unificado da UFSC e UFFS Pipo Quint/ UFSC Preparativos para o início do primeiro dia de prova Pipo Quint/ UFSC Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020 começa neste sábado Pipo Quint/ UFSC Veja mais notícias do estado no G1 SC Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020 começa neste sábado Veja horários e o que levar para fazer as provas Confira lista com os cursos mais concorridos UFSC e UFFS anunciam vestibular unificado de verão; inscrições abrem em 11 de setembro
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07/12 - Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020 começa neste sábado
No total são 25.667 inscritos na disputa por 5.174 vagas. Candidatos verificam a lista e informações das salas de aula na UFSC Pipo Quint/ UFSC O Vestibular Unificado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) começa na tarde deste sábado (7). No total são 25.667 inscritos na disputa por 5.174 vagas, sendo 4.513 para a UFSC e 661 para a UFFS. Confira galeria de fotos do primeiro dia Veja horários e o que levar para fazer as provas Os candidatos têm à disposição em 145 opções de cursos distribuídos em 11 campi na região Sul. Em Santa Catarina, serão Florianópolis, Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville, pela UFSC, e Chapecó, pela UFFS. No Paraná, serão os campi de Laranjeiras do Sul e Realeza, ambos da UFFS. Já no Rio Grande do Sul, serão Cerro Largo, Erechim e Passo Fundo, todos também pela UFFS. Neste sábado, os candidatos responderão questões de língua portuguesa e literatura brasileira ou libras, segunda língua, matemática e biologia. No domingo (8), serão contempladas: ciências humanas e sociais, física e química. Já no último dia de prova, estão agendadas a redação e quatro questões discursivas. Chegada dos candidatos na UFSC em Florianópolis Ângela Prestes/ NSC Pontos de informação Vestibulandos que chegam a Florianópolis de ônibus dispõem de um ponto de informações no Terminal Rodoviário Rita Maria. Outro local de atendimento foi instalado no Terminal de Integração do Centro. Há ainda oito pontos de informação no campus da UFSC. As provas irão ocorrer das 14h às 18h. Porém, os portões de acesso estarão abertos somente das 13h às 13h45. Ao entrar no setor de aplicação das provas, o vestibulando deve se dirigir imediatamente à sala em que está alocado. Veja mais notícias do estado no G1 SC Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020: veja horários e o que levar para fazer as provas Vestibular unificado UFSC e UFFS: Veja lista com os cursos mais concorridos UFSC e UFFS anunciam vestibular unificado de verão; inscrições abrem em 11 de setembro
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06/12 - UFJF divulga resultado de recursos de questões e gabaritos do Pism 2020
Após análise da banca examinadora algumas questões tiveram respostas alteradas. Confira as atualizações. UFJF, Universidade Federal de Juiz de Fora Clara Downey/UFJF A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou na tarde desta sexta-feira (6) o resultado dos recursos referentes às questões e aos gabaritos das provas dos três módulos do Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism) 2020. Segundo informações da Coordenação Geral de Processos Seletivos (Copese), foram feitas retificações em duas questões da prova discursiva de Química do Módulo III. As modificações foram nas perguntas 3 e 5, que passaram a considerar novas respostas. A UFJF revelou que as alterações foram feitas após as bancas examinadoras analisarem os 70 pedidos de recursos interpostos na última segunda-feira (2). Os gabaritos com todas as alterações foram disponibilizadas para consulta no site da instituição. As notas serão disponibilizadas a partir do dia 7 de janeiro para os candidatos ao Módulo III do Pism. Novas datas para recursos serão divulgadas e o resultado final está previsto para ser publicado no dia 16 do mesmo mês. Para os módulos I e II as notas têm previsão de divulgação para o dia 10 de março e o resultado final, após recursos, será publicado no dia 18.
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06/12 - Fuvest divulga nota de corte da segunda fase do vestibular 2020
Cursos de medicina em SP e no interior do estado tiveram as notas mais altas. Fuvest divulga as notas de corte de todas as carreiras A Fuvest divulgou na manhã desta sexta-feira (6) a nota de corte da segunda fase do vestibular 2020. Veja as notas de corte de todos os cursos A nota de corte mais alta é para o curso de medicina. No campus de São Paulo, o candidato deve ter acertado no mínimo 78 pontos para passar. Os cursos de medicina em Bauru e Ribeirão Preto, tiveram a segunda nota de corte mais alta, de 75 pontos. Na sequência, aparece o curso de engenharia aeronáutica, em São Carlos, com 70 pontos. A nota do curso de relações internacionais foi de 64 pontos e aparece na terceira posição do ranking. A lista de convocados para a segunda fase será divulgada no dia 9 de dezembro. A lista de aprovados no vestibular será divulgada no dia 24 de janeiro. Serão selecionados 8.317 candidatos para os cursos de graduação da Universidade de São Paulo (USP). A primeira fase da Fuvest foi realizada em 24 de novembro. O exame foi aplicado em 35 cidades do estado de São Paulo. Foram 90 questões de múltiplas escolhas sobre biologia, física, geografia, história, inglês, matemática, português e química (eleita a prova mais difícil pelos candidatos), além de questões interdisciplinares. O gabarito oficial foi divulgado no dia 25 de novembro. Inscritos Ao todo, 129.148 candidatos foram inscritos na primeira fase do vestibular. De acordo com os organizadores, esta edição do exame apresentou redução da taxa de abstenção na 1ª fase da prova, que passou de 8,1% dos candidatos ausentes para 7,9%. As maiores taxas de abstenção foram nas regiões de Registro (25%) e Itapeva (19,5%). Serão reservadas 45% das vagas (5% a mais do que no ano passado) de cada curso para alunos que fizeram todo o ensino médio em escola pública. Outras 2.830 vagas são voltadas para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) que fizerem o Enem. Candidatos fazem a prova da primeira fase da Fuvest em São Paulo Marina Pinhoni/G1 Calendário da Fuvest 2020 9 de dezembro de 2019 – Divulgação da lista de convocados e dos locais de prova da 2ª Fase 13 e 17 a 20 de dezembro de 2019 – Prova de Habilidades Específicas – Música – ECA 17 de dezembro de 2019 – Prova de Habilidades Específicas – Artes Visuais 17 a 21 de dezembro de 2019 – Prova de Habilidades Específicas – Música – Ribeirão Preto 5 e 6 de janeiro de 2020 – Provas de 2ª Fase 8 a 10 de janeiro de 2020 – Prova de Habilidades Específicas – Artes Cênicas 24 de janeiro de 2020 – Divulgação da 1ª Chamada 25 de janeiro a 28 de janeiro de 2020 – Período da Matrícula Virtual – 1ª Chamada 31 de janeiro de 2020 – Divulgação da 2ª Chamada Cursos mais concorridos Medicina (Pinheiros) - 129,46 candidatos por vaga Medicina (Bauru) - 124,21 candidatos por vaga Medicina (Ribeirão Preto) - 89,04 candidatos por vaga Psicologia (São Paulo) - 73,67 candidatos por vaga Relações Internacionais - 58,6 candidatos por vaga Curso Superior do Audiovisual - 46,92 candidatos por vaga Psicologia (Ribeirão Preto) - 43,24 candidatos por vaga Medicina Veterinária - 42,91 candidatos por vaga Ciências Biomédicas - 37,21 candidatos por vaga Design - 32,36 candidatos por vaga Publicidade e Propaganda - 31,20 candidatos por vaga Fisioterapia - 31,17 candidatos por vaga Jornalismo - 29,10 candidatos por vaga Artes Visuais - 26,57 candidatos por vaga Arquitetura (FAU) - 25,94 candidatos por vaga Candidatos saem da prova da primeira fase do vestibular Fuvest 2020 Thaisa Figueiredo/G1
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06/12 - Unicamp libera lista de aprovados para a 2ª fase do vestibular 2020 e notas de corte por curso
Comissão diz que 13,5 mil estão classificados para continuidade do processo seletivo, em janeiro. Próxima etapa terá, pela primeira vez, dois dias de provas dissertativas; veja calendário. Candidatos durante a 1ª fase do vestibular 2020 da Unicampc Eduardo Rodrigues/EPTV A Unicamp liberou nesta sexta-feira (6) a lista com os nomes dos 13.589 candidatos aprovados para a 2ª fase do vestibular 2020. Para acessar, o estudante deve digitar o nome ou parte inicial dele, ou número de inscrição no processo. Acesse site da comissão organizadora (Comvest) para conferir. A universidade estadual também decidiu divulgar, pela primeira vez, as notas de corte para cada um dos 69 cursos de graduação disponíveis na instituição. Nesta edição, são oferecidas 2,5 mil oportunidades. "Trata-se um compromisso com a transparência, queremos que os estudantes tenham clareza sobre os caminhos possíveis. A nota padronizada é importante e atende aos princípios estatísticos de seleção. Porém, ao mostrar as notas por cada curso, os candidatos sabem o que encontrar", falou o diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto, ao ponderar que a medida pode fazer com que candidatos com tendência a não fazer a prova "se animem e percebam que não é impossível estar na Unicamp". O exame da 1ª fase foi aplicado em 17 de novembro para 66,8 mil candidatos em 30 cidades paulistas, além de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE) e Salvador (BA). As notas obtidas pelos candidatos serão divulgadas em 19 de dezembro, informou a Comvest. Veja como foi a cobertura em tempo real da prova Confira a correção comentada Veja o gabarito oficial do exame Prova teve questão igual a da Fuvest 2019 Cursinho elege e comenta as 10 questões mais difíceis 2ª fase A 2ª fase do vestibular 2020 está marcada para os dias 12 e 13 de janeiro. Está será a primeira vez em que o formato passa a ter dois dias de prova dissertativa com cinco horas de duração cada um, enquanto que até a edição anterior eram três dias, cada um deles com até quatro horas para término. Primeiro dia: oito questões de português, duas de inglês e uma redação. Segundo dia: seis questões de matemática, duas de ciências da natureza e duas de ciências humanas (interdisciplinares), além de 12 questões específicas da área escolhida pelo candidato. As avaliações de habilidades específicas (exigidas aos candidatos de arquitetura e urbanismo, artes cênicas, artes visuais e dança) serão entre os dias 20 e 24 de janeiro. A divulgação da primeira chamada ocorre em 10 de fevereiro, enquanto que a matrícula (não presencial) dela será em 11 de fevereiro. Cursos mais concorridos Medicina (integral) - 11,86 candidatos por vaga (c/v) Ciências do esporte (integral) - 8,38 c/v História (integral) - 6,78 c/v Engenharia de produção (integral) - 6,34 c/v Farmácia (integral) - 6,23 c/v Nesta sexta-feira, a Comvest também divulgou os locais onde serão aplicadas as avaliações. Ela ressalta que não são necessariamente os mesmos onde o candidato fez a 1ª fase e há as seguintes mudanças: Cidades com vestibular da Unicamp As provas da 2ª fase serão em Bauru (SP), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campinas (SP), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Guarulhos (SP), Jundiaí (SP), Limeira (SP), Mogi Guaçu (SP), Osasco (SP), Piracicaba (SP), Presidente Prudente (SP), Ribeirão Preto (SP), Salvador (BA), Santos (SP), São Bernardo do Campo (SP), São Carlos (SP), São José do Rio Preto (SP), São José dos Campos (SP), São Paulo (SP) e Sorocaba (SP). Calendário Provas de Habilidades Específicas - 20 a 24/1 Divulgação da 1ª chamada (para matrícula não presencial) - 10/2 Matrícula não presencial - 11/2 2ª chamada - 13/2 Matrícula não presencial da 2ª chamada - 14/2 Período para cancelamento de matrícula - 17 a 19/2 3ª chamada - 18/2 Matrícula não presencial da 3ª chamada - 19/2 4ª chamada - 21/2/2020 Matrícula presencial da 4ª chamada - 2/3 "A matrícula presencial da 4ª chamada deve ser feita, também, por todos os candidatos convocados nas três primeiras chamadas e que realizaram a matrícula virtual pela internet", informa nota da Comvest. Segundo a comissão, a vaga só estará garantida após realização deste procedimento, entre 9h e 12h. Unicamp entre as melhores da América Latina Ao lado da USP, a Unicamp aparece entre as cinco melhores instituições no Ranking QS de Universidades da América Latina 2020 divulgado em outubro pela consultoria britânica Quacquarelli Symonds (QS). Para fazer a avaliação, a consultoria britânica usa oito critérios diferentes, sendo que os dois principais são a "reputação acadêmica" e a "reputação de empregabilidade" de cada universidade. USP e Unicamp estão na lista das melhores universidades da América Latina Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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06/12 - Encceja 2019: resultados são divulgados
Prova pode fornecer certificado de conclusão do ensino fundamental e do ensino médio, para pessoas que não se formaram na idade correta. Encceja, exame em busca de certificação de ensino Rede Globo/Reprodução Os resultados individuais do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) foram divulgados nesta sexta-feira (6) e já podem ser consultados pelos candidatos (http://enccejanacional.inep.gov.br/encceja/#!/inicial). A prova, organizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), avalia habilidades e saberes de jovens e adultos que não se formaram na idade adequada. Aqueles que obtiveram as notas mínimas em todas as áreas de conhecimento e na redação terão direito ao certificado de conclusão do ensino fundamental ou do ensino médio. Caso o candidato só tenha atingido o patamar exigido em algumas das provas - e não nas quatro -, ganhará um certificado parcial de proficiência. Por exemplo: se a pessoa só tirou a nota mínima em matemática, receberá um documento que ateste sua habilidade na disciplina. No ano que vem, só precisará prestar as demais três provas do Encceja. A edição de 2019 teve recorde de participação. Segundo o Inep, foram 1.185.945 candidatos - 45% a mais que no do ano passado. Quem pode participar Para o ensino fundamental: jovens e adultos com no mínimo 15 anos na data de realização da prova, que não tenham concluído a etapa de ensino. Para o ensino médio: jovens e adultos com no mínimo 18 anos no dia do exame, que não tenham o diploma. Estrutura das provas Ensino fundamental Ciências naturais Matemática Língua portuguesa, língua estrangeira moderna, artes, educação física Redação História e geografia Ensino médio Ciências da natureza e suas tecnologias Matemática e suas tecnologias Linguagens, códigos e suas tecnologias Redação Ciências humanas e suas tecnologias Vídeos sobre Encceja: Professor dá dicas para revisão do Encceja em Ribeirão Preto Pedagoga dá dicas para se preparar para a prova do Encceja
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06/12 - Quase 4 milhões de trabalhadores com ensino superior não têm emprego de alta qualificação
Estudo mostra que país tem mais trabalhadores com faculdade concluída do que ocupações que exigem curso ensino superior. Descompasso cresce desde o início de 2014, quando a crise econômica começou a dar os primeiros sinais. Brasil tem 18,3 milhões de pessoas que terminaram a faculdade Amanda Perobelli/Reuters O Brasil não tem dado conta de absorver todos os trabalhadores que fazem uma graduação em postos de trabalhos adequados. Hoje, quase 4 milhões de brasileiros que cursaram faculdade não encontram uma profissão que exija a conclusão do Ensino Superior. Isso significa que essas pessoas estão em vagas de menor qualificação, ou desocupadas – a taxa de desemprego é de 6% entre a população com ensino superior completo. Brasil não tem empregos suficientes para graduados Atualmente, o Brasil tem 18,3 milhões de pessoas que terminaram a faculdade para 14,5 milhões de ocupações com exigência de curso de Ensino Superior. O levantamento foi realizado pela consultoria iDados, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. O número de trabalhadores com faculdade começou a superar a quantidade de vagas disponíveis no primeiro trimestre de 2014, quando a crise econômica começou a dar os primeiros sinais no país. Ao longo dos últimos anos, com o período recessivo e a lenta retomada, esse descasamento só aumentou. "Muita gente está tendo de trabalhar fora da sua área de formação, está acontecendo um desencontro", diz Guilherme Hirata, pesquisador do iDados. "É um problema que tende a se agravar se a morosidade na economia continuar." Sobram trabalhadores, faltam vagas Arte/G1 Hoje, o país tem 12,4 milhões de desempregados, de acordo com a última divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a crise do mercado de trabalho e sem espaço no setor privado, muitos brasileiros partiram para o trabalho por conta própria e para a informalidade. Formada em desenho industrial, Lívia Fumie Koreeda, de 34 anos, foi demitida de uma rede varejista em 2017. Sem emprego formal, decidiu abrir a sua própria empresa para trabalhar com freelancer. No primeiro ano, chegou a conseguir um rendimento mensal até superior ao que recebia no emprego anterior. No segundo ano como freelancer, no entanto, o quadro mudou. Os rendimentos passaram a cair e ela passou a atuar como tatuadora. "A partir do segundo ano e meio é que a renda foi diminuindo e, então, tive de rever meu posicionamento e escolhas de como atuar no mercado", diz. Hoje, Livia ganha menos do que recebia no emprego com carteira assinada. Da renda mensal, 70% ainda vem dos trabalhos que realiza na área de desenho industrial, e o restante tem como origem o que ganha como tatuadora. Nos próximos anos, o objetivo dela é inverter essa relação. Lívia passou a complementar a renda como tatuadora Arquivo pessoal Impacto na produtividade A piora na qualidade do emprego traz uma série de consequências para a economia brasileira. Ela tem um impacto crucial na produtividade do país, por exemplo. O indicador é considerado fundamental para a melhora da atividade econômica e da renda da população brasileira. Nos últimos anos, no entanto, com o emprego formal em queda, a produtividade brasileira está estagnada porque milhões de trabalhadores tiveram de recorrer a bicos e a trabalhos por conta própria para conseguir alguma renda. Com isso, passaram a agregar menos valor para a economia. "O Brasil não tem criado ocupações sem setores dinâmicos há muito tempo. Então, há uma dificuldade para que as pessoas que se formam em profissões altamente qualificadas encontrem uma vaga equivalente", afirma o professor titular da Cátedra Ruth Cardoso no Insper, Naercio Menezes. Embora os dados sejam negativos, cursar uma faculdade ainda é bastante vantajoso no país. Um trabalhador com mais anos de estudo sempre vai ter vantagem numa disputa por emprego, mesmo que a vaga não exija uma elevada qualificação. "Mesmo que o desemprego esteja afetando várias classes, ele ainda é menor entre quem tem ensino superior completo", afirma Naercio. No Brasil, a taxa de desemprego é de 6% entre a população que tem ensino superior completo, de acordo com Naercio. Ela sobe para 14% no grupo que só cursou até o Ensino Médio. Há uma diferença nos salários também. Quem tem faculdade ganha em média R$ 5 mil. A média de quem cursou ensino médio é de R$ 2 mil. "Esse diferencial salarial ainda é muito alto, o que mostra como a faculdade é importante", diz o professor do Insper.
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06/12 - Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020: Veja horários e o que levar para fazer as provas
Exame ocorre de sábado a segunda-feira. Portões de acesso ficam abertos das 13h às 13h45. Candidatos conferem locais de prova no CCS da UFSC Joana Caldas/G1 De sábado (7) a segunda-feira (9), ocorrem as provas do vestibular 2020 unificado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). O exame será aplicado nos três estados do Sul do país. Confira abaixo os horários e o que levar para as provas. Horários Abertura dos portões: 13h Fechamento dos portões: 13h45 Início das provas: 14h Candidatos podem sair da sala a partir das 16h30 Término das provas: 18h O que preciso levar? documento de identidade informado no requerimento de inscrição confirmação de inscrição definitiva caneta esferográfica de tinta preta (preferencialmente) ou azul, com tubo transparente Itens permitidos lápis borracha sem capa lapiseira de tubo transparente garrafa de água sem rótulo lanche Itens proibidos aparelhos eletrônicos como celulares, controle remoto, chave eletrônica de veículos, calculadora, tablet e pen drive relógio fone de ouvido acessórios para serem usados na cabeça, como chapéus e gorros e turbantes óculos escuros material didático Durante as provas, os aparelhos eletrônicos devem ser desligados. Provas podem ter questões abertas, objetivas ou de múltipla escolha (somatórias) sábado: primeira língua, segunda língua, matemática e biologia domingo: ciências humanas e sociais, física e química segunda-feira: redação e quatro questões discursivas Veja mais notícias do estado no G1 SC Veja lista com os cursos mais concorridos UFSC e UFFS anunciam vestibular unificado de verão
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05/12 - ITA divulga lista de aprovados para segunda fase do vestibular 2020
Prova da primeira fase reuniu mais de 11,4 mil inscritos. ITA divulga lista de aprovados para segunda fase do vestibular 2020 Daniel Corrá/G1 O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) divulgou nesta quinta-feira (5) a lista dos candidatos aprovados para a segunda fase do vestibular 2020. Veja lista dos candidatos aprovados para segunda fase do ITA A primeira fase, realizada no domingo, teve mais de 11,4 mil inscritos. O vestibular do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) é um dos mais concorridos do país e oferece seis cursos de engenharias: aeroespacial, aeronáutica, civil-aeronáutica, de computação, eletrônica e mecânica-aeronáutica. A duração de cada curso é de cinco anos, sendo que os dois primeiros são comuns a todas as especialidades. Além de São José dos Campos (SP), sede do ITA, o vestibular aplica prova do vestibular em 23 cidades em 17 estados e no Distrito Federal. A segunda fase das provas será aplicada nos dias 12 e 13. A relação dos candidatos classificados para a terceira e última fase, a inspeção de saúde, será disponibilizada no dia 24 a partir das 10h.
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05/12 - Novo sistema de pagamento é testado no restaurante do Campus Santa Mônica da UFU em Uberlândia
Os usuários poderão comprar crédito via boleto que, posteriormente, será convertido em vouchers. O valor da refeição para os estudantes não mudou. Usuários do restaurante universitário da UFU, no campus Santa Mônica, estão em fase de transição de crédito refeição Milton Santos/Divulgação A Universidade Federal em Uberlândia (UFU) deu início aos testes do novo sistema de pagamento que será utilizado pelo restaurante universitário do Campus Santa Mônica. A UFU avalia a possibilidade de expansão do projeto para outro campi e cidades. Pelo novo sistema, os universitários poderão adquirir créditos via pagamento de boleto, e a partir daí terão o valor convertido em vouchers para serem utilizados nas compras. Não houve alteração no valor da refeição, que continua sendo de R$ 3. O sistema totalmente digital, denominado SISRU, está ativo para os universitários no Campus Santa Mônica, desde segunda-feira (2). O intuito é que os vouchers substituam os tíquetes gradativamente. Segundo a assessoria do UFU, haverá um período de transição até o início do semestre letivo de 2020, para não prejudicar aqueles que já adquiriram os antigos tíquetes. Para garantir o conforto dos usuários, o sistema atual de compra física e o digital permanecerão funcionando de forma conjunta até que o novo sistema seja implementado em sua totalidade. Voucher digital Os vouchers, que vão substituir os atuais tíquetes, serão disponibilizados de forma totalmente digital. Os usuários pode optar por salvar o código em um celular ou tablet e ainda imprimir. Para ter acesso ao novo sistema, os estudantes devem fazer o cadastramento no portal de serviços de graduação da UFU. A partir daí é possível gerar o boleto de pagamento dos vouchers. Nesse sistema, os estudantes podem acompanhar o andamento das compras e disponibilização de boletos compensados e ter acesso ao cardápio do restaurante. Forma de pagamento Estudante da UFU compra voucher para poder ter acesso a refeição do restaurante universitário Milton Santos/ Universidade Federal de Uberlândia Para adquirir o crédito, os usuários do Restaurante Universitários (RU) têm duas opções. Primeiro, se o valor for de até R$ 50, será emitida uma Guia de Recolhimento da União (GRU), que pode ser paga apenas no Banco Brasil, de forma presencial ou por aplicativo. A segunda opção é para aqueles que fizerem compras de crédito acima de R$ 50. A partir dai, será emitida uma GRU que pode ser paga em qualquer banco, lotérica ou plataforma digital. De acordo com a UFU, em ambos os casos os clientes deverão ficar atentos ao prazo entre 24h e 48h de compensação do pagamento e liberação dos vouchers. Por isso, a universidade recomenda que a compra seja feita com antecedência para não haver transtornos. Outra novidade é que a validade do crédito online passou para 90 dias, no ano vigente. No sistema anterior era de 30 dias. Regulamentações A UFU ressaltou que cada usuário deve comprar o próprio voucher, pois ele é intransferível. E nele será registrado um QR Code, que deve ser apresentado via celuar/tablet ou impresso para ter acesso à refeição. A Divisão de Restaurantes Universitários (DIVRU) está esclarecendo dúvidas e questionamento via online ou pelo telefone (34)3239-4272. A Pró-reitora de Assistência Estudantil (Proae) também vai implantar um atendimento aos alunos no início do próximo semestre, nos locais dos caixas de compra física. Valores O valor da refeição para os estudantes permanece em R$ 3,00. Para servidores e outros usuários, no entanto, passou para R$ 10. Isso de deve em decorrência Ofício Circular nº 1/2019/DIFES/SESU/SESU-MEC de 30 de julho de 2019, em que apresenta o Acórdão nº 1464/2019, proferido pelo Plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendando a vedação legal do fornecimento de refeição com preço subsidiado a servidores de forma acumulada com o pagamento de auxílio e vale alimentação.
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05/12 - Universidade Positivo é vendida para Cruzeiro do Sul Educacional
Finalização da transação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Os valores da negociação não foram revelados pelas empresas. A Universidade Positivo tem 1,6 mil colaboradores e 33 mil alunos. Universidade Positivo/Divulgação A Universidade Positivo (UP) foi vendida para o grupo paulista de ensino Cruzeiro do Sul Educacional. A aquisição foi anunciada nesta quinta-feira (5) pelo grupo educacional. De acordo com a Cruzeiro do Sul, a finalização da transação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Os valores da negociação não foram revelados pelas empresas. A Universidade Positivo tem 1,6 mil colaboradores e 33 mil alunos. Em maio, o Grupo Positivo vendeu seu sistema de ensino para o grupo Arco Educação, pelo valor de R$ 1,65 bilhão. O presidente da Positivo Educacional, Lucas Guimarães, afirmou que a negociação encerra a "redefinição do portfólio do grupo". Em um comunicado distribuído aos professores e funcionários da universidade, o Grupo Positivo afirma que nenhuma outra empresa do grupo curitibano será vendida. De acordo com o comunicado, a negociação inclui a venda da operação do Teatro Positivo e da ExpoUnimed. No entanto, o grupo continua como proprietário dos imóveis, assim como do terreno do campus Ecoville. A Cruzeiro do Sul Educacional é o quinto maior grupo de ensino do país em número de alunos, com 350 mil, de acordo com o próprio grupo. Segundo o grupo, a UP passa a ser a 12ª instituição de ensino superior a integrar a Cruzeiro do Sul Educacional. O diretor de planejamento da Cruzeiro do Sul Educacional, Fábio Figueiredo, afirmou que a expectativa é que todos os trâmites legais da aquisição sejam finalizados no primeiro semestre de 2020. "Até lá, a Cruzeiro do Sul não tem nenhuma ingerência na universidade", afirmou. "De qualquer modo, o que nos atraiu na Universidade Positivo foram as próprias características dela, então seria uma incoerência dizer que alguma coisa substancial vai mudar", disse Figueiredo. De acordo com o diretor do grupo, o objetivo é aumentar o nível de investimento, especialmente com maior oferta de cursos de graduação e pós-graduação, e reforçar as operações de ensino à distância. Em setembro, o grupo anunciou a aquisição do Centro Educacional Brás Cubas, de Mogi das Cruzes (SP). Veja mais notícias do estado no G1 Paraná.
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05/12 - Rodrigo Maia recria comissão para discutir projeto Escola Sem Partido
Projeto provocou polêmica no ano passado, e comissão encerrou trabalhos sem discutir parecer do relator sobre o tema. Ao G1, Maia disse ter recriado grupo a pedido de alguns deputados. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) Pablo Valadares/Câmara dos Deputados O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recriou a comissão especial responsável por discutir o projeto conhecido como Escola Sem Partido. O anúncio foi feito na noite desta quarta-feira (4), durante a sessão de votações. A decisão de Rodrigo Maia foi tomada um ano após a comissão que discutia a mesma proposta ter encerrado os trabalhos sem sequer ter votado o parecer do relator. Polêmico, o projeto proíbe professores de se manifestarem posicionamentos políticos ou ideológicos. Também os proíbe de discutir questões de gênero em sala de aula. >> Leia detalhes sobre o projeto mais abaixo Ao G1, Rodrigo Maia disse que decidiu recriar a comissão a pedido de alguns deputados, mas acrescentou que não há compromisso em votar a proposta. Indagado se vê risco de o tema, por ser controverso, desviar o foco de outras pautas consideradas mais prioritárias pelos parlamentares, especialmente na área econômica, o presidente da Câmara disse que não. "Não, pois não há compromisso de votar, e existe o direito de existir o debate", afirmou. >> Relembre no vídeo abaixo quando a comissão foi encerrada, no ano passado: Comissão da Escola sem Partido encerra trabalhos sem votar parecer Comissão A comissão especial responsável por discutir o Escola Sem Partido será composta por 34 deputados titulares e mais 34 suplentes. O início dos trabalhos depende, ainda da indicação dos integrantes, feita pelos líderes partidários. O que diz o projeto O projeto foi apresentado pelo ex-deputado Erivelton Santana (Patriota-BA) e propõe alterar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Pelo texto, será especificado que o ensino será ministrado tendo como princípio o "respeito às convicções do aluno, de seus pais ou responsáveis, tendo os valores de ordem familiar precedência sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa, vedada a transversalidade ou técnicas subliminares no ensino desses temas.” Críticos ao texto argumentam que o projeto não permitirá o pensamento crítico em sala de aula. Defensores alegam que a proposta tem como objetivo evitar a "doutrinação" nas escolas. No ano passado, a comissão que discutiu o projeto era presidida pelo então deputado Marcos Rogério (DEM-RO), atualmente senador. A relatoria foi de Flavinho (PSC-SP), que não é mais deputado.
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05/12 - MEC lança material para incentivar pais a lerem para os filhos
Guia, baseado no conceito de 'literacia familiar', ligado ao método fônico de alfabetização, traz orientações para estimular o hábito à leitura, diz pasta. Mec lança um programa pra incentivar os pais a lerem para os filhos O Ministério da Educação lançou, na tarde desta quinta-feira (5), um guia para incentivar que pais leiam para os filhos em casa. Batizado de "Conta pra Mim", o documento, segundo o MEC, faz parte da Política Nacional de Alfabetização (PNA), lançada em abril. A falta de materiais concretos de implementação da PNA foi alvo de um relatório elaborado pela Câmara dos Deputados e divulgado de forma preliminar no fim de novembro (leia mais abaixo). O MEC disse, ainda, que pretende destinar no ano que vem R$ 45 milhões para implementar 5 mil espaços em creches, museus e bibliotecas para "ensinar os pais e receber as crianças instalados". Professores das redes municipais e estaduais que desenvolverem atividades nesses espaços poderão receber bolsas de entre R$ 300 e R$ 400. Além disso, uma série de 40 vídeos instrutivos foram produzidos. Os cinco primeiros foram divulgados nesta quinta, e os demais devem ir ao ar até o fim do ano, segundo afirmou o secretário de Alfabetização do MEC, Carlos Nadalim. "São R$ 20 milhões para os tutores, R$ 17 milhões destinados à elaboração desses kits de literacia familiar. O material elaborado pelo Instituto Maurício de Sousa vai ser distribuído aos alunos do 1º e 2º ano, e o segundo [material] são os kits de literacia familiar do Conta para Mim", afirmou Nadalim. Ilustrações do Instituto Maurício de Sousa Segundo o ministério, o programa prevê dois tipos de materiais. O primeiro é um kit voltado para os pais que participarem do cantinho de leitura, com foco em famílias de baixa renda. Preparado pelo MEC, esse material já tem contratos de impressão assinados, segundo o ministro. Os números dessa contratação não foram divulgados. O segundo material é uma coleção de livros para uso em sala de aula, nas escolas públicas de estados e municípios que aderirem ao projeto. As ilustrações ficarão a cargo do Instituto Maurício de Sousa, que também vai formular o texto em parceria com o MEC. “[Serão] Historinhas bonitinhas, historinhas do Brasil", afirmou o ministro Abraham Weintraub, em entrevista coletiva. "Vai ser só historinha bonitinha, fica tranquila. Folclore do Brasil... a preocupação de trazer o Maurício de Sousa é pra trazer esse ar de brasilidade. Sem doutrinar, sem nada, respeitando todas as diferenças que tem no Brasil. A gente tá lidando com criança pequena, mais cuidado ainda.” 'Literacia familiar' De acordo com ele, o programa está ligado ao conceito de “literacia familiar” – um termo ligado ao método fônico, que aposta nos sons e nas sílabas como ponto de partida para a alfabetização (entenda mais sobre os métodos de alfabetização no vídeo abaixo). Alfabetização: saiba as diferenças entre método fônico e método global “Os pais, por meio dessas práticas, vão melhorar a compreensão dessas crianças da linguagem oral. Por meio disso, as crianças vão falar com mais clareza, e aprender a ler e escrever com mais autonomia. Para formarmos bons leitores, precisamos formar bons ouvintes”, disse Nadalim. Apesar de usar diversos termos ligados ao método fônico, como “kit de literacia”, “consciência fonológica” e “consciência fonêmica”, Nadalim afirmou durante o evento que não aposta em uma “bala de prata” capaz de resolver o problema da alfabetização. Segundo ele, a proposta envolve uma “combinação de estratégias”. Segundo informações divulgadas nesta quinta, a pasta diz que o guia contém informações sobre a técnica chamada de "literacia familiar", e inclui ações como “interagir durante a contação de histórias, ler em voz alta, olhar olho no olho". Ainda segundo o MEC, "são gestos simples, mas capazes de influenciar significativamente no desenvolvimento intelectual já na fase pré alfabetização, antes do começo das primeiras aulas na escola", e "meninos e meninas que são estimulados desde cedo à leitura e à brincadeira dentro de casa tendem a chegar mais aptos e habilitados nos anos iniciais do ensino fundamental”. O material e vídeos didáticos podem ser acessados no site do MEC e, segundo o ministério, também podem ser adaptados para a sala de aula. Guia de literacia familiar lançado pelo Ministério da Educação Divulgação/MEC Política Nacional de Alfabetização O Conta pra Mim faz parte da Política Nacional de Alfabetização (PNA), a principal ação da nova Secretaria de Alfabetização do MEC (Sealf), lançada em abril. De adesão voluntária, a PNA fez parte das metas dos 100 primeiros dias do governo Bolsonaro. Mas ela foi criticada por especialistas tentar impor um método de alfabetização às redes e por tentar antecipar a idade prioritária da alfabetização. Após uma disputa de versões do rascunho da política, ela foi assinada por Bolsonaro mantendo a meta atual do Plano Nacional de Educação (PNE). O decreto de abril prevê, entre outras mudanças, que o ensino infantil reforce as atividades de pré-alfabetização, e que haja esforço extra para concluir o ensino da leitura já no primeiro ano do ensino fundamental. "A PNA não determina nenhum método especificamente. A adesão dos entes federados aos programas e às ações da PNA será voluntária", explicou a pasta, na época. "O MEC está finalizando um caderno que explicará as diretrizes, os princípios e os objetivos da PNA." Depois disso, porém, a Sealf levou mais quatro meses para divulgar o caderno prometido. A expectativa era de que o material detalhasse as diretrizes apresentadas na política, mas especialistas em educação avaliaram o documento apresentado em agosto deste ano como muito teórico e pouco efetivo. Exonerações na Sealf No fim de novembro, a falta de programas e materiais para embasar a PNA foi um dos pontos criticados pelo relatório da Comissão Externa de Educação da Câmara dos Deputados. Na semana passada, o Ministério da Educação informou ao G1 que lançará "em breve" esse material. Dias depois, dois funcionários da Sealf foram exonerados. Renan de Almeida Sargiani e Josiane Toledo Ferreira Silva estavam alocados na Diretoria de Alfabetização Baseada em Evidências e eram, respectivamente, coordenador-geral de Neurociência Cognitiva e Linguística e coordenadora-geral de Avaliação Pedagógica. Segundo o MEC, ambos pediram a exoneração por motivos pessoais.
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05/12 - Reitores pedem na Justiça que ministro da Educação explique fala sobre drogas em universidades
Ministro Weintraub disse que federais têm plantações de maconha e produção de drogas em laboratório. Associação de reitores entrou na Justiça para pedir retratação. MEC informou que ainda não foi notificado. A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes) entrou na Justiça para pedir que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, explique as alegações de que há "plantação de ervas para produção de drogas” nas universidades federais brasileiras. Ministério da Educação informou ao G1 que ainda não foi notificado. Sem apresentar provas, Weintraub afirmou que algumas universidades teriam "plantações extensivas" de drogas durante uma entrevista ao canal no YouTube do "Jornal da Cidade" no dia 22 de novembro. O ministro falou também que haveria produção de drogas sintéticas em laboratórios de química. "Então o que você tem? Você tem plantações de maconha, mas não é três pés de maconha, você tem plantações extensivas de maconha em algumas universidades." - Abraham Weintraub, ministro da Educação, em 22/11. Desfechos de casos citados isentaram universidades de ligação com drogas Reitores criticam ataques do ministro A interpelação judicial foi apresentada pela Andifes nesta quarta-feira (4) e ressalta o "teor depreciativo em relação às universidades federais, e em consequência a seus reitores" da fala do ministro. A Andifes pede ainda que o ministro "preste esclarecimentos e informações sobre as provas que ampararam suas declarações". A medida foi protocolada na 9ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal. No pedido, os reitores lembram que o ministro destacou, em sua conta pessoal no Twitter, alguns trechos da entrevista falando sobre federais. Na rede social, Weintraub também citou dois casos de drogas encontradas em universidades para sustentar sua alegação, um na Universidade Federal de Brasília (UnB) e outro na de Minas Gerais (UFMG). "As postagens indicadas pelo ministro como exemplo de prática de delitos nas universidades federais são, respectivamente, de 2017 e de maio deste ano de 2019, e citam a Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)", diz a Andifes. No entanto, as universidades federais UnB e UFMG não foram consideradas responsáveis ou mesmo diretamente envolvidas em casos envolvendo plantação ou produção de drogas. "Ambos os casos postados pelo senhor ministro já foram apurados pelas autoridades policiais, devidamente debelados por suas reitorias e não servem de exemplo negativo para as instituições", diz a Andifes na interpelação judicial. Nesta quarta-feira (4), o ministro foi convocado pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados para esclarecer a acusação de que a estrutura das universidades federais estaria sendo usada para produção de drogas. Fragilidades de planejamento e gestão Na semana passada, outro relatório, elaborado por deputados federais da Comissão Externa de Educação da Câmara e divulgado em caráter preliminar, apontou fragilidades de planejamento e gestão dentro do MEC (assista mais no vídeo abaixo). Relatório de comissão da Câmara critica gestão do Ministério da Educação
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05/12 - Você passaria na prova de matemática do Pisa? Teste seus conhecimentos com 6 questões
Foi nessa competência que alunos brasileiros tiveram o pior desempenho, segundo resultados recém-divulgados; objetivo da prova é avaliar o uso da matemática no dia a dia, em situações práticas. Pisa 2018: 68% dos estudantes brasileiros (contra 2% nas cidades chinesas) não conseguem "interpretar e reconhecer como uma situação simples pode ser representada matematicamente" Reprodução/TV Gazeta No ano passado, 11 mil estudantes brasileiros de 15 anos participaram da prova do Pisa, exame internacional realizado em 79 países e regiões que tenta medir o sucesso da educação ao redor do mundo — mais especificamente, se as escolas estão sendo bem-sucedidas em preparar seus alunos para o futuro. Segundo resultados divulgados nesta semana, das três áreas avaliadas (matemática, leitura e ciências), o Brasil teve pior desempenho em matemática: apenas um terço dos estudantes brasileiros alcançou o nível básico nessa competência. 43,2% dos brasileiros de 15 anos sabem menos que o básico em leitura, ciência e matemática Em leitura, os dados do Brasil apresentam estagnação nos últimos dez anos Argentina tem pior resultado entre países da América do Sul Portanto, 68% dos estudantes brasileiros (contra 2% nas cidades chinesas medidas no Pisa) não conseguem "interpretar e reconhecer como uma situação simples pode ser representada matematicamente", aponta o relatório produzido pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), entidade responsável pelo teste. E você, acha que se sairia bem em uma prova de matemática do Pisa? As questões da prova de matemática de 2018 não foram divulgadas, mas é possível exercitar seus conhecimentos com base em algumas perguntas feitas a alunos do mundo inteiro na prova de 2012 (e das quais a BBC News Brasil fez uma tradução livre e não oficial do original em inglês para o português). Se você não se lembra muito das fórmulas matemáticas que aprendeu na escola, não faz mal: a ideia não é medir esse conhecimento específico. A OCDE diz que a intenção da prova é avaliar a capacidade dos alunos de "formular, usar e interpretar a matemática" para seu cotidiano — desde controlar seus gastos no mercado até medir quantidades para uma receita, compreender estatísticas ou avaliar custos de um projeto. O objetivo, diz a organização, é que as escolas formem alunos capazes de "refletir e entender o papel da matemática no mundo". Entenda o que é o Pisa, a avaliação mundial de educação Ao fim de cada pergunta (algumas divididas em blocos temáticos, assim como na prova original), veja qual a habilidade específica que o Pisa queria avaliar nos alunos. E, no fim do texto, veja as respostas para as perguntas: PINGUINS PERGUNTA 1) O fotógrafo de animais Jean Baptiste partiu para uma expedição de um ano e tirou inúmeras fotos de pinguins e seus filhotes. Ele ficou especialmente interessado no crescimento de tamanho de diferentes colônias de pinguins. Normalmente, um casal de pinguins produz dois ovos por ano. Geralmente, o filhote do maior dos dois ovos é o que sobrevive. Com os pinguins da espécie saltador-da-rocha, o primeiro ovo pesa cerca de 78g e o segundo ovo pesa cerca de 110g. Em quanto por cento, aproximadamente, o segundo ovo é mais pesado que o primeiro ovo? A - 29% B - 32% C - 41% D - 71% (Objetivo da pergunta: avaliar a capacidade do aluno em calcular porcentagem em um contexto real) Jean se pergunta o quanto o tamanho da colônia de pinguins mudará ao longo dos próximos anos. Para determinar isso, ele faz as seguintes presunções: - No começo do ano, a colônia consiste em 10 mil pinguins (5 mil casais) - Cada casal de pinguins cria um filhote na primavera de cada ano - Ao final de um ano, 20% de todos os pinguins (adultos e filhotes) vão morrer PERGUNTA 2) Ao final do primeiro ano, quantos pinguins (adultos e filhotes) haverá na colônia? (Objetivo da pergunta: avaliar se o aluno é capaz de entender uma situação real para calcular um número concreto baseado em alterações, incluindo aumento e decréscimo de porcentagens) CONSTRUÇÃO COM DADOS Na imagem abaixo, uma construção foi feita usando sete dados idênticos, de faces numeradas de 1 a 6. Imagem para resolução de questão do Pisa Reprodução Quando a construção é vista do alto, somente cinco dados podem ser vistos. PERGUNTA 3) Qual o total de pontinhos de dados que podem ser avistados quando a construção é vista do alto? (Objetivo da pergunta: avaliar a capacidade de interpretar a perspectiva exigida da foto de uma construção tridimensional) TV A CABO A tabela abaixo mostra dados sobre domicílios que têm televisores (TVs) em cinco países. Ela também mostra a porcentagem desses domicílios que possuem TVs e que assinam serviços de TV a cabo: Exercício - TV a cabo Fonte: ITU, World Telecom Indicators 2004/2005 PERGUNTA 4) A tabela mostra que 85,8% de todos os domicílios na Suíça têm TVs. Com base na informação da tabela, qual a estimativa mais próxima do número total domicílios na Suíça? A - 2,4 milhões B - 2,9 milhões C - 3,3 milhões D - 3,8 milhões (Objetivo da pergunta: avaliar capacidade de aplicar proporção com base em um conjunto de dados) Kevin olha as informações da tabela sobre a França e a Noruega. Kevin diz: "Como a porcentagem de domicílios que têm TVs é quase a mesma nesses dois países, a Noruega tem mais domicílios que assinam TV a cabo". PERGUNTA 5) Explique por que essa observação é incorreta. Dê um motivo para a sua resposta. (Objetivo da pergunta: analisar se o aluno entende proporção com base em dados disponíveis em uma tabela) MOLHO DA SALADA Você está preparando seu próprio molho de salada. Eis uma receita para fazer 100 mililitros (ml) de molho: AZEITE - 60 ml VINAGRE - 30 ml MOLHO DE SOJA - 10 ml PERGUNTA 6) De quantos mililitros (ml) de azeite você vai precisar para fazer 150 ml desse molho? (Objetivo da pergunta: avaliar a capacidade de aplicar conceitos de proporção em situações da vida cotidiana, para calcular a quantidade de ingredientes necessários em uma receita) RESPOSTAS: 1) 41% ; 2) 12 mil pinguins ; 3) 17 ; 4) 3,3 milhões ; 5) Kevin tem de levar em conta, na verdade, o número real (e não a porcentagem) de domicílios com TV em cada país. Eles mostram que o número de domicílios na França é cerca de 10 vezes maior que o da Noruega. Portanto, o número casas com TV é maior e o número de assinaturas de TV a cabo, também. 6) 90 ml Entenda o que é o Pisa, a avaliação mundial de educação Initial plugin text
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05/12 - Países no topo do Pisa dão aos alunos oportunidades iguais e valorizam professores, diz analista da OCDE
Programa Internacional de Avaliação de Estudantes foi aplicado a 79 países e regiões do mundo; Brasil segue abaixo dos índices básicos em ciência, matemática e leitura. Brasil está estagnado entre os países com pior nível de aprendizado básico Os países que lideram o ranking mundial da educação, de acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), investem na valorização de professores e em ações para diminuir a desigualdade entre alunos e escolas. A análise é da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), responsável pelo teste. E as estratégias, se replicadas por aqui, poderiam ajudar o Brasil a melhorar o índice nacional, avalia Camila de Moraes, analista de educação da entidade. 43,2% dos brasileiros de 15 anos sabem menos que o básico em leitura, ciência e matemática Em leitura, os dados do Brasil apresentam estagnação nos últimos dez anos Argentina tem pior resultado entre países da América do Sul "Países têm estratégias diferentes para melhorar seus sistemas de educação. Porém, podemos observar alguns pontos em comum entre os países com melhor desempenho no Pisa, entre eles estão uma maior equidade entre alunos e escolas de níveis socioeconômicos diferentes e a valorização da carreira docente." – Camila de Moraes, da OCDE O Pisa é aplicado a cada três anos e avalia a aprendizagem em leitura, matemática e ciência. Os resultados do Pisa 2018 para o Brasil indicam que 68% dos estudantes de 15 anos não sabem o básico de matemática; 55,3% apresentam baixo desempenho em ciência e 50,1% têm baixo desempenho em leitura. Comparativo Brasil x melhores do Pisa 2018 Já entre os 13 países que se revezaram no "top 10" da edição mais recente do Pisa, apenas uma minoria de estudantes ocupam a escala mais baixa de proficiência. Eles também estão bem acima do Brasil em relação a outras variáveis, como investimento por aluno e salário dos professores. Relatório do Pisa 2018 comparou o total acumulado de investimento por aluno dos 6 aos 15 anos de idade Ana Carolina Moreno/G1 Além disso, boa parte deles apresentou menor variação entre as notas médias dos alunos mais pobres e as dos mais ricos. Equidade Um dos pontos do relatório da OCDE é a variação de desempenho entre estudantes de diferentes escolas e regiões do país. Reduzir a desigualdade entre elas seria uma das estratégias para melhorar a educação do Brasil, afirma a analista de educação da OCDE. Em leitura, os brasileiros de família de alta renda tiveram média 97 pontos mais alta do que os de baixa renda. A média da OCDE é de 89 pontos. Embora a OCDE afirme que essa desigualdade no Brasil não é estatisticamente pior do que a média dos países do grupo, o relatório ressalta que, entre 2009 e 2018, a variação no Brasil aumentou 13 pontos, enquanto a mudança na OCDE foi menor, um aumento de apenas 2 pontos. "O status socioeconômico foi um forte instrumento de previsão do desempenho em matemática e ciência em todos os países que participaram do Pisa. Ele explicou 16% da variação no desempenho em matemática no Pisa 2018 no Brasil", afirmou a OCDE, ressaltando que, na média dos países do bloco, esse indicador respondeu por 14% da mesma variação. Por causa dessa diferença, a OCDE afirmou que apenas 10% dos estudantes de baixo nível socioeconômico foram capazes de tirar notas equivalentes aos 25% melhores desempenhos em leitura. Na média da OCDE, esse índice foi parecido, de 11%. Na comparação com os países que ficaram no topo do ranking do Pisa 2018, o Brasil, além de estar muito atrás na nota média, também é um dos que apresentou maior desigualdade na nota do grupo de 25% de alunos mais pobres e do grupo com os 25% de alunos mais ricos Ana Carolina Moreno/G1 Professores Para a analista de educação da OCDE, Camila de Moraes, há investimentos "muito forte" de valorização de professores em Singapura, por exemplo, um dos países que são estão no topo do ranking do Pisa 2018. Segundo ela, o país consegue atrair e reter talentos. "Eles conseguem atrair os melhores candidatos para a profissão graças a salários competitivos e um status privilegiado na sociedade. Após entrarem na carreira, professores têm acesso a desenvolvimento profissional contínuo. Além disso, existe uma cultura forte de mentoria, com professores mais experientes ensinando e motivando professores mais novos", afirma, em entrevista ao G1. Especialistas ouvidos pelo G1 também apontam a valorização dos professores como uma das estratégias para melhorar a educação brasileira. Outro ponto apresentado por eles é a política a longo prazo, para que possam surtir efeito. "O que nos diferencia dos países com alto desempenho [no Pisa] é que não colocamos ainda a profissão docente e políticas para estes profissionais como ponto central", afirma Olavo Nogueira Filho, diretor de políticas educacionais do Todos pela Educação. Além disso, ao contrário do que se costuma pensar, ter classes com menos alunos por professor não é uma variável com impacto comprovado na melhoria da qualidade da educação. Segundo o relatório do Pisa 2018, a OCDE explica que, em geral, diminuir o tamanho das turmas exige aumentar o número de professores, mas "os resultados sugerem que aumentar o número de professores em uma escola poder ser ineficaz, se isso acontece às custas da qualidade média desses professores". Pisa 2018 traz informações sobre o salário inicial anual dos professores Rodrigo Sanches/G1 Clima nas escolas Outro ponto que a OCDE analisa é o clima nas escolas. Para Camila de Moraes, o desempenho dos estudantes deve ser analisado tanto em relação aos resultados, quanto em relação a bem-estar dos estudantes. "É muito importante considerar tanto o desempenho quanto o bem-estar dos alunos. O Pisa mostra que um melhor desempenho não precisa vir acompanhado de mais ansiedade e de um pior bem-estar dos alunos. Países como Bélgica, Estônia, Finlândia e Alemanha atingiram tanto um alto desempenho quanto um alto nível de bem-estar dos alunos", afirma. No Brasil, os resultados do Pisa 2018 apontaram que os casos de bullying, indisciplina e solidão dentro das escolas do Brasil ocorrem em percentuais acima da média internacional. Para 29% dos estudantes brasileiros que participaram da avaliação, há ofensas nas escolas. Outros 41% dizem perder tempo de aula por causa da indisciplina e 13% relataram se sentir sempre sozinhos durante o período escolar. Na análise dos dados, é possível ver que 50% dos estudante faltaram a pelo menos um dia de aula e 44% chegaram atrasados na quinzena que antecedeu o Pisa. A média da OCDE é 21% e 48%. "Sabemos que alunos que sofrem bullying, por exemplo, tendem a faltar mais às aulas", afirma Camila. Com isso, eles perdem mais conteúdo e auto-confiança para realizar os testes. Análise do Japão Autora de tese premiada analisa resultado do Pisa do Brasil e do Japão Um dos países que estão entre os 10 melhores na avaliação de ciências, o Japão foi objeto de estudo para a tese "Letramento científico no Brasil e no Japão a partir dos resultados do Pisa", feita pela doutora em educação Andriele Ferreira Muri. Ela ganhou o Grande Prêmio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) de Humanas na edição de 2018, analisando as edições do Pisa que tiveram como foco a análise de ciências (2006 e 2015). O G1 entrevistou Andriele sobre o tema no início deste ano. Andriele afirma que, entre as ações do Japão, estão: Não reprovar estudantes tem impacto positivo na aprendizagem no Japão; O Japão tem um currículo nacional comum; A formação dos professores faz diferença: no Japão, os professores têm as aulas analisadas por outros colegas. Esta troca permite aperfeiçoar o método, “acelerando a disseminação das melhores práticas em toda a escola ou comunidade”, diz Muri; O uso do tempo em sala de aula é mais otimizado no país asiático: 20% do tempo de aula no Brasil é perdido com questões como orientações gerais, recados administrativos e controle de alunos em sala. No Japão, o índice é de 2%. Entenda o que é o Pisa, a avaliação mundial de educação Initial plugin text
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04/12 - Sisu 2020 terá inscrições entre 21 e 24 de janeiro; veja cronograma
Cronograma da primeira edição do Sisu 2020 foi divulgado nesta quarta-feira (4) pelo MEC. A edição do primeiro semestre de 2020 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) abrirá as inscrições em 21 de janeiro. O cronograma foi divulgado pelo Ministério da Educação nesta quarta-feira (4). Datas de inscrição do Sisu 2020: Abertura das inscrições: 21 de janeiro Fim das inscrições: 23h59 de 24 de janeiro Resultado: 28 de janeiro O Sisu é o sistema do MEC que reúne centenas de milhares de vagas de graduação em universidades públicas brasileiras. Para participar do Sisu em 2020, é preciso ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste ano, e não ter tirado nota zero na prova de redação. Com a nota no exame, os candidatos podem se inscrever, no site do Sisu, para até duas opções de vaga. Durante o período de inscrição, o Sisu divulga notas de corte parciais, para os candidatos verificarem suas chances de aprovação e poderem remanejar suas inscrições. O MEC também mantém no ar um simulador de notas de corte do Sisu, com as notas de corte de edições anteriores, para os candidatos consultarem antes da abertura do período de inscrições (veja mais no vídeo abaixo). Entenda como a nota do Enem influencia no Sisu com simulador A edição regular do Enem 2019 aconteceu nos dias 3 e 10 de novembro. Já a reaplicação do exame para pessoas privadas de liberdade ou candidatos que tiveram o Enem prejudicado por problema de logística dos exames acontece em 10 e 11 de dezembro. A nota do Enem 2019 será divulgada em meados de janeiro, segundo informou o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela execução do exame. Initial plugin text
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